Sim, pessoas, como eu já havia deixado claro a algum tempo, o técnico tem tomado bastante do meu tempo. Eu não tenho tido tempo pra sair e nem para a bateria quase, levando em conta que ultimamente eu tenho só feito a aula, sem ir pro estúdio treinar e testando as músicas apenas no ar enquanto as aouço. Vida social só entre as pessoas que frequentam minha escola de manhã ou de tarde. Meus dias de entretenimento se baseiam em ficar até mais tarde no Einstein vendo os jogos de futibol do campeonato masculino ou assistir um filme bom [ou ruim, haha], na TV com a minha mãe, além de ficar até no máximo 11:00 da noite na internet [mais tarde não porque senão não tenho energia para o dia seguinte].
Claro, ninguém disse que seria fácil. Mas nunca ninguém disse que seria tão prazeroso sentir-se independente a ponto de querer voltar mais tarde pra casa pelo simples gosto de saber-se responsável por si mesma se algo acontecer com você ou suas coisas. Saber-se responsável pelo fato de perder ou não a formatura porque você repetiu ou passou direto de ano letivo. Saber-se responsável pelo seu corpo: o que pode ou não comer, quanto você aguenta de exercícios, como ele vai reagir se nos dias em que você está menstroada, você comer tal e tal coisas. Entre outras coisas a se preocupar.
Minha mãe disse que eu não deveria fazer isso. Parar de tentar ser outra mulher chata do século XXI. Mas, de certa forma, é meio impossível. Parece que todas as noites nós ganhamos algum troféu particular por ter conseguido fazer todas as lições de casa, todos os trabalhos do técnico, ter cuidado da sua cachorra, passado todos os cremes que queria, ter ligado pro seu cabeleleiro a tempo, ter decidido se vai comer ou não bisteca de porco, ter consolado a amiga que chorava DEMAIS no banheiro e ainda por cima ter tempo pra ser [ou tentar ser] sexy e meiga ao mesmo tempo com os homens. Eu não tenho medo de ser assim. É uma peculiaridade que toda mulher acaba querendo e não querendo ao mesmo tempo. É como eu disse, é um troféu particular: ninguém pode tocá-lo, nem ao menos imaginá-lo e, por isso mesmo, não é nenhuma prova de que você é a melhor e mais completa garota do mundo. Assim, você quem escolhe se quer ganhá-lo todo dia ou não. A única que vai saber é você mesma, não é mesmo?
Chega! Estou falando e falando, enrolando pra dizer a mesma coisa: estou cansada, mas estou afim, haha. E se por um acaso eu surtar, aqui vai ser o primeiro lugar em que vou me descarregar.
Mudando totalmente de assunto, minha casa está ficando mais ou menos pronta! Meu quarto já está sendo rebocado e depois o cara vai passar massa corrida, para que a parede fique lisinha, daí é só pintar e mudar. Depois que acabarem a parte de cima, minha mãe pensou em começar a agilizar a sala de estar, passando gesso em 3 paredes e em apenas uma, revestir com madeira. Muito massa, né? Após tuuudo isso, terminar a escada e pimba, só píntar a fachada de roxo-beliscão, cortar a fita e a casa dos Aiello estará inaugurada oficialmente. Espero eu que isso tudo aconteça até o final do ano que vem. A parte de cima, onde ficam os quartos, com certeza vai estar pronta até o final deste ano, assim, vou poder ir pro meu próprio quarto, sem ter que dividir nada e sem mais ter que esconder minhas coisas pessoais, haha.
Ser independente é bom porque você repara no quanto as pessoas adoram xeretar sua vida. Vontade de mandar ir todo mundo pra aquele lugar. (:
“Never quite said what I wanted to say to you
Never quite managed the words to explain to you” – Untitled – The Cure
Boa Noite!