Arquivos Mensais: Março 2009

E quando vi, eu cresci.
Eu não vou entrar em assuntos nostálgicos de novo. Entendo que é época de parar para refletir o quanto simples 3 anos podem mudar nossa terrível vida. Mas, já é suficiente a sensação.

Me parece agora que eu ando mais real que antes. Quase todo dia eu tenho que tirar um tempo e ficar sozinha. Geralmente é numa cabine de banheiro. Apropriado até. Se vier alguma merda na cabeça, é lá que esta merda deve ficar. É como uma preparação para encarar o que estou vivendo. Esta mania me livrou de vários surtos, pânicos e decisões erradas.
Não que evitasse totalmente meus erros. Aliás, parar pra pensar antes de seguir em frente foi um excesso que fiz de forma errônea. Pensei de mais, agi de menos, aliás, agi no tempo certo, mas de forma desesperada, o que resultou situações catastróficas.
E agora, que penso de menos, penso se está certo, haha. Se ligar o “foda-se” e é isso aí é realmente a solução, se é realmente garantia de que eu vou rir mais do que chorar desta vez.
Só testando para ver, claro.
Mas mesmo assim, esta atitude me parece….vaga, fútil, sem sentido concreto.

Preciso parar de me preocupar com estas coisas.
Erros e acertos…O que é certo e o que é errado?

 

Nojento.

“I said I loved,
but I lied.” – This Love – Pantera.
Boa Noite!

Mudar sempre é associado à evolução. Mesmo?
Eu participei da festa de formatura do meu ensino médio esse sábado. Me ver diante de tantas pessoas que entraram no mesmo colégio que eu, não com o mesmo ideal, mas com o mesmo olhar de surpresa foi estranho. Enfim, acabou. Passou. Chega de obrigações para reclamar. Agora é cada um por si nessa terra de gigantes que, de repente, nem são tão gigantes assim.
Reparei em como mudei tão rápido e de forma tão intensa nessa estadia no Einstein.
Digo, entrei achando que garotas que usavam saia e que se cuidavam demais eram pattys, haha, e que quem bebia ou falava palavrão faltava com respeito em relação às pessoas. Que conhecimento só se conseguia estudando, ganhando diplomas. Que quem não segue os padrões da massa não é digno de qualquer coisa bonita. Eu não acreditava em Deus por pura rebeldia.
De repente, me vejo com o mundo de pernas pro ar: descubro a cerveja, haha; Ando com pessoas relacionadas à música, um mundo que eu ainda não tinha explorado muito, começo a perceber que há muito mais o que aprender além do que está na sala de aula; começo a me rebelar perante meus pais, coisa que nunca tinha em mente; Descubro reais diferenças entre as pessoas, descubro ódio e amor verdadeiro, descubro os homens e as mulheres.

E agora, eu nem consigo mais sentir ou perceber que tudo isso aconteceu. Eu cresci, tanto fisicamente, quanto mentalmente e emocionalmente. Claro, isso atinge meu intelecto [não tanto quanto gostaria, haha, mas atinge]. Minha maneira de lhe dar com as coisas mudou. E muito! E fico feliz que isso tenha acontecido. Sei de muitas burradas que posso evitar com essas atitudes.
Me parece que todos os motivos pelos quais chorei foram banais. Os motivos de briga foram inúteis. Motivos de ódio ou de admiração, ridículos.
Aliás, não foram banais, nem inúteis e muito menos ridículos. É o mesmo que você comparar uma briga de adultos por dinheiro com a briga de duas meninas por puro ciúmes de bonecas. Igualmente importantes. Igualmente estressantes. E, com certeza, os dois tem escala máxima na formação do nosso caráter, do nosso eu.

Enfim, são coisas que todos sabemos.
Me vi com vontade de escrever sobre isso porque, bem, cresci e apareci.
Quero aparecer ainda mais, além disso. E espero que os senhores e as senhoritas pensem o mesmo.

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Passei no Top 13 do concurso Un Denier Soupir.
Tá aqui o selo. Muito obrigda, Nana. ^^

“Are you ready for the time of your life?” – Vendetta – Slipknot.
Boa Noite!

Ontem foi um dia memorável. Eu confesso que estou num estado de felicidade altíssimo, apesar da pequena ressaca caindo sobre os ombros.
Eu não vou dar grandes detalhes. O negócio foi que eu saí de casa com a intenção de não beber tanto, conhecer gente nova e me soltar um pouco mais. Eu pretendia, haha, até ficar com uma das pessoas que foram, mas não deu.
Enfim…No começo, eu confesso que fiquei quieta, estava meio desconfortável. Não me achava com assuntos para compartilhar. Das três pessoas que saíram comigo, só conhecia uma, sendo que essa uma, aliás, sendo que ele não falava muito. Enfim, conforme o tempo foi passando, eu desencanei e resolvi me divertir. Tudo bem se eu tava sem assunto, eu ia prestar atenção no que todos estavam conversando. Ouvir histórias sempre me distraiu.
Bebi uma dose de vodka e outra de tequila. Até aí, tranquilo. Eu sabia que uma hora iríamos ficar meio sem rumo. Isso foi solucionado graças a um acaso em que a mãe de uma das meninas do rolê tinha esquecido a chave e, sendo assim, fomos com a garota levar a chave de casa até a senhora.
Perto da casa desta garota tinha uns lugares para ficarmos de boa e beber em paz, sem questionamentos, sem RG, sem nada nem ninguém para impedir.
Te digo que foi a pior vodka que eu tomei. Foi quase alcóól puro. E esse único copinho me deixou beeeem bêbada.
Consequentemente, fiquei alegre, solta e falei várias coisas que simplesmente não passavam pela minha cabeça quando eu estava sóbria. Como já era tarde, tinha que ir pra casa direto. Ou seja, ia chegar em casa ligeiramente alcóolizada ainda.
Cheguei EXTREMAMENTE alcóolizada em casa. E fiquei realmente agradecida de minha mãe não ter reparado. Ou se reparou, não me condenou ou coisa do tipo.
Quando cheguei em casa, deixei mensagens estranhas, hahaha, pro cara que foi com a gente no rolê e prum amigo nosso, que aliás, foi quem nos apresentou.

Vou te falar, acordei 5:15 da manhã hoje, com uma puta de dor de cabeça, mas eu tava rindo à toa.
Tô tendo cada vez mais prova de que minha liberdade tão desejada é real. Minto. Eu a estou fazendo real.
Eu posso estar com felicidade plena agora. Talvez, quando chegar na casa da minha amiga [festa] e ver, ou ouvir, ou simplesmente estar ali me incomodar de alguma forma, eu volte para meu costumeiro estado melancólico.
Mas sabe…Deixa chegar nessa hora que eu decido o que fazer. Chega de planejar esse futuro. Chega! Me iludir com isso vai me dar total decepção.

“We could be heroes” – Heroes – David Bowie.
Boa Noite!

Quando você para pra refletir o porquê de tantas bebedeiras, o porquê de querer ficar sob o efeito do alcóol ao invés de sóbria.
O porquê de você mandar o príncipe encantada ir andar ao invés de estender a mão para ele.
Liberdade? Uma comprovação fajuta no meu sub-consciente de que agora, mais do que nunca, estou curtindo a vida sem pedir nada em troca, só que me deixe em casa e que minha mãe não desconfie das besteiras que andei fazendo.

Eu não quero que se preocupem comigo em relação à escola, dinheiro ou coisas do gênero. O técnico anda bem, obrigada, e toda vez que saio é porque guardei minha grana com carinho por toda semana.
Enfim…Eu sinceramente acho que estou me tornando uma rebelde-sem-causa, porém, rebelde apenas por 1/3 da minha vida, na verdade.
Como disse, profissionalmente eu tô bem. Socialmente, também. Aliás, ando fazendo amigos e tudo. E ando me mostrando vadia para alguns garotos que nem merecem isso. Mas, sabe, foda-se. É meio que um Holden Caufield tomando conta de mim. Uma tal de fuga, seguindo certos preceitos para que o que realmente interessa não seja questionado por pessoas irritantes.

E quer saber?
Vou sair, beber, pegar um cara qualqer aí e o mundo que se foda. (:
Porque ficar me questionando já não interessa. Não quero entender, basta sentir.

Boa Noite!

Como todos os textos aqui publicados, esse vai falar sobre eu, eu e é claro, eu.
Há!
Se tem uma coisa que me irrita, é forçar entrosamento. Sem brincadeira! Ficar rodando todas as panelinhas só pra fazer amizade com todos me irrita. Não vou ser hipócrita e dizer que odeio quando dizem “eu te amo” em falso porque eu já fiz isso, mas não por maldade, e sim por consideração. Posso não amar a pessoa, mas confio e acredito nela. Mesmo assim, evito dizer tal coisa grande. Ainda mais depois de ter dito sem cautela para quem não devia e, bom, é claro, deu merda, haha.
Não sei se for por conta de decepções recentes mas, percebi como ando me reservando em relação às pessoas. Só converso de verdade, com vontade, com os meus reais amigos. Vocês sabem que vocês são, oras.
No técnico, eu fico na minha. Converso, claro. Mas é meio que só se alguém conversar primeiro. Há também os colegas. De certa forma, posso dizer que os uso para minha própria distração, além de objeto de observação. Testar as pessoas é bem interessante, se você parar pra pensar.
E no curso de manhã, eu não falo com ninguém. No máááximo com o professor, mas nada além de assuntos banais ou relacionados ao próprio curso. Ou seja, descartáveis.

Isso é algum defeito? Ou qualidade? Eu não vou deixar de ser simpática se você vier falar comigo. Mas não é porque você veio chorar no meu ombro porque tá foda sua vida que eu vou ter a mesma confiança em você. Talvez. É claro, todos temos que enlouquecer nesse sentido de vez em quando.
Acho que estou me questionando porque, sinceramente, há apenas 4 pessoas que realmente possa dizer “eu te amo” com todo meu orgulho, força e felicidade. Isso me parece estranho de vez em quando.
Mas agora me lembrei que, porra, 4 amigos leais são MAIS do que suficiente. E eu agradeço todos os dias por cada um deles.

Post GAYDEMAIS.
Mas é isso aí!

Boa Noite!