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Próxima estação: Luz. Acesso à CPTM

Toda vez que ouço “CPTM”, imagino a voz metálica completando a frase com o significado da sigla “Céu Para Todos os Merdas“. E logo me vem à memória de que a estação Luz está bem distante da Paraíso. Penso nessa brincadeira de nomes de estaçãoes desde que comecei a usar metrô de fato.
Isso foi lá pros meus 14, 15 anos. Parece tarde, eu sei, mas no geral, eu só usava metrô ao lado da minha mãe quando era realmente necessário. Quando cheguei a esta idade, comecei a sair e reparar no transporte público de São Paulo. Em ônibus eu já reparei mais. Já senti frio na barriga ao torcer para que o motorista visse meu sinal. Agora encaro isso como rotina.
Mas o metrô não. Metrô é diferente. Eu gosto sempre de estar com os cabelos soltos e sem fone de ouvido quando o metrô pára na estação, assim posso ouvir o grito ensurdecedor que ele dá quando freia. Uma vez, fui até o Jabaquara e, a partir da Saúde mais ou menos, o grito agudo era constante e não se ouvia nada dentro do próprio transporte. Foi um dos momentos em que mais estremeci e mais me deleitei por dentro.
Além de que, fico me encarando enquanto ele ainda está em alta velocidade e consigo ver meu reflexo nas janelas. Parece que meu próprio demônio está ali, de pé, me olhando e apenas esperando o momento certo para pular no meu pescoço e me enforcar.
Já nas estações, é claro, todas as pessoas com tendência à depressão (como eu) gostam de observar os passantes de catracas e se atentar às seus incríveis detalhes. Já pensei em andar com um caderninho e uma caneta e anotar idéias que surgem nesses tempos em que olho as pessoas andando por aí, mas me veio à cabeça de que, infelizmente, seriam idéias iguais umas às outras.
Me lembro de alguns detalhes ao andar de metrô. Minha época do Abraços Grátis, quando andava com o Cauê e o Rafael, quando andava com o Leonardo, quando era de manhã e eu estava voltando dos rolês da Mônica, ou quando eu fiz minha única viagem para o Tatuapé. Memórias que eu guardo com carinho porque cada uma delas me lembra meu estado de espírito mais comum diante do minhocão e do espelho:

vazio.

Eu tinha certeza de que isso ia acontecer. Me vejo fadada ao decair dos olhos a toda vez que alguém os levanta.
Fica frio de novo.

“Night after night she lay alone in bed
Her eyes so open to the dark” – Charlotte Sometimes – The Cure.
Boa Noite!

Esgota. Nos faz engolir seco. Treme as minhas mãos e pernas. Esquenta as palmas e orelhas. Nos faz ter tiques momentâneos. Qualquer válvula de escape é válida. Fechar os olhos por 2 segundos alivia, mas não é suficiente. Tudo parece difuso e você não consegue focar nem ao que está na sua frente. Perco a respiração. Perco o controle. Parecem todos estarem olhando para nós, como se fôssemos diferenciados. Olhares nervosos se trocam rapidamente e nos fazem vermelhos nas bochechas. O coração bate mais forte, apesar da falta de ar nos pulmões. E, ás vezes, eu preciso parar e olhar para o nada, apenas para contemplar o simples e belo nada.

Isso era pra ser um ensaio sobre o que eu senti enquanto fazia a prova da FUVEST hoje de tarde. Mas se misturou com outras sensações. Raiva e paixão tão próximas assim? Estou com raiva de mim mesma porque não fui muito bem na FUVEST. E só uma paixão minha podia me dar essas sensações acima de maneira positiva. Aliás…acho que pode ser mais que paixão.
(sim, estou gay e com vontade de transparecer tudo, há!)

“What’s happening to me
I’m dying from the inside
Body hurts too much to feel
And pressure adds to pain” – Deliver Us From Evil – Bullet For My Valentine.
Boa Noite!

Já ouço eles se arrumando antes mesmo dela me chamar
Tória, precisa de dinheiro, filha?
Não, mãe. Tô bem.”
Ela logo se despede enquanto eu olho no despertador vintage preto: 6:30. Horário sempre igual.
Inconsciência.
9:30 exatamente eu acordo, olho no mesmo relógio e penso sempre “mais uma hora pra enrolar na cama. Que maravilha!” Dou uma esticada e fico aproveitando meu momento solitário pra ficar pensando na morte da bezerra e em como meu dia pode ser legal ou terrível ao mesmo tempo.
Inconsciência.
Acordo uns 2 minutos antes do meu celular vibrar e tocar “Wake Up” do Project46.
10:30
Sento na cama, abro o armário e escolho a roupa para usar no colégio. Tento lembrar se posso lavar o cabelo ou se devo esperar mais um dia. Separo a cortina e vejo o céu. Eu realmente adoro quando está nublado, apesar do calor escaldante e não há risco de chover. Um tempo meio raro de acontecer, mas é perfeito para me deixar de bom humor logo de cara (o que também é raro). Sendo assim, pego minhas coisas e vou pro banheiro. No meio do caminho, rapto o rádio e coloco no último volume a Kiss FM (102, 1).
No banho, danço conforme a música, canto tão bem quanto a Sandy e ainda tenho tempo de ficar encarando os peixinhos da cortina de plástico que serve de Box temporário. Desligo o rádio e me encaro terrivelmente no espelho. Faço umas caretas. E me examino para ver se está tudo em ordem. Depois desse ritual, eu começo a me secar e a me aprontar.
Uma vez estando minimamente pronta, desço e tomo meu café até as 11:30 assistindo alguma coisa boba na TV. Geralmente um desenho ou um filme dramático. Dificilmente vou além. Subo e vejo o que quero ver na internet. Se for o caso, prolongo minha estadia na cadeira e faço trabalho. Mas é um ato incomum. Apenas vejo e-mails, redes sociais e blogs interessantes ao meu pseudo-sarcasmo.
12:00, 12:10 eu desligo o PC e começo a me maquiar. Para garotas sem prática, passar o delineador e fazer o look “cat” ainda é meio difícil, mesmo que seja um exercício diário. Encaixo meu tênis, arrumo minha bolsa e logo desço para almoçar (há vezes que troco o almoço pela louça lavada e por um corpo mais magro, psicologicamente falando). Escovo meus dentes e lá me vou em mais um dia no técnico.
13:00.
Subo a rua com a cautela de não olhar nos olhos dos vizinhos quarentões que nada fazem da vida a não ser olhar a rua e beber cerveja. Ligo o mp3 do celular e me abstenho.
Inconsciência.

E aí, às 10 horas e 9 minutos da noite do dia 6 de novembro, eu me pergunto o porquê de estar descrevendo minhas manhãs comuns para vocês de maneira tão aleatória e aberta.
E eu respondo!
Este ensaio de memória serve para eu lembrar como estão as coisas comigo mesma antes de me afogar em trabalhos, vestibulares e possíveis corações flutuando (este último não é certeza. acho que tenho medo de ter certeza. PORRA! Tenho medo de tudo. ¬¬’).
Ok, eu ainda não me entendo por completo. Alguém se entende, aliás?
E, apesar de ser atrasilda às vezes, eu sou viciada em horários perfeitos em todos os lugares.

“Severed myself from my whole life
Cut out the only thing that was right
What If I never saw you again
I’d die right next to you in the end ” – Danger Keep Away – Slipknot.
Boa Noite!

Anda com a maquiagem ainda imperfeita, mas só se reconhece o traço errado de perto. Prefere mostrar as pernas e a nuca nuas, apesar de olhar feio os homens de meia-idade que comentam da brancura dos membros inferiores.
Gosta de piscar e olhar pra cima, como cena de filme, assim, pode parecer interessante para quem lhe olha com cautela. Com o mesmo propósito, coloca a mão na boca para pensar e olha com visão periférica quem, por um acaso, achou isso de destaque na moça.

Através de mensagens de falsas atrações, ela nem se preocupa, na verdade, em verificar se isso pode ser durável ou não. O objetivo é observar as reações, mas não vivenciá-las, muito menos ter elas por perto durante muito tempo. Abraça a solidão como quem come com fome um prato feito em casa, mas querendo que fosse almoçar fora.
Não sabe se é preguiça. Não sabe se é falta de jeito ou má-impressão que causa sem querer. Não sabe se é azar. Ou se é porque nasceu para ser mais uma mulher revolucionária que se dedica em mostrar ao mundo que ela existe do que conseguir enlaçar aquele que talvez a satisfaça emocionalmente, fisicamente e intelectualmente.

Ela, que se sente diferente, quer o diferente para seus abraços. E todos parecem tão iguais, não importa aonde estejam, quem sejam, quando sejam…Todos iguais.

Isso irrita tanto.

“Nothing will hold,
Nothing will fit,
Into the cold,
No smile on your lips,
Living in the ice age.” – Living in the ice age – Joy Division
Boa Noite!

Assistir dois ou três filmes água-com-açúcar ao mesmo tempo.
Sentir o sol batendo no rosto num dia frio e me esquentar com a luz amarela cegante.
Sentir o rosto corar ao olhar pra alguém bonito e esse alguém retribuir.
Ter um dia produtivo e me sentir últi e organizada.
Ouvir minha mãe dar risada.
Ouvir meus irmãos darem risada.
Competir com alguém de quem estrala mais o que no corpo.
Comer pouco e me sentir mais magra.
Comer muito e me sentir livre.
Lembrar de tudo, mesmo tendo bebido mais que todos.
Ver crianças se divertirem com algo que eu me diverti também.
Sentir os calos das mãos masculinas que posso segurar.
Saber que dormi muito bem ao ver o travesseiro molhado de baba.
Sair do salão de beleza pensando que sofri, mas a-rra-sei.
Dar beijos estalados na bochecha dos amigos.
Dar um abraço forte nos amigos.
Dar um abraço forte nos seus familiares favoritos.
Imaginar como vai ser quando tiver reunião familiar em casa e as crianças correndo pela sala, ao invés de primos, serem filhos e sobrinhos.
O cafuné que minha mãe faz quando estou no sofá.
Tomar banho ouvindo as músicas que tocaram na sua infância e saber cantar junto ainda.
Ficar horas no banheiro, passando todos os cremes e escovando o cabelo várias vezes só para colocar o pijama, pegar uma caixa de chocolate e ver um filme qualquer.
Sorrir sem medo.
Olhar sem medo.
Ter borboletas no meu estômago por alguém e sorrir, pois estas borboletas fazem cócegas.
Fazer caretas no espelho porque me sinto sexy com qualquer expressão.
Ficar sozinha em casa e concluir tudo isso pensando em um texto alegre pra variar.

“Does my mind mean more to you
Cause if I carry on
Deliver us from evil
Screaming for your vanity” – Deliver Us From Evil – Bullet For My Valentine.
Boa noite!

No começo, eu era apenas uma aluna esforçada. Era uma criança fofinha e lindinha que queria atenção dos professores. Conforme fui crescendo, meu começo de adolescência foi terrível. Eu espichei, me tornei magra demais, dentuça demais, rabugenta demais e, em resumo, feia demais. Apesar da inteligência e senso de percepção mais elevado do que o do geral.
Eu passai praticamente 4 anos seguidos da minha vida sendo xingada e sofrendo um príncipio de bullyng na escola porque eu era feia e as outras garotas bonitas e emancipadas (porém, meio burrinhas. Uma ou outra salvava).
Antes de tudo, eu estudava numa escola particular. Não tinha tantos filhinhos-de-papai quanto agora. E nem havia tanta má educação quanto a que vejo hoje no mesmo colégio (minha mãe trabalha lá e conta umas coisas terríveis). Mas, sempre houve aquela coisa de quem era mais rico que quem, ou, quem podia ir mais na balada, quem beijava mais quem, enfim, quem podia mais o que. E nessas, eu tentava mostrar que a minha inteligência era a maior entre os outros, apesar deu ser feia, dentuça e magrela e, claro, NERD. Era pedir para ser aloprada. Mas, nunca mudei minha mentalidade sobre isso. Aliás, piorei a situação.
Quando entrei na 6ª sééérie mais ou menos (pirralha master), comecei a ouvir Linkin Park, haha. E me achar a “fodona” porque era uma das poucas que gostava de rock da sala, além do cabeludo metidão (bota metido nisso) que era o charme da nossa turma. ¬¬’
Bom, esses tormentos foram até a 8ª série. No 1° ano, mudei de colégio e entrei numa escola pública (ETEC), daquelas que você tem que fazer o vestibulinho pra entrar (ou seja, sua inteligência finalmente é valorizada e levada a sério). Mudei de cabeça, mudei de jeito, mudei inclusive de valores, de notas, de amigos, de críticas, de modo de falar. Mudei tudo.

Me formei o ano passado nessa mesma escola pública. Eu sempre me perguntei se eu teria mudado tanto quanto mudei nestes últimos 3 anos se tivesse continuado naquela escola particular. Eu andei vendo fotos de quem estudava comigo.
A maioria dos meninos virou bombadinho filhinho-de-papai ou frustrados que não sabem o que querem da vida e fazem um cursinho ou faculdade qualquer para dizer que está fazendo algo. Quanto às meninas, são peitudas peruas que esticam as fotos para parecerem mais magras ou, também, pessoas frustradas que não sabem o que querem da vida e acabam fazer uma coisa qualquer.
Me parecem vazios e fúteis.
Lógico, tem suas exceções. Sempre há. Mas…São exceções. É o contrário do pessoal que se formou comigo e a maioria sabe o que quer, tem um real objetivo, dá valor ao que tem e não ficam desesperados se a menina lá da esquina deu mais que ela. E daí?

Acho que, se por um acaso eu re-encontrasse esse pessoal de novo, ou me sentiria orgulhosa, ou frustrada. Orgulhosa de ser como eu sou, diferente deles. Ou frustrada, porque, apesar de ter chegado onde cheguei, eles podem parecer mais felizes, mesmo sendo ignorantes (perante minha visão). Felicidade é ignorância? Conhecimento é um rumo certo para sucesso, percepção do que é ao nosso redor e parte de um caminho para depressão?
Não sei bem.

Acho que gosto demaaais de quem me tornei para voltar atrás e me tornar um deles. Tão iguais.

Eu pretendo fazer uma reforma no blog. Em breve, quando parar um pouco a pressão do Técnico e do ENEM. Me desejem sorte. :D

“I want to say it’s to me to change the world
Now I want to play today kicking down the door
Now I’ll be alright as long as I ain’t seen it all
Now I’mma hold you tight to that night we had a ball
We had a ball” – Ragoo – Kings Of Leon

Meus 18 anos foram chegando e eu nem os senti chegar direito. Hoje de manhã uma moça ao telefone me perguntou a idade e confesso que travei um pouco para responder.
Mas, afinal, o que este registro de anos de vida realmente representa para mim? Independência, no mínimo! Definição de alguns passos futuros, como faculdade e/ou emprego, ou quem sabe, viajar. Não sei exatamente o que quero ainda. Mas é um começo saber o que não quero.

(agora começa o meu lado de desabafo raivoso, haha)

O que não quero é ter de continuar andando com pessoas de mentes fechadas ao meu redor. Como disse uma vez: “Sou deslocada entre os deslocadas. Seria eu tão abstrata assim?”. Não estou dizendo que não me adapto ao meio. Isso é uma necessidade humana quase básica de sobrevivência. Menciono o fato de que, por pura conveniência (profissional, no final das contas), eu evito dizer minhas reais opniões sobre as coisas. Talvez isso soe prepotente ou covarde, mas é meio que uma mão lava a outra. Além do que, isso é uma forma de eu me aproximar dos outros por interesse (técnica de guerra ou de comerciante, talvez) e valorizar os que realmente importam com a mostra do minha expressão real.
Enfim, descubro que não sou a única a pensar certas coisas. Desse modo, posso me encaixar em algum lugar, afinal.

Eu pretendia continuar este loooongo discurso. Mas estou com sono, haha. O técnico de volta está tirando minhas energias. No final de semana é provável que eu vá para praia e volte na segunda de feriado. Estou conseguindo parar de roer a unha, ler 3 livros ao mesmo tempo e me dedicar ao técnico. Tenho projetos em mente. Quem sabe, eles vêm à tona.

“And I’ll come, back soon just like you would
It’s useless, my name has made the list
And I wish, I gave you one last kiss” – Not Now – Blink 182
Boa Noite!

-É errado.
-Não. Errado é você se deixar levar pelos preceitos morais da sociedade.

-Você estará se enganando fazendo isso.
-Claro que não! Eu me enganaria se achasse que existe algo além do que aconteceu.

-E como os outros vão te ver? Sua imagem vai ficar horrível.
-A minha imagem pode ficar pior ainda se eu ligar pro que eles vão pensar. Eu não faço nada de ruim pra ninguém, não incomodo os outros, não sou canalha, tenho caráter, sei das minhas qualidades e é por causa delas que tenho tantos amigos queridos.

-Ele não presta pra você.
-Não é isso que eu estou procurando nele.

-Ele conhece seus amigos.
-E eu os dele. Há!

-Você pode esperar um outro alguém.
-Pra que? Pra ficar com a pulga atrás da orelha se ele vai ligar depois ou não? Tô fora. As itenções dele são bem claras. E é uma certeza que eu não quero jogar fora.

-E se você ficar no pé dele?
-Eu não deixarei isso acontecer. Nem que eu tenha que cortar o mal pela raiz. Além do que, já sou grandinha pra controlar essas coisas, certo?

-E se ele ficar no seu pé?
-Nada de “e se”. Má que porra, você hein!

-Você está fazendo isso para se auto-afirmar, para chamar a atenção.
-E se tiver? Ninguém tem a ver com isso. Eu só quero curtir e aprender as coisas.
Dá pra me deixar em paz, agora? Já percebeu que eu saí ganhando nessa. Chega de discussão. Eu me decidi e não é você quem vai me atrapalhar.

Esse poço de lógica ainda me mata.
Isso porque eu ainda tenho 17 anos (quase 18).
Quando tiver 37, vou ser uma dona de alguma coisa ou pertencer a um cargo alto de alguma empresa em crescimento, ter 2 filhos, separada e tida como “general do amor” nas rodas de amigos homens (caso eu continue na mesma linha que agora).
Isso parece legal.

“Can you remember remember my name
As I flow through your life
A thousand oceans I have flown” – Perfect Strangers – Deep Purple.
Boa Noite!

Eu não gosto de aproximações repentinas. Não gosto de invasões. Não gosto del pessoas “querendo ser” amiga minha. Odeio pessoas efusivas. Odeio pessoas que são “preciso que você precise de mim”. Odeio a ironia quando alguém tenta por ordem no barraco. Odeio sarcasmo e ironia quando há bronca em alguém.
E, mesmo assim, insistem em fazer isso.
Muitas pessoas odeiam aquelas pessoas que dizem “eu te amo” sem amar. Nunca existiu isso. Todos sabemos que esta é uma expressão muito forte e só deve ser usada com moderação. Pois bem, eu direi agora que amei praticamente todos que passaram pela minha vida, mesmo que só de vista, eu os amei. Não é um amor como um de amigo, é claro. Mas é uma explosão de sentimentos por alguem, mesmo que alguém alheio.
Eu amo meu irmão quando ele acorda e senta no sofá para ler o jornal. Eu amava o Allan quando nos encaixávamos no sofá menor para ver um filme. Amo minha mãe quando ela está lendo enquanto espera a água ferver para o café de manhã. Amo meu pai quando ele se interessa pelo meu dia. Amo o Lucas quando ele fala rindo. Amo o Patrick quando ele me faz rir. Amo a Monica quando ela conta suas histórias. Amo o Allan Loirão quando ele conta das suas garotas. Amo a Amanda quando ela fala de jeito afeminado, haha.
Amo o momento. Amo o fato da pessoa ter me dado aquele momento, seja de felicidade, seja de tristeza, ou raiva. Não quer dizer que eu queira a pessoa pelo eterno. Além do mais, eu nem acredito mais nisso. Só quero dizer que, só porque alguém disse eu te amo para 500 pessoas, pode ser tanto falsidade dela, quanto pode ser o meu caso. Eu amei todos sim, mesmo que por um segundo, eu os amei.

Eu entendo, isso foi um sinal de crise de carência ao extremo. Mas eu quero que saibam, de certa forma. Porque, assim como os amei, eu os odiei.
São sentimentos próximos, é claro.
Certo, vou parar de beber, hauhauah.

“It was tempting and bared,
The whoring angel rising
Now burning prayers,
My silent time of losing” – 10’s – Pantera.
Boa Noite!

“Tadinha!” ele disse. E me abraçou. Dormi feliz ali.

O dia inteiro, a noite inteira, o seguinte também…Eu fiquei com sorriso nos lábios. Não pela consequencia física natural, mas sim, porque finalmente enfrentei um lado meu que a tanto queria saber como funcionava. Fico meio brava ao saber que, sem querer, acabei usando alguém para chegar a tal fim. Mas, sei que algo que eu posso concertar (ou ao menos tentar).

Percebi o quanto sou quieta. Digo, antes eu já me considerava reservada. Agora me vejo mil vezes mais. Direta, observadora, quieta, tímida…Aliás, tímida nem tanto. Quando eu quero me liberar, apenas o faço. E, em principal aquela noite, eu pude mostrar isso. E que noite!
Muito poucos sabem. E continuará assim. É uma coisa tão minha que a agarrarei durante muitas noites, tanto quanto me senti agarrada na própria hora dita.
Me vejo independente agora, apesar da solidão.
Essas fases súbitas ainda vão me enlouquecer como antes. E, ao invés de eu ficar aqui tentando expressar uma superfície, vou ser sugada pelo ócio manhoso.

“I have stood here before inside the pouring rain
With the world turning circles running ’round my brain
I guess i’m always hoping that you’ll end this reign
But it’s my destiny to be the king of pain” – King Of Pain – The Police.
Boa Noite!

Eu estou para fazer meus 18 anos daqui 2 meses e 9 dias. Formada no médio, cursando técnico de Design Gráfico, tocando um básico de bateria, bohemia, com um irmão a menos, vivente de tantas coisas que eu nem imaginava….Das quais me orgulho. Sim, pode ter sido a pior merda, mas eu sei que ninguém além de mim poderia ter feito daquele jeito.
Idiota né?

Me sinto confusa ás vezes, com relação ao presente. Eu entendo como minhas decisões de agora podem influenciar no meu futuro. Mas, parece que é um futuro muito curto, entende? Quando vemos, o futuro já passou e foda-se o que você tinha feito. Me lembro da época do Cauê, quanta merda eu fiz…Na época do Léo também. Não faz tanto tempo assim, principalmente o Léo, mas parece que já se foram décadas desde tudo aquilo.

Fora que, me percebo fria diante de tudo. Ainda me sinto numa bolha. Não me apaixono mais como antes, não odeio como antes, me tornei uma total passiva.
A vida nos faz passivos. Nos faz perder a maldita emoção, a maldita intensidade e drama adolescente. Quanto mais crescemos, mais sérios ficamos, mais medrosos…Tudo em nome de que? Um maldito orgulho? “Oi, aguento tudo e não sofro.” Tá que eu não posso falar nada, de certa forma eu concordo com esta atitude que todos tomamos. É uma merda ficar sofrendo, saber que vai dar em merda e se meter nisso ainda.

Ah….nem sei mais do que tô falando.
Ainda me sinto deslocada. E duvido que alguém veja algo de diferente nisso, ainda mais se tratando de uma simples adolescente.

“Aruêêê Aruôôô
Metals war go alone” – Metal Massacre Attack – Massacration.
Boa Noite!

Estava eu voltando de um bom dia de compras com minha mãe, quando discutíavamos alguns livros. De repente ela me surge com a pergunta: “Por que você não escreve?“. Disse que minha cabeça não é tão genial assim. Mas não deixei de pensar na possibilidade.
Digo, faço design gráfico e tudo. Confesso que a área que simplesmente mais me chama a atenção é a parte técnica e a parte textual e calculada da área. Não digo isso só porque não sei desenhar, mas é que o que eu sempre achei pertinente nessa área de comunicação é: do que adianta uma super ilustração, um anúncio todo bem elaborado e inovador se há palavras escritas de maneira incorreta? Sei que não escrevo corretamente o tempo todo. Oras, sou humana também, vá.
A área técnica me atrai porque é uma coisa de lógica. Pra quem entende do assunto, parece que, de repente, tudo parece muito óbvio. E acho isso bom. Útil, digamos.
Não sei bem. Como disse, desde a morte do meu irmão, estou revendo valores. Incluindo, é claro, o que se trata do meu futuro profissional.
Parece idiota, mas parece que quanto mais eu tento saber o que quero fazer da vida, mais eu me perco. Eu duvido que eu me ache profissionalmente tão rápido.

Vendo bem, acho que não nasci para escrever.
Me confundo muito num assunto só. Mudo de assunto num mesmo parágrafo.

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As poucas vezes que o vi me fizeram pensar nestes eternos. Eu poderia morrer, sentir ele lá, no meu enterro, me contemplando, mas nunca tendo tocá-lo (a não ser pelos comprimentos que são apenas vagas lembranças de seu perfume). Sem nunca saber qual a banda preferida dele, o que ele mais gosta de comer, quais são suas aflições, o que o irrita, o que o excita. Quais são suas estórias… Nem ele saberá as minhas. Separados por uma barreira transparente que construímos com nossos próprios punhos fechados e litros sangue pulsante (que por um acaso, tem genes em comum), além da possível distorção que cada pessoa próxima a nós causou na nossa mente quando nos vemos em mesmo plano visual. Você me fez, até agora, 4 dias mais real. Ou, ao contrário, irreal. Tanto faz, na verdade. É que eu simplesmente não me achei mais perdida nestas horas. Me achei com um foco. Que por um acaso, era te perceber. Me preocupar com o tal do estranho das festas.
Espero que você ainda seja o estranho. Aproximações me fazem perder o conto de fadas que você representa de certa forma pra mim. Aliás, foda-se. Nos aproximaremos então. Não gosto mais quando me chamam de Branca de Neve quanto antes. Desde que você seja existente, as portas se entre-abrem.
Vejamos…

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Eu entendo se você ler isso e talvez achar idiota ou até mesmo cretino da minha parte. Eu não ligo, desde que você nunca fale. Compreenda que se eu não colocar isto aqui, uma parte da minha cabeça vai embora numa madrugada de sábado pós-dia dos namorados.
Eu nem sabia seu nome…

“And now the time has gone
Another time undone” – Untitled – The Cure.
Boa Noite!

Anda vazio. Oco. Nada.
Simples assim.
Dias repetidos que eu nem lembro quais são eles. Tão iguais que chegam a ser banais. Mas um registro de que estive lá este ano. Minha única prova de que fui real ali.
Que se não fosse pelos sorrisos dos amigos, talvez deva créditos também àqueles que nem sabem meu nome, diria que nasci apenas nos dias em que há a marca de meus dedos curiosos. Nem parecem lembranças. Soam mais como alucinações, até mesmo sonhos que lembramos depois de esquecer.
Me lembro das fotos. Me lembro dos pensamentos…Dos comentários.
Não parece intenso.

Não é o tal do cavalo branco que vai me acordar e me aprisionar.
Prefiro levantar sozinha e procurar aquilo que me faça tão louca quanto quando me via mordendo a maçã envenenada.

Não é à toa que amo quando há data, hora e, até mesmo, a música que eu estava ouvindo quando escrevo as coisas.
De fato, ainda não me fiz real em frente o espelho.

“Even though I’d be sacrifice,
You won’t try for me, not now.” – Missing – Evanescence.

Mudar sempre é associado à evolução. Mesmo?
Eu participei da festa de formatura do meu ensino médio esse sábado. Me ver diante de tantas pessoas que entraram no mesmo colégio que eu, não com o mesmo ideal, mas com o mesmo olhar de surpresa foi estranho. Enfim, acabou. Passou. Chega de obrigações para reclamar. Agora é cada um por si nessa terra de gigantes que, de repente, nem são tão gigantes assim.
Reparei em como mudei tão rápido e de forma tão intensa nessa estadia no Einstein.
Digo, entrei achando que garotas que usavam saia e que se cuidavam demais eram pattys, haha, e que quem bebia ou falava palavrão faltava com respeito em relação às pessoas. Que conhecimento só se conseguia estudando, ganhando diplomas. Que quem não segue os padrões da massa não é digno de qualquer coisa bonita. Eu não acreditava em Deus por pura rebeldia.
De repente, me vejo com o mundo de pernas pro ar: descubro a cerveja, haha; Ando com pessoas relacionadas à música, um mundo que eu ainda não tinha explorado muito, começo a perceber que há muito mais o que aprender além do que está na sala de aula; começo a me rebelar perante meus pais, coisa que nunca tinha em mente; Descubro reais diferenças entre as pessoas, descubro ódio e amor verdadeiro, descubro os homens e as mulheres.

E agora, eu nem consigo mais sentir ou perceber que tudo isso aconteceu. Eu cresci, tanto fisicamente, quanto mentalmente e emocionalmente. Claro, isso atinge meu intelecto [não tanto quanto gostaria, haha, mas atinge]. Minha maneira de lhe dar com as coisas mudou. E muito! E fico feliz que isso tenha acontecido. Sei de muitas burradas que posso evitar com essas atitudes.
Me parece que todos os motivos pelos quais chorei foram banais. Os motivos de briga foram inúteis. Motivos de ódio ou de admiração, ridículos.
Aliás, não foram banais, nem inúteis e muito menos ridículos. É o mesmo que você comparar uma briga de adultos por dinheiro com a briga de duas meninas por puro ciúmes de bonecas. Igualmente importantes. Igualmente estressantes. E, com certeza, os dois tem escala máxima na formação do nosso caráter, do nosso eu.

Enfim, são coisas que todos sabemos.
Me vi com vontade de escrever sobre isso porque, bem, cresci e apareci.
Quero aparecer ainda mais, além disso. E espero que os senhores e as senhoritas pensem o mesmo.

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Passei no Top 13 do concurso Un Denier Soupir.
Tá aqui o selo. Muito obrigda, Nana. ^^

“Are you ready for the time of your life?” – Vendetta – Slipknot.
Boa Noite!

O pior de tudo é saber que você vai embora e minha única maneira de me despedir é dizer um “adeus e boa viagem”. Nem um beijo, talvez um abraço…Mas um olhar, aquele da qual eu vou mais sentir falta, eu não vou poder dar e nem você, que pouco sabe, vai poder sentir diferença.
EU NÃO LIGO se você disser que vai manter contato e que vamos sair por aí tranquilamente. Nós dois sabemos que são promessas que nunca vão ser cumpridas.
EU NÃO LIGO se você nunca souber do que, por um acaso, eu acabei sentindo por ti. Nem se souber antes ou depois de ir-se embora. Eu sou uma pivete de 17 anos que mal sabe o que quer da vida ainda, uma garota que está esperimentando coisas que você já sabe a tanto tempo, mais uma que se encanta sem querer com seus movimentos. Que diferença faz? Acontece em qualquer lugar e ela sabe disso.
Fica registrado que você faz parte de mim, mesmo eu não sendo parte de você. Provavelmente você ser mais um na minha coleção de rostos que desejo ver quando ando pela rua, viro a esquina ou vou em um lugar em que já estivemos ou que você já tenha estado lá.

Do sarcasmo e ironia que já partilhamos juntos, ao menos você leva um pouco.