Hoje terminei o dia vendo “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” que estava passando na TV. Esse filme antes era um dos meus favoritos. Como toda adolescente, me identificava com a protagonista do longa. Principalmente no fato de ter medo de relacionamentos e também por me dedicar a ajudar os outros sem pensar em mim.
Mas veja bem o verbo: IDENTIFICAVA. Agora me parece um algo distante do que já fui. Ou tento buscar na minha raiz.
Logicamente, não dá pra comparar um filme à vida real. Filmes sempre acabam bem e é isso aí. A vida, bom, termina na morte que, de certa forma, chega até a ser bonita e romântica. “Passar dessa pra melhor”. Isso pode ser melhor que os créditos.
Não estou aqui pra falar da morte, na verdade.
Estou meio que pra desabafar, de novo, como ás vezes eu me sinto deslocada. Esse maldito orgulho me faz querer diferenciada ao invés de tentar me juntar à massa. Será ego mesmo?
O que estou buscando? Liberdade, mas ainda mantendo minhas virtudes, que agora não são tantas. Não sou a aluna mais dedicada da sala, não sou a filha comportada, não sou mais a sóbria que carrega os amigos [ao contrário, eles que me carregam], não nego a companhia de um homem por uma noite, não ligo se ele não vai me procurar depois, aliás, acho mais fácil se rolar algo hoje e ele nunca mais aparecer na minha frente.
Pra quem antes achava que transar mesmo só depois de 5 meses de namoro, eu virei um completo avesso do que já fui.
E quando me vem essas lembranças…Do que já fui…De como meus pais ainda me vêem, uma garota pura, decidida, que esteja apenas passando por uma fase [não descarto a idéia de], me sinto triste. Como se tivesse traído a minha mesma, talvez. Não bem isso. Sinto raiva…Porque nem como era antes e nem como sou hoje achei algo ou alguém pelo que realmente pudesse morrer, sem que isto ou este tenha me decepcionado de alguma forma.

Para uma postagem à 00:35 de uma segunda-feira, a única coisa que me falta é uma taça de vinho e um cara assistindo um filme no sofá, me esperando sentar ao lado dele para ele me acariciar os cabelos.

Tá, Victória…Vai sonhando.

“Like the coldest winter will
Heaven beside you… Hell within
And you think you have it still
Heaven inside you”
– Heaven Beside You – Alice In Chains.
Boa Noite!

2 Comentários

  1. Olá!
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    Aguardo sua inscrição.
    Bjs gélidos…

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