Nesse exato instante eu estou ouvindo uma música pela milésima vez, procurando skins p/ meus personagens de The Sims e conversando no MSN. Tem 14 janelinhas abertas, mas só tô falando em algumas. Não tô dialogando sobre nada em especial, para variar um pouco. Eu mato muito tempo. Diz-se que os bens de consumo só existem pra afastar a morte: acho que concordo. Eliminando esse MSN, essas revistas, essas bandas, todos esses objetos, o que ia me sobrar de interesse? O que ia me sobrar pra fazer, sobre o que falar? Será que a gente vive sem sentido algum? É meio desconcertante falar sobre essas coisas, mas ninguém nunca fala. Vai ver é por isso que a Victória gosta da morte, ou porque eu simpatizei com ela (mais uma vez uma demonstração de egoísmo): não é uma salvação, é uma representação do que há de inevitável, de concreto e não inventado pelo ser humano. Não é um conceito, não é algo ruim com uma foice: pode ser qualquer coisa. É interpretada em diferentes culturas de mil formas, e dá medo na gente, porque traz uma sensação de limite de tempo. E justamente porque a morte existe é que a gente aproveita a vida, porque ninguém quer morrer sem ter feito essa coisa sem sentido algum fazer algum sentido, durante certo tempo.
E agora eu me pergunto: será que a minha vida tem feito sentido? Será que a vida das pessoas ao MEU REDOR tem mudado de alguma forma por minha causa?
Não sei, mas ler quando a Victória faz algum post e cita meu nome é sempre bom. Transmite a sensação de que resultei em alguma importância, afinal de contas, por mais que para mim não faça sentido nenhum metade das coisas que eu falo. Talvez tanta conversa sem sentido, só pra fazer rir, traga algum bem de verdade pra vida de alguém. Eu tenho me aproximado cada vez mais dela, e acho que ela não sabe, mas eu me importo com ela, não quero ver ela passar por coisas ruins, e se eu falo um monte de besteira pra ela é porque quero o bem dela. Ou pode ser apenas que eu esteja descontando meus problemas nela, e às vezes, por mais que eu fique p* com a idéia de que ela seja muito submissa, essa mesma passividade muda totalmente de significado e se torna “paciência” quando eu realmente preciso da atenção de alguém sem julgamentos. A Victória representa, pra mim, o papel de ouvinte paciente e amiga, que entende, e se não entende, não interrompe p/ presumir nada. Melhor do que eu, que muitas vezes pra mostrar eficiência ou porque realmente penso que sei sobre algo, vou lá e falo um monte, e no fim descubro que as coisas eram mesmo diferentes.
Victória, sei que esse não foi o melhor post do seu blog, mesmo porque tá cheio de erro gramatical, de filosofia de quinta categoria, e eu espero que ninguém leia essa droga, porque não tem nada a ver com o que eu esperava fazer, que era uma espécie de relato das nossas conversas e divagação irônica sobre alguns dos seus melhores comentários (ou piores? Resta a dúvida), porém a única coisa que saiu foi essa. Acho que não tô no meu melhor dia pra nada, a não ser pra falar de mim, e é isso que eu vim fazer aqui quando devia falar de você. Acho que essa é mais uma carta pra você, em particular, que foi aberta ao público. Mas ainda bem que pouca gente entra no seu Blog, né?
E vou encerrar tudo isso aqui, declarando que preciso escovar os dentes, que preciso pentear o cabelo, que preciso mijar, que preciso pegar meus cães, que quero jogar The Sims, e que quero voltar a ler o livro que a Victória não tem e está invejando agora – aliás, só para que ela continue mais raivosa, saibam que estou muito entretida com a obra e que é fascinante mesmo :D , e que… sei lá.

Pronto.

ai menine terminei o post rs
vai la ler vai rsrsrs
ta tiop lindo declarassao total ai… sobre mim ne mas fala de vc um pouquinho rsrsrs
beijo pra toda familia me come

ass: gilly

ps – me encomtra as 2 da manha no banheiro

Q

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