Bom, desde a morte do meu irmão, como se já fosse de se esperar, cada um aqui em casa meio que reavaliou seus conceitos (mesmo que em segredo). Como vemos a vida? Como lhe damos com nossas decisões corriqueiras? Como tratamos com quem amamos? Ou ainda e, principalmente, o que realmente devemos levar desta vida, o que devemos VIVER de fato para nos declararmos, enfim, no mínimo dignos de uma morte feliz?
Ao menos são as estas questões batem na minha cabeça.
Digo, não deixei de sair, nem de falar besteira, menos ainda de analisar as pessoas em secreto. Suas ações e reações. Tentar entedê-las. E como me dou com elas. Além de que, por mais que devesse, não, eu não peguei pesado no técnico, nem sequer mexi nos meus planos futuros[talvez por falta de cabeça para]. Acho que, por mais que trabalhar, estudar e “fazer parte da sociedade” me faça crescer, não vejo como peça fundamental.
Ultimamente tenho vontade de ficar perto da minha família, amigos, colegas, percebê-los e ser percebida por eles. Do que adianta eles estarem do meu lado se eu não sei como me aproximar deles. Dispenso preocupações comigo. Sério. Muitas atitudes minhas, sem querer, se fizeram mudar por conta da morte do Allan. Digo, se ele estivesse aqui, eu tenho certeza de que iria reagir de forma diferente perante certas situações. Iria reagir de uma maneira idiota…Burra até. E agora, vejo como tenho que ser madura, aliás, como a morte do Allan me amadureceu e me fez pensar “hey, é bom você se cuidar e não dar problemas. É dor demais pra aguentar mais preocupações desncessárias de uma adolescente teimosa“.
Sei que esse pensamento levaria a maioria das pessoas a pensar no colégio, trabalho, enfim…
Mas, do fundo, eu não me vejo nesse meio. Ou tenha que dar mais a cara a tapa para perceber a importância. Aliás, re-perceber esta importância.
Eu vou parar de falar estas questões bobas. Sinto que não mudei esse meu lado de tentar passar uma pseudo-intelectualidade através do blog. Há….Inútil.
E pra variar, eu nem mesmo consegui me livrar das questões banais que tenho com os garotos. Por que essa maldita raça tem tanta influência sobre mim?
“Toll due bad dream come true
I lie dead gone under red sky” – Them Bones – Alice In Chains.
Boa Noite!
2 Comentários
Eu também já passei – e ainda passo – por isso.
Não tão intenso como este caso, mas a minha colega (muito amiga) morreu a bocado, tragicamente, e isso me fez reflectir sobre a nossa estadia aqui.
Se antes eu não imaginava a minha morte, fazia planos para um futuro interminável, hoje posso dizer que levo mais em consideração as minhas acções e o tempo inútil que desperdiço..
É claro que isso não me mudou totalmente, como disseste, acho que estes casos só nos amadurecem, e nos oferecem outra prespectiva da vida – talvez a real.
Ah, e eu lamento.
Eu também já passei – e ainda passo – por isso.
Não tão intenso como este caso, mas a minha colega (muito amiga) morreu a bocado, tragicamente, e isso me fez reflectir sobre a nossa estadia aqui.
Se antes eu não imaginava a minha morte, fazia planos para um futuro interminável, hoje posso dizer que levo mais em consideração as minhas acções e o tempo inútil que desperdiço..
É claro que isso não me mudou totalmente, como disseste, acho que estes casos só nos amadurecem, e nos oferecem outra prespectiva da vida – talvez a real.
Ah, e eu lamento.