Porque eu estou falando do Eduardo agora, aliás?
Sei lá…Explica algumas coisas e impaciências[?].
Acabei chegando atrasada na primeira aula de história. Não foi por acaso. Eu QUIS chegar atrasada. Estava com um monte de coisas na cabeça e não queria ouvir, logo de manhã a voz da Marli. Após uma boa lida no “Cem Anos de Solidão” e o sinal da segunda aula, eu subi. Lá estava ela. Falando e especulando como uma boa descendente de italiano, explicando em resumo o texto sobre a inconfidência mineira. Um sorriso maroto é lançado ao me ver entrar e ouvir “Licença, professora!”. Silêncio. Da minha sala este era o único barulho a se ouvir. A maioria, ou de mal-humor, ou prestando atenção com as expressões mais esquisitas, escondidas atrás dos braços bem cruzados ou, atrás do giro de canetas em cima do caderno.
Bela manhã!!!
A terceira aula doi do Verdasca, mas apesar de ter sido mega-emocionante, me permito ser egoísta e não vou dividí-las com vocês.
Minhas duas últimas aulas se resumiram em ouvir as histórias do Biel e do povo do “fumódromo”, todos fumando[é claro] e bebendo café, além de ouvir a voz estranha da professora nova. E por incrível que pareça, eu prefiro sentir o cheiro do cigarro aceso[não aquele cheiro de fumante que consome uns 4 por dia], do que fumar o próprio. E eu acho café + cigarro uma combinação horrível, apesar de amar um bom pretinho.
Voltar pra casa como sempre. Solitário e monótono, apesar da boa companhia.
Cheguei em casa, fiz meu almoço: um bom lanche de presunto, salada e maionese. Me alimentei e sentei no sofá, já com controle na mão, ansioso pra dar apertar os botões e achar um filme que valesse a minha atenção. Enfim, o achei.
Heis então que eu vejo Al Pacino novo, sim, novíssimo no filme “Um Dia de Cão”. O filme é de
1975. O protagonista deveria ter uns 25 anos mais ou menos. O filme falava sobre Sonny[Al Pacino], que é casado com um cara e, num ato de desespero, rouba um banco pra pagar uma cirurgia de mudança de sexo para seu amante. Pode até parecer um filme muito radical ou seiláoque, mas não passa de um longa de ação/estratégia, passado quase todo num banco, focando no desespero e nervosismo do principal mandante do assalto. A única diferença que o filme é antigo e o protagonista é homossexual. Um escândalo pra’quela época. Aliás, o Al Pacino tá mó bunitão nesse filme. Recomendo totalmente. Vou colocá-lo na sessão de “recomendo do perfil”.
Estou com fome e preciso estudar.
“Olha só, que cara estranho que chegou.
Parece não achar lugar
No corpo em que desencarnou” – Cara Estranho – Los Hermanos.
Boa Noite!