Quando eu choro, minha boca fica inchada, a maçã do rosto rosada, meu nariz e meus olhos vermelhos.
Quando eu choro, ninguém chega perto de mim. Eu prefiro usar este verbo sozinha, sendo assim, me esforço para fazê-lo em silêncio.
Quando eu choro, eu me forço, me esguelo até sair o máximo de lágrimas. Não gosto de ficar chorando de forma “picada”. Se for sofrer, sofra ao máximo e depois, tenha o alívio por um tempo inteiro.
Quando eu choro, eu vou ao banheiro, tranco a porta, me derramo em lágrimas e depois me encaro no espelho. Me olho até meu rosto se tornar um borrão cor-de-pele e eu sempre chegar à conclusão de que não sei quem eu sou.
Quando eu choro, eu libero a parte mais sensível que há por dentro, libero aquilo que não permito ninguém ver. Libero o que sou, mas não consigo enxergar.
Quando eu choro, me permito ser carente, me permito ser mulher, me permito ser humana, me permito ser uma garota normal que espera todo dia que este seja um dia diferente, e, no final das contas, em 2 anos ela nem se lembra.
Quando eu choro, quero ser aconchegada, quero que alguém de repente identifique os suspiros pesados e venha me acolher, venha mexer no cabelo na minha testa, venha me olhar com olhos curiosos que querem saber quem é esta moça de boca avermelhada e de expressão caída.
Quando eu choro…O mundo poderia cair que não ia fazer a mínima diferença.
Estranhamente, o mundo poderia cair que não ia fazer a mínima diferença se você simplesmente estivesse aqui, do meu lado, me fazendo chorar…
De felicidade.
TPM, saca.
“In the memory you’ll find me
Eyes burning up
The darkness holding me tightly
Until the sun rises up” – Forgotten – Linkin Park
Boa Noite!