Arquivos Mensais: Outubro 2008

E eu vou sentir a sua falta muitas e muitas vezes. A cada vez que eu abrir um livro e pensar “Quando eu era pequena ele nem deixaria chegar perto de algo assim”. A cada vez que eu ver o nome “Jõao” ou apenas a letra “J” inscrita em qualquer lugar que seja, eu vou me lembrar de você e vou sentir tua saudade de mim a cada vez que eu não chorar por ti, como me fez prometer.

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Hospital Albert Einstein – 28 de outubro de 2008 – 11:50 p.m.
*meu pai sai da sala, eu e minha mãe entramos*
Mãe: -João, estávamos preocupados. O Jean (namorado do João) ligou e viemos para cá. Como se sente?
João: -Como acha que me sinto? Morrendo, claro. Não muito vivo, apesar de tudo, haha. Espero que acabe logo porque não consigo nem mais ver Tv direito.
Eu: -Senti sua falta no casamento na casa do Tio Toninho.
João: -Sabe como é, estava ocupado paquerando uns médicos bonitões aqui, hehehe.
Jean: -Para você ver que ele não pára quieto nem quando está hospitalizado. Veja o que eu tenho que aguentar.
Enfermeira: -Sinto dizer, mas o tempo acabou e os senhores vão ter de se retirar, exceto o acompanhante do paciente.
João: -Posso falar um pouco com a pequena aqui?
Enfermeira (com cara de desgosto): -Seja breve, João.
Mãe: -Volto logo, João. Não faça nada que eu não faria.
João: -Não se preocupe. Vou deixar uma mensagem de suícidio quando sair deste lugar, hahahahaha.

*Mãe sai da sala*
João: -Ouça, querida, você sabe que eu talvez não dure muito, não é mesmo?
Eu: -Ahn, estou. Eu, bem…Sinto muito. Eu não sei o que dizer direito. Faz tanto tempo que a gente não se vê.
João: -Sim. Você não leu nenhum dos meus livros, né?
Eu: -Haha, não. Eu já passei da minha idade de ficar procurando contos eróticos pra ler, João. Quando me casar, farei uso da sua literatura.
João: -Ótimo. Mantenha-se longe deles por enquanto. Quando eu morrer, se algum chegar à sua casa, esconda imediatamente numa caixa e se dê de presente de casamento, por mim.
Eu: -Vou me lembrar disso. Acho.
*risadas*
João: -Olha, eu vou ser sincero agora. Os médicos dizem que não passo dessa noite, no máximo, de manhã. Eles não sabem direito nem como estou rindo. Mas o câncer está me corroendo todo por dentro.
*Eu olho assustada e quase começo a chorar*
João: -Se eu contar uma piada você vai parar de chorar? Você é a última lembrança da melhor época da minha vida, Victória. Por favor, quando eu morrer, não chore. Vá beber. Comemore! Eu vou estar num lugar bem melhor.
Eu: -Eu não vou comemorar a morte de alguém querido, João. Você me conhece.
João: -Então me dê o orgulho de saber que você foi forte e não chorou, não se abalou nem um pouco comigo. Faz tanto tempo que a gente não se vê. Por que ficar triste agora?
Eu: -Eu não vou chorar. Não por você. Prometo!
João: -Ótimo. Agora me responda: por que você não está usando uma aliança de namoro ainda, mocinha?
*Enfermeira entra*
Enfermeira: -Vamos. Seu tempo acabou.
João: -Vou sentir sua falta.
Eu: -Eu também. Mais do que imagina até.

Vou para a sala de espera. Converso com meus parentes. Todos abalados, claro. O Jean até tentou me animar um pouco. Na verdade, ele só queria saber o que o João falou. Eu me neguei a responder. Não sei o por quê de manter aquela conversa em segredo momentaneamente. Eu talvez só não queria falar. Então, não falei.
Tínhamos de ficar lá. Esperando ele morrer pra cada um ir pra casa. De forma literal e crua, era isso. Nós sabíamos que ele estava sofrendo bastante com o câncer pulmonar. João sempre fumou muito. A minha lembrança da casa dele é que era cheia de papéis por todos os lados, com várias coisas escritas, filmes, livros com marcações, quadros eróticos, uma bagunça, destacada pela coleção de cinzeiros na sala. Mas como eu nunca entendia nada, então ficava no meu canto desenhando umas coisas bobas pra ele, enquanto meus pais batiam um lero com ele.
Quando deu 1:30 da madrugada, ele dormiu.
Quando deu 2:48, ele foi embora.

E, bom, não chorei. Eu até ri enquanto montava essa conversa.
Eu vou sentir muita falta dele. Muita!

“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.” – William Shakespeare

Essa é uma vida de alegria e solidão!

Não perca seu tempo com isso, vai, cuide de seu mimo, enquanto alguém está olhando e cuidado de você!

É, ninguém entende.

Paz a todos

Apertada | Ofegante | Deprimente | Inconstante | Reprimida | Exaustiva | Indiferente | Emocionada | Calável | Díficil | Fácil | Horrível | Satisfatório | Irônica | Literal | Conhecida | Repetitiva | Repetida | Vigilante | Sensível | Estranha | Dolorida | Dura | Louca | Má | Maravilhosa | Amante | Amiga | Desejada | Odiada | Restaurada | Inesquecível.

Esse meu eu que foi-se embora e me deixou aqui.
Ela me odeia, provavelmente não vai voltar, haha. É rídiculo deixar alguma esperança na minha cabeça. Mas, como é que dizem? A esperança é a ultima que morre.
Eu não sei, victória e eu tivemos uma briga feia hoje. Quase dei na cara dela. Ela bem que merecia, haha.
Ela é agora uma completa estranha pra mim. Na verdade, ela não me odeia. Eu odeio ela. E eu amo.

Eu adoro meu pseudo-distúrbio de dupla personalidade declarado. Chega a ser tosco. Vou montar um livro com isso, haha. Será mais deprimente ainda.

É um vômito sem alívio seguido dele. É como se eu tivesse dormido 500 horas e ainda estivesse cansada, muito cansada.
Não é normal, mas é um sentir. E eu vou descobrir sobre ele.

Por Giselle, amiga querida.

Tinha de ser assim? Um requisito seu no início, e um final redundante como sempre que em nada justifica o fato de a iniciativa vir de você, apesar de a espontaneidade ser minha? Gostaria de implorar perdão, requisitar algo, para variar; algo não relacionado diretamente a preencher minhas expectativas, enaltecer meu ego. Gostaria de preencher esse texto com algum altruísmo sincero, ainda que escasso. E, para não provocar por intermédio desse prolongamento hesitante mais dúvidas, enfatizo agora que gostaria de pertencer-lhe além dos pedidos, mas como oferenda.
Se há algum motivo concreto além das minhas incapacidades, auto-infligidas ou não, impedindo-me de me doar sem reservas, não sei. Pergunto-me se respondida a questão meus conflitos seriam outros – talvez seja minha condição essa impariedade conquistada com suor, o um. Conheço-me apenas assim, Pedro. Eu não o culpo por detestar minhas breviedades de gente covarde, gente arrogante – tampouco aguardo pela clemência sua, que pouco me importa. Carrego meus medos no coração cansado, convivo com o remorso. Sou menos gelada que aparento. Ou talvez só manifeste desespero, e julgue-me muito superior. Será que sua bondade provém da compaixão?
Muita coisa se passa pela minha mente quando leio seus textos, todos cheios de alma, ainda que pobres de pompa; todavia não ouso criticar sua originalidade. Você é bem mais real que eu, e chego a entristecer-me ao notar esse amor doce aliado a tanta determinação. Nesses momentos sim, sinto-me fraca. E pesada.
Encerro agora, Pedro. Eu poderia sim escrever um livro a respeito de nós, pois sobre você, só, seria exigir muito de mim. Constato aos poucos que o momento em que eu deixar de procurar a veemência e permitir-me um pouco mais de solidariedade, estarei pronta para compartilharmos algo. Agora não, querido. Espere por mim se puder, ou se quiser. Eu poderia ser sua Léo, no entanto, precisamos descobrir se você deseja algo além de um fantasma. Não sou tão sensual quanto essa musa, nem sempre tão forte. Será que é possível aliciar a calmaria aos seus sentimentos?

Há! E agora meus posts talvez voltem a ser como antes. Grande merda, né?! Impessoais e cotidianos como sempre foram e provavelmente serão durante um bom tempo. É melho assim. Não curto esse negócio de ser muito transparente, haha.

Essa semana vai ser ferrada e boa ao mesmo tempo! Na sexta não terá aula [de novo] por conta das eleições e quinta-feira eu vou no Parque da Juventude com a galérie torcer pelo pessoal que representa o Einstein numa espécie de concurso de robótica. Não é uma área que eu prentendo seguir, mas sempre achei muito interessante esse tipo de coisa. O duro é que, eu vou ter que ir quinta-feira de manhã pra aula e depois, quando der o horário é que vou poder ir pro campeonato, ainda tendo que comprovar a minha saída [como toda a sala] e comprovar também que eu estive lá, no campeonato de robótica, para que o pau não coma pro meu lado, haha.

Eu tenho de ir pra aula de bateria urgentemente. Não tenho ido ao estúdio treinar, mas ouço e acompanho as músicas no ar enquanto as ouço. Vou tocar “Let Me Sing” e “Sociedade Alternativa” do Raul, se tudo der certo, haha. Eu ando cansada. Cansada de tudo mesmo, tudo anda me estressando um pouco. Eu mesma me estresso sem querer. Preciso viajar! ‘Bora pra Peruíbe com a galérie ficar bêbada e pegar cocotos? Vamos ver. Espero que sim. Tô louca pra relaxar um pouco dessa merda, haha.

Eu vou mudar o blog de novo. :D Chega desse preto basicão, néan. Colocar uma coisa mais elaborada.

“I got a
heart full of pain / head full of stress
handful of anger / held in my chest
uphill struggle / blood sweat and tears
nothing to gain / everything to fear” – Nobody’s Listening” – Linkin Park
Boa Noite!

Bocas e braços que não se desgrudam, cabelos desarrumados, estudos anatômicos visuais e táteis do pescoço pra cima, troca de alimentos via oral, mania de morder, mania de lamber, mania de morder e lamber ao mesmo tempo, suspiros, vozes macias, respirações inconstantes, chuvas quentes, cantadas espontâneas, olhares intermináveis, admirações secretas, risadas e comentários enquanto bocas e braços ainda não se desgrudam, Fox’s e Fuscas ignorados, pessoas do ônibus olhando, pessoas no caminhão gritando e pessoas no carro tirando foto [haha], lamentações irônicas ao ônibus passar, abraços dançantes, calafrios, querer causar calafrios, querer deixar marcas, perguntas indecentes, mãos que não param quietas, braços e bocas que não se desgrudam, beijos e abraços que não cessam.

Veja bem, meu bem, é pro nosso bem.

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Putamerda, hoje tem casamento. ‘Bora ficar gatchenha, haha.

Totalmente, eu me assumo, sou contraditória. Ao mesmo tempo em que consigo ter raiva da minha mãe ser super em cima de mim, não consigo negar que a amo exatamente do jeito que ela é. Ou, como não gosto quando meu pai me pega pra falar apenas e unicamente da área gráfica ou de bateria, eu me sinto bem porque sei que este é o único assunto que nos une de fato e nos faz ficar mais próximos.
Cada vez mais eu ando me considerando mais e mais egocêntrica. Eu ás vezes quero que uma pessoa faça algo por mim para depois refletir se ela é uma boa pessoa. Agora é como se fosse automático eu desconfiar de uma pessoa sem ao menos conhecê-la. EU NÃO ERA ASSIM!!! E quero parar com isso. Eu não quero ser assim. E tenho mudado minhas atitudes já faz um tempo. O que me deixa com raiva é que eu estou me fechando para me melhorar e não conseguindo dar conta das pessoas ao meu redor. Digo, ás vezes eu reparo nelas durante o tempo em que elas mais precisam de mim, mas quandos se trata de uma coisa aleatória, é como se elas não fossem mais tão próximas, tão íntimas minhas. Eu não sei. Talvez eu esteja assim por causa de uma maldita TPM e semelhantes ou por minhas indagações em relação a uma pessoa em específico.

Tá osso. Mas prefiro isso à plena abstinência de sentimentos.
Tenho que parar de ser mimada e valorizar o fato de que estou bem melhor agora do que antes. u_u’

“I’ve got no commitment
To my own flesh and blood” – And One – Linkin Park
Boa Noite!

Escrever no blog do laptop do meu pai me inspira a bancar a futura escritora, de novo. Estou aqui, no final da festa de aniversário dele [meu pai], acabando de me despedir de meus tios e meus primos, guardando a comida que sobrou e lavando a montanha de louça que ficou. Fim de festa! Acabou! Você se atualizou com os fatos de sua família, quem está fazendo o que, quem visitou quem, quem traiu quem. Parece estranho, mas eu sempre gostei dessa sensaçao “família”. E DONADA, agora, ela me parece estranha, parece que incomoda. Mas é uma coisa meio específica. Em relação a apenas algumas pessoas das minhas família. Todos parecem tão fúteis, tão intrometidos. Oras, do que estou falando, toda família é assim. Vou desencanar disso.

Uma coisa que conversei com a minha tia, enquanto ela arrumava minha prima, é como minha mãe me considera um desafio, justamente por ser mulher. E não uma garota que anda com garotas, como a maioria, uma garota que tem como maioria amigos HOMENS, que batem, que pegam, que falam besteira, que viram a noite bebendo, que aprontam mil e umas. E eu, uma garota. Parece machismo dela, mas é difícil enxergar o quanto isso não é. Que isso faz parte da nossa fragilidade e o quanto é difícil pra uma mãe lhe dar com o fato de que sua filha pode ser estruprada na rua enquanto volta de uma tarde de video-game com os amigos. Isso, de fato, é uma das coisas que mais não entra na minha cabeça. Tanto porque sou muito feminista [direitos iguais, oras], quanto porque eu bato muito de frente com minha mãe por ela ser tão em cima de mim, sendo eu a mais independente de seus 3 filhos [não digo na questão de cozinhar e tudo mais, digo na questão de que, se alguma acontecer, eu que vou levar essa casa pra frente], além disso, eu sou meio teimosa com meus princípios. Enfim, eu concordo com minha tia de que não deve ser fácil cuidar de mim, mas do mesmo jeito, não vou deixar de lutar pela maneira de que quero me dar com as coisas aqui em casa. Eu não sou lá muito responsável, confesso. Mas estaria disposta a me mudar, a tentar me tornar ao máximo melhor, para manter as coisas em ordem aqui em casa, caso alguma coisa acontecesse.

Cara, nem sei dizer ao certo como cheguei neste assunto. Eu disse, laptops me inspiram, haha. Preciso de um.

Tava comentando com o Léo sexta-feira, estou pensando em dar uma olhada nos meus escritos dos meus diários antigos, editá-los e publicá-los em algum lugar. Não sei porque tenho vontade de fazer isso. Quero dizer, quem vai ler as aflições um tanto comuns de uma pré-adolescente? Aflições, questionamentos, conclusões que, se você for ver, são exatamente iguais à maioria dos(as) adolescentes da minha geração. Grande merda, haha. Enfim, é uma coisa que eu tenho que ver ainda.

Eu tô com sede de livros, como disse. Estou acabando de re-ler “A Hora da Estrela” da Clarice Lispector, quero ler logo “Vidas Secas”, para as provas de português, depois, quero acabar o “1984″ do George Orwell e tentar ler de novo o “Cem Anos de Solidão” do Gabriel Garcia Marquez. Estou na pegada indie de livros, ahuahuaa.

Vou acabar esse post no nada. (x

Boa noite para todos aê.

Mudança geral aqui no blog. Primeiro porque eu estava enjoando daquele “menininha” chatinho lá. Segundo porque agora meu modo de escrever talvez mude um pouco e eu queria algo que correspondesse ao tema a ser lido. Enfim, tô em clima de mudanças, não radicais, digamos que está mais para reparos do que para transformação total. Depois de tanto mudar em tão pouco tempo, você cansa, sabe.
Eu escolhi preto e simples pois nunca deixei de gostar desse jeito, nesse estilo. Eu pretendia construir meu próprio layout, mas eu realmente tava com preguiça de fazê-lo, então fui a procura de um decente. Achei este aqui neste site que é apenas de layouts. Só achar o que você gosta e baixar. O código vem todo no bloco de notas. Simples e fácil.

Como dizia, talvez mudasse meu jeito de escrever. Pois então, anda acontecendo muita coisa e eu estou mais afim de mostrar o que eu sinto do que ficar fazendo relatórios da minha vida. Fiz isso durante quase 2 anos em blogs e nos meus diários e, sabe, o que tem me chamado mais a atenção no Back Up do blog é quando tem algum post “desabafo”. São estes posts que me chamam a atenção, que me fazem lembrar dos dias, das situações, das emoções. E são estas coisas que me importam agora.

Mudando de assunto, hoje eu me senti mais livre. Não sei dizer ao certo o por quê disso, mas parece que foi pelo fato deu ter me arrumado, de ter feito as coisas sem precisar que alguém pedisse ou mandasse. É o contrário de ontem, da qual saí e minha mãe ficou no meu pé o dia inteiro. Aliás, talvez seja por isso mesmo. As pessoas ficaram tão em cima de mim ontem que hoje me senti livre. Enfim…

Estou com uma sede tremenda de livros. Livros para pensar, por favor. Alguma sugestão?

“There goes my hero
He’s ordinary” – My Hero – Foo Fighters.
Boa Noite!

É estranho. Nunca deixou de ser, é claro. Além de inconstante, porém, sempre num padrão complexo. Como avisei, é estranho.
Tão sublime que eu nem sei dizer ao certo o que é isto a que me refiro. Um sentimento? Não, muito específico. Talvez um tal de estado de espírito. E, de repente, ele surge de novo, com esses estalos. Ah, esses estalos. Eles aparecem aos montes nos dias e nos momentos em que você mais sente sua vida, ali, acontecendo. É quase como um aviso da sua mãe na sua cabeça de que você deveria ter levado a blusa de frio depois que bate um frio na nuca enquanto você vai pra casa. E, por mais que você tente ignorá-los [os estalos], eles ficam lá, te cutucando, te enchendo o saco. É necessário paciência e força de vontade do cão pra aguentar e se concentrar no que está fazendo. Muita paciência.
E nesse tal de estado de espírito, ficamos quase sem cabeça, porque ela é toda gasta em concentração em não se concentrar em nada. Em esquecer tudo. Em lembrar apenas de que agora não precisa se preocupar que tá tudo bem. Parece fácil. É fácil. Mas dificultar as coisas pode até ser divertido.
A quem estou enganando. Nunca foi tão difícil esvaziar a cabeça, haha. É sempre pensamentos ao ar que surgem, como por exemplo “Mais uma vez, Victória, você está aqui com tal pessoa, fazendo o que com ela? O que ela quer de você? Você nem sabe direito responder essas perguntas, por que está com ela, aqui, agora, então?“. Coisas como essas passam na sua cabeça a cada cinco minutos.
O que acontece? Você surta, SURTA, assim como surtei no post passado, se é que aquilo pode ser considerado como uma sombra de surto até. Dias seguintes, você lê e relê o que escreveu ou repensa o que pensou, pra saber como esse tal de estado de espírito mudou.
Agora eu estou num maldito estado de análise. Vejo como reajo às coisas, o que penso nessas horas, apesar de não seguir exatamente tudo o que penso. Me vejo aqui, escrevendo com essa tentantiva de texto bonito, me sentindo talvez uma pseudo-escritora momentaneamente e dizendo “ah, foda-se, ninguém liga mesmo”, repensando o que pensei na exata hora em que digitei as palavras do post anterior. Sabe, tô melhor. E agora, isso realmente tem que ser mostrado; por mais que eu queira falar “não faz diferença”, faz! Essa porra faz diferença. E além do mais, tô cansada de bancar a indiferente. Vamos mudar um pouco isso aqui, não é mesmo.

E quer saber? Me sinto ótima.