Bate a baixo-estima. Diria que puxam minha energia, mas não gosto de culpar os outros. Gosto da minha solidão e da quietude. Tudo no lugar, tudo dentro do planejado. Meu lado virginiano transparece.
Parte de mim se esvai com os passos das pessoas nas ruas enquanto dou tchau aos parentes que acabam de sair. Ainda sinto os ombros pesados e a mandíbula contraída pelo estresse não intencional. E eu posso mergulhar no meu vazio banal.
Afinal, em que ira eu me transformo? A minha luxúria e minha gula não deixam clara a minha ânsia por cuidados, meu querido? Ou é essa transparência que o assusta? Não o quero muito perto. Isso vai me fazer quem você realmente é e o que eu observo já me basta.
Sua típica arrogância ainda me envergonha. Só que no final você passa por cima desse meu rosto rosado e eu aprecio a bela paisagem que se forma sem você no quadro.
São 00:41 de uma madrugada de domingo para a segunda-feira 14 de setembro de 2009.
Eu estou com sono. E acho que estou em crise de novo. Não sei justificar isso exatamente.
Boa Noite!