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Eu consigo ouvir as risadas, as broncas, os comentários no meio dos filmes. Ele reclamando do barulho enquanto eu lavava a louça e ele ficava esticado no sofá vendo TV e comendo alguma besteira. Ou ele me acordando de manhã pra saber se pode pegar meu mp3.
Acho estranho quando pegam no meu braço e não é ele. Pra qualquer camisa social, qualquer cinto e sapato de bico quadrado masculino, eu lembro de uma situação. Para cada saia, vestido curto ou blusa decotada que eu olho, penso no que ele ia falar. Cada garoto que passa pela minha vida, seja de forma breve, seja amigo de longa data, ele sempre, sempre tirou onda deles.
Eu nunca o abracei muito. E nem o beijei no rosto muito. E acho que nunca disse que o amava. Ao contrário, em várias brigas já disse o que não devia.
Adorava quando ele me fazia rir ou se juntava a mim para tirar sarro do nosso irmão do meio. E quando ele tinha medo de se aproximar de mim quando estava triste ou nervosa. Quando ele perguntava quem era o cara que eu estava falando tanto.
Eu sinto falta dele todo dia. Todo dia.
De quando trocávamos de canal e estava passando “11 Homens e um segredo” (ou suas continuações), “Patch Adams” ou qualquer outro filme que gostávamos. De como ele queria se parecer com a personagem do Brad Pitt na série “11 Homens e Um Segredo”, porque ele usava terno, tinha uma tattoo linda no braço e passava o dia inteiro comendo besteiras, além de cuidar de hotéis e roubar cassinos. Era a pose que ele adorava vestir.

Já fazem 5 meses. É estranho porque me bate um aperto em dias que nada lembram a morte dele. Eu sei que agora ele está bem. Está me boas mãos.
E eu tenho que ficar bem, porque, afinal, a vida continua. É uma pena que a saudade que sinto por ele eu só possa matar daqui muito tempo ainda…

Quando eu choro, minha boca fica inchada, a maçã do rosto rosada, meu nariz e meus olhos vermelhos.

Quando eu choro, ninguém chega perto de mim. Eu prefiro usar este verbo sozinha, sendo assim, me esforço para fazê-lo em silêncio.
Quando eu choro, eu me forço, me esguelo até sair o máximo de lágrimas. Não gosto de ficar chorando de forma “picada”. Se for sofrer, sofra ao máximo e depois, tenha o alívio por um tempo inteiro.
Quando eu choro, eu vou ao banheiro, tranco a porta, me derramo em lágrimas e depois me encaro no espelho. Me olho até meu rosto se tornar um borrão cor-de-pele e eu sempre chegar à conclusão de que não sei quem eu sou.
Quando eu choro, eu libero a parte mais sensível que há por dentro, libero aquilo que não permito ninguém ver. Libero o que sou, mas não consigo enxergar.
Quando eu choro, me permito ser carente, me permito ser mulher, me permito ser humana, me permito ser uma garota normal que espera todo dia que este seja um dia diferente, e, no final das contas, em 2 anos ela nem se lembra.
Quando eu choro, quero ser aconchegada, quero que alguém de repente identifique os suspiros pesados e venha me acolher, venha mexer no cabelo na minha testa, venha me olhar com olhos curiosos que querem saber quem é esta moça de boca avermelhada e de expressão caída.
Quando eu choro…O mundo poderia cair que não ia fazer a mínima diferença.
Estranhamente, o mundo poderia cair que não ia fazer a mínima diferença se você simplesmente estivesse aqui, do meu lado, me fazendo chorar…
De felicidade.
TPM, saca.
“In the memory you’ll find me

Eyes burning up
The darkness holding me tightly
Until the sun rises up” – Forgotten – Linkin Park

Boa Noite!

Bate a baixo-estima. Diria que puxam minha energia, mas não gosto de culpar os outros. Gosto da minha solidão e da quietude. Tudo no lugar, tudo dentro do planejado. Meu lado virginiano transparece.

Parte de mim se esvai com os passos das pessoas nas ruas enquanto dou tchau aos parentes que acabam de sair. Ainda sinto os ombros pesados e a mandíbula contraída pelo estresse não intencional. E eu posso mergulhar no meu vazio banal.
Afinal, em que ira eu me transformo? A minha luxúria e minha gula não deixam clara a minha ânsia por cuidados, meu querido? Ou é essa transparência que o assusta? Não o quero muito perto. Isso vai me fazer quem você realmente é e o que eu observo já me basta.

Sua típica arrogância ainda me envergonha. Só que no final você passa por cima desse meu rosto rosado e eu aprecio a bela paisagem que se forma sem você no quadro.

São 00:41 de uma madrugada de domingo para a segunda-feira 14 de setembro de 2009.
Eu estou com sono. E acho que estou em crise de novo. Não sei justificar isso exatamente.

Boa Noite!

Hoje tive a felicidade de sonhar com o Allan. Era de manhã e não tinha ninguém em casa a não ser eu. Então, não se te dizer se eu acordei gritando, se eu acordei apenas, se estava sorrindo enquanto dormia. Mas posso descrever mais ou menos como foi o tal sonho.

Era de manhã (umas 6:30), no horário que eu pegava ônibus para ir pro Médio. Como estava atrasada (já estava no ponto de ônibus), eu subi em uma perua que ia pro terminal, assim teria mais condução pra chegar no colégio. 
Logo que entrei na perua, eu vi meu irmão ao fundo. Eu não parava de sorrir. Estava muito encantada com isso e gritei “KIM”. Todos da perua olharam pra mim, mas ignorei e fui direto falar com ele. Ele sorria. Estava com seu paletó de veludo que sempre gostou e uma camisa listrada, branca e verde, bem do jeito que ele gostava de se vestir. Não me lembro que calça estava usando, estava mais concentrada em olhar pra ele. 
Ele disse uma hora “Desce que depois eu te ligo”. Eu ignorei. Não lembro o que tinha dito a ele. Mas lembro que não estava acreditando, por isso, afaguei as costas dos dedos da mão direita em seu rosto. Eu SENTI a pele dele. Eu SEI que senti. Depois disso, ouve mais uns sorrisos e acordei. 
Entrei numa crise de choro, lógico. É uma coisa muito repressora você no fundo querer acreditar que uma pessoa que já se foi esteja viva, que tudo aquilo é uma maldita conspiração. Mas, não é. 
Sonhar que encontrei meu irmão numa perua, num sonho tão real, me fez acreditar que de fato era uma conspiração e tudo o mais. Acordar e sentir a frustração de que era só um sonho faz qualquer um ir abaixo. 
Ainda estou meio em choque, sei lá. Não quero ver gente conhecida hoje. Não quero ficar aguentando a futilidade das pessoas, os problemas delas. Isso me irrita. Quero só ficar ou em casa ou perto da minha mãe, sei lá. 
Depois de uma morte tão próxima e de uma pessoa tãoo querida, você perde a noção do que realmente é importante. Todo tipo de tristeza se torna banal. E isto se torna a única ferida pulsante que ninguém, NINGUÉM, a não ser nós mesmos pode mexer. 

A pele dele estava muito macia. 
*suspiro*

“Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?” – Wish You Were Here – Pink Floyd.
Boa Noite!

Meus 18 anos foram chegando e eu nem os senti chegar direito. Hoje de manhã uma moça ao telefone me perguntou a idade e confesso que travei um pouco para responder.
Mas, afinal, o que este registro de anos de vida realmente representa para mim? Independência, no mínimo! Definição de alguns passos futuros, como faculdade e/ou emprego, ou quem sabe, viajar. Não sei exatamente o que quero ainda. Mas é um começo saber o que não quero.

(agora começa o meu lado de desabafo raivoso, haha)

O que não quero é ter de continuar andando com pessoas de mentes fechadas ao meu redor. Como disse uma vez: “Sou deslocada entre os deslocadas. Seria eu tão abstrata assim?”. Não estou dizendo que não me adapto ao meio. Isso é uma necessidade humana quase básica de sobrevivência. Menciono o fato de que, por pura conveniência (profissional, no final das contas), eu evito dizer minhas reais opniões sobre as coisas. Talvez isso soe prepotente ou covarde, mas é meio que uma mão lava a outra. Além do que, isso é uma forma de eu me aproximar dos outros por interesse (técnica de guerra ou de comerciante, talvez) e valorizar os que realmente importam com a mostra do minha expressão real.
Enfim, descubro que não sou a única a pensar certas coisas. Desse modo, posso me encaixar em algum lugar, afinal.

Eu pretendia continuar este loooongo discurso. Mas estou com sono, haha. O técnico de volta está tirando minhas energias. No final de semana é provável que eu vá para praia e volte na segunda de feriado. Estou conseguindo parar de roer a unha, ler 3 livros ao mesmo tempo e me dedicar ao técnico. Tenho projetos em mente. Quem sabe, eles vêm à tona.

“And I’ll come, back soon just like you would
It’s useless, my name has made the list
And I wish, I gave you one last kiss” – Not Now – Blink 182
Boa Noite!

Bom, desde a morte do meu irmão, como se já fosse de se esperar, cada um aqui em casa meio que reavaliou seus conceitos (mesmo que em segredo). Como vemos a vida? Como lhe damos com nossas decisões corriqueiras? Como tratamos com quem amamos? Ou ainda e, principalmente, o que realmente devemos levar desta vida, o que devemos VIVER de fato para nos declararmos, enfim, no mínimo dignos de uma morte feliz?
Ao menos são as estas questões batem na minha cabeça.
Digo, não deixei de sair, nem de falar besteira, menos ainda de analisar as pessoas em secreto. Suas ações e reações. Tentar entedê-las. E como me dou com elas. Além de que, por mais que devesse, não, eu não peguei pesado no técnico, nem sequer mexi nos meus planos futuros[talvez por falta de cabeça para]. Acho que, por mais que trabalhar, estudar e “fazer parte da sociedade” me faça crescer, não vejo como peça fundamental.
Ultimamente tenho vontade de ficar perto da minha família, amigos, colegas, percebê-los e ser percebida por eles. Do que adianta eles estarem do meu lado se eu não sei como me aproximar deles. Dispenso preocupações comigo. Sério. Muitas atitudes minhas, sem querer, se fizeram mudar por conta da morte do Allan. Digo, se ele estivesse aqui, eu tenho certeza de que iria reagir de forma diferente perante certas situações. Iria reagir de uma maneira idiota…Burra até. E agora, vejo como tenho que ser madura, aliás, como a morte do Allan me amadureceu e me fez pensar “hey, é bom você se cuidar e não dar problemas. É dor demais pra aguentar mais preocupações desncessárias de uma adolescente teimosa“.
Sei que esse pensamento levaria a maioria das pessoas a pensar no colégio, trabalho, enfim…
Mas, do fundo, eu não me vejo nesse meio. Ou tenha que dar mais a cara a tapa para perceber a importância. Aliás, re-perceber esta importância.

Eu vou parar de falar estas questões bobas. Sinto que não mudei esse meu lado de tentar passar uma pseudo-intelectualidade através do blog. Há….Inútil.

E pra variar, eu nem mesmo consegui me livrar das questões banais que tenho com os garotos. Por que essa maldita raça tem tanta influência sobre mim?

“Toll due bad dream come true
I lie dead gone under red sky” – Them Bones – Alice In Chains.
Boa Noite!

Hoje terminei o dia vendo “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” que estava passando na TV. Esse filme antes era um dos meus favoritos. Como toda adolescente, me identificava com a protagonista do longa. Principalmente no fato de ter medo de relacionamentos e também por me dedicar a ajudar os outros sem pensar em mim.
Mas veja bem o verbo: IDENTIFICAVA. Agora me parece um algo distante do que já fui. Ou tento buscar na minha raiz.
Logicamente, não dá pra comparar um filme à vida real. Filmes sempre acabam bem e é isso aí. A vida, bom, termina na morte que, de certa forma, chega até a ser bonita e romântica. “Passar dessa pra melhor”. Isso pode ser melhor que os créditos.
Não estou aqui pra falar da morte, na verdade.
Estou meio que pra desabafar, de novo, como ás vezes eu me sinto deslocada. Esse maldito orgulho me faz querer diferenciada ao invés de tentar me juntar à massa. Será ego mesmo?
O que estou buscando? Liberdade, mas ainda mantendo minhas virtudes, que agora não são tantas. Não sou a aluna mais dedicada da sala, não sou a filha comportada, não sou mais a sóbria que carrega os amigos [ao contrário, eles que me carregam], não nego a companhia de um homem por uma noite, não ligo se ele não vai me procurar depois, aliás, acho mais fácil se rolar algo hoje e ele nunca mais aparecer na minha frente.
Pra quem antes achava que transar mesmo só depois de 5 meses de namoro, eu virei um completo avesso do que já fui.
E quando me vem essas lembranças…Do que já fui…De como meus pais ainda me vêem, uma garota pura, decidida, que esteja apenas passando por uma fase [não descarto a idéia de], me sinto triste. Como se tivesse traído a minha mesma, talvez. Não bem isso. Sinto raiva…Porque nem como era antes e nem como sou hoje achei algo ou alguém pelo que realmente pudesse morrer, sem que isto ou este tenha me decepcionado de alguma forma.

Para uma postagem à 00:35 de uma segunda-feira, a única coisa que me falta é uma taça de vinho e um cara assistindo um filme no sofá, me esperando sentar ao lado dele para ele me acariciar os cabelos.

Tá, Victória…Vai sonhando.

“Like the coldest winter will
Heaven beside you… Hell within
And you think you have it still
Heaven inside you”
– Heaven Beside You – Alice In Chains.
Boa Noite!

Eu peço desculpas pela minha ausência. Muitos trabalhos, muitos rolês com o pessoal, mas principalmente, trabalhos.
Eu ando ausente com todos. Amigos, família, ausente de tudo. Parece que eu tô cercada por um vidro invisível e nada do que acontece ao meu redor parece me atingir. Seja bom ou ruim.
Eu..me sinto sozinha. Presa e livre demais ao mesmo tempo. Os dias passam e eu esqueço. Eu tô existindo, não vivendo. E não consigo sair dessa. EU NÃO SEI O QUE FAZER PRA SAIR DESSA.

Juro que achava que era questão de crise adolescente feminina, entende?
De olhar pros meus amigos e perceber que estão todos felizes com suas namoradas e tudo. E, que mesmo aqueles sozinhos, guardam a dor da paixão por alguém.
E isso os completa.
Daí pensei “basta eu me apaixonar por alguém e esse alguém se apaixonar por mim”.
Tão besta.
Eu sinto a falta SIM de alguém me abraçando quando tá frio. De alguém com o braço no meu ombro só pra demonstrar “posse”. De alguém em quem pensar. De ter que me preocupar com o que dizer pro meu pai porque eu vou trazer um cara estranho pra casa e apresentá-lo como parte importante da minha vida. Eu sinto falta de me dedicar à alguém ou por alguém e saber que é recípocro. Eu sinto falta de um homem na minha vida.
Mas ao lado dele eu sei que vou me sentir presa, almejando uma liberdade inexistente. Ou talvez enjôe dele. Ou, como facilmente acontece, ele enjôe de mim.
Não vou negar tal realidade. Eu sei que sou uma pessoa totalmente carente de atenção. E quando alguém oferece de fato, eu agarro com todas as forças. Talvez agora nem tanto, por conta de ver meu passado com melhor análise e poder medir meus passos com mais precisão pelo menos.
Sinto falta de pensar em alguém. De ter um motivo.

Eu estou sozinha porque escolhi estar sozinha.
Eu estou “fora” por foi assim que quis. Tudo tão racional, tão frio.

Minha cabeça dói.

É. Sem controle sobre as emoções dela, de novo. Fica um sobe e desce de humor tão constante quanto um elevador [rima tosca, veja bem]. Um tal de se esconder no banheiro e encarar a porta que mal reflete seu corpo, respirar de forma ofegante, só pra lembrar que está vivendo.
Quando paro para refletir, soa como covardia, até mesmo, perda de tempo. Dispensável, inútil, ridículo. Mas infelizmente, é minha única maneira de liberar esse aperto que aparece e some como uma agulhada, tão ardida ás vezes.
Corrói. Um câncer de 15 minutos.

Agora só me resta parar, sentar e observar. Fazer algo não me parece mais ter sentido. É só seguir. Curtir o que tiver que curtir, sorrir quando for para sorrir, entristecer quando for para entristecer, se entediar, enfim, nessa coisa tão comum.
Do que estou reclamando exatamente? Já faz uns dois meses eu ainda estava sofrendo por um cara idiota, que agora me irrita as atitudes que antes me faziam sorrir de fato.
Eu quero outra paixão, é isso?
Não. É um algo mais. Não quero abrir mão da minha liberdade conquistada, antes tão almejada, por um merda qualquer. Como diz meu amigo, não vejo mais o final da estrada. No começo da corrida, não dá pra se ver a linha de chegada.

Enquanto nada aparece, aguardo de forma entorpercida. Sei que são dias esquecíveis [por exceção das festas, rolês, enfim]. Ao menos sei que não é um ciclo. Seria ridículo se o tornasse concreto.

“But no-one else can see.
The preservation of the martyr in me.” – Psychosocial – Slipknot.

Quando você para pra refletir o porquê de tantas bebedeiras, o porquê de querer ficar sob o efeito do alcóol ao invés de sóbria.
O porquê de você mandar o príncipe encantada ir andar ao invés de estender a mão para ele.
Liberdade? Uma comprovação fajuta no meu sub-consciente de que agora, mais do que nunca, estou curtindo a vida sem pedir nada em troca, só que me deixe em casa e que minha mãe não desconfie das besteiras que andei fazendo.

Eu não quero que se preocupem comigo em relação à escola, dinheiro ou coisas do gênero. O técnico anda bem, obrigada, e toda vez que saio é porque guardei minha grana com carinho por toda semana.
Enfim…Eu sinceramente acho que estou me tornando uma rebelde-sem-causa, porém, rebelde apenas por 1/3 da minha vida, na verdade.
Como disse, profissionalmente eu tô bem. Socialmente, também. Aliás, ando fazendo amigos e tudo. E ando me mostrando vadia para alguns garotos que nem merecem isso. Mas, sabe, foda-se. É meio que um Holden Caufield tomando conta de mim. Uma tal de fuga, seguindo certos preceitos para que o que realmente interessa não seja questionado por pessoas irritantes.

E quer saber?
Vou sair, beber, pegar um cara qualqer aí e o mundo que se foda. (:
Porque ficar me questionando já não interessa. Não quero entender, basta sentir.

Boa Noite!

Deixa eu me preparar. Uma chuva a caminho da BEG me espera.
Eu preciso descontar na batera. Não é raiva, acho que tá mais pra felicidade. Ou um certo orgulho que eu preciso exalar.

Eu ando aproveitando mais a noite. Estou revendo lados que, por pelo menos dois anos, de mim foram tirados. Meu lado baladeiro, haha. Baladeiro, aproveitador, bêbado, amoral, junkie, como quiser…Esse lado finalmente está aflorando. Talvez porque eu vá fazer 18 anos e queira realmente gritar “HEY, FODA-SE, QUERO MAIS É CURTIR!!!” e, é claro, fazer mil asneiras sem pensar direito no que vão pensar ou coisa do tipo.
Veja bem: eu bebo, falo merda, falo palavrão com a boca CHEIA, falto no técnico se quiser, falto no curso se quiser, enfim…Me sinto livre pra ir e vir, entrar e sair, calar e dizer, beber e me fazer de careta, o caralho a quatro e a putaquepariu!
Há!

E não vai ser mais um merda que vai definir meu estado. (:

Sei lá..
Tava com vontade de dizer isso!

Uma boa noite pra vocês.
E, pelamordesantamadalena, sejam livres!

mulher | homem

seios | nada

vagina | pênis

virgem | leão

rotina | surpresa

retraída | sociável

sorriso | sorriso

análise | momento

vermelho| preto

sedentarismo | basquete

livros | árvores

Pantera | Kelly Key

homens e mulheres | mulheres

fria | sensível

detalhe | espetáculo

medo | covardia

passado | presente

egocêntrica | moralista

vodka | coca

saia | bermuda

bermuda | calça

estranha | previsto

flexível | imutável

atéia | cristão não praticante

nerd | naquelas…

drama | ação

o que eles sentem | o que eles precisam

Lynyrd Skynyrd | Lynyrd Skynyrd

Eu não te amo, eu não te quero mais. Mas porque raios eu sempre me lembro dessa maldita lista de contrariedades que somos. Acho que eu simplesmente quero deixa registrado. Tá, ainda sinto a porra de um ciúmes de vez em quando. Mas eu não me importo se você se importa ou não. Eu não ligo mais se você vier com papo ou não.

Aliás, minto.

Seria de muito bom grado se você, do nada, virasse e me dissesse que, apesar de tudo, você sente minha falta. Porque, sim, querido, eu sinto a sua. E como sinto!

O pior de tudo é saber que você vai embora e minha única maneira de me despedir é dizer um “adeus e boa viagem”. Nem um beijo, talvez um abraço…Mas um olhar, aquele da qual eu vou mais sentir falta, eu não vou poder dar e nem você, que pouco sabe, vai poder sentir diferença.
EU NÃO LIGO se você disser que vai manter contato e que vamos sair por aí tranquilamente. Nós dois sabemos que são promessas que nunca vão ser cumpridas.
EU NÃO LIGO se você nunca souber do que, por um acaso, eu acabei sentindo por ti. Nem se souber antes ou depois de ir-se embora. Eu sou uma pivete de 17 anos que mal sabe o que quer da vida ainda, uma garota que está esperimentando coisas que você já sabe a tanto tempo, mais uma que se encanta sem querer com seus movimentos. Que diferença faz? Acontece em qualquer lugar e ela sabe disso.
Fica registrado que você faz parte de mim, mesmo eu não sendo parte de você. Provavelmente você ser mais um na minha coleção de rostos que desejo ver quando ando pela rua, viro a esquina ou vou em um lugar em que já estivemos ou que você já tenha estado lá.

Do sarcasmo e ironia que já partilhamos juntos, ao menos você leva um pouco.

Mania de pensar que tudo o que deu errado é culpa sua. Que todos têm uma maravilhosa, menos você e, principalmente, que todos amam e são amados, menos, é claro, você mesma.
Ok, talvez apenas seja eu que esteja me sentindo assim.
Confesso: estou de TPM, já tive minhas crises de choro e, com elas, mania de pensar no passado e em todos meus erros cometidos. Ao mesmo tempo que qualquer outra garota poderia ter errado como eu, que errar é humano e tudo mais, eu não me perdôo tão fácil. Menos ainda esqueço.
Ando pensando…Minha incrível facilidade de me apegar demais às pessoas e também, de afastar os homens. Não digo como amigos. Amigos homens tenho vários e adoro tê-los por perto. Eu digo homens como Homens.
Eu não sei ser sensual, hahahaha. Digo, tento. Tento ser feminina e tudo, mas me parece estranho. Calma, gente, não tô dizendo que sou “caminhoneiro” ou coisa do tipo, longe disso. Mas eu não consigo ser delicada, nem deixar de falar palavrão. E quando me sinto feminina mesmo é quando uso algo que deixa nítido que foi apenas e unicamente pra chamar a atenção de um cara. Será que assim ser feminina? Digo, se vestir e se produzir todos os dias só para chamar a atenção? Eu me produzo, me cuido e tudo pra me sentir bem comigo mesma, não para os outros. Se tiver um garoto numa festa ou coisa que o valha da qual eu realmente queira chamar a atenção, não vou negar, vou tentar pôr uma blusa mais chamativa ou no mínimo usar saia. Mas fazer isso todo dia me parece estranho. Fútil, descreve melhor.
Assim como também não vejo mais sentido em pintar o cabelo de azul apenas pra aparecer. Usar calça xadrez e todas essas coisas. Na verdade, prefiro mil vezes algo que não chame a atenção, por enquanto. Algo que seja confortável e comum. Camuflável [odeio o uso dessa palavra, mas ela descreve, ok].
Já tentei definir a razão da qual me faz me vestir que nem um moleque de vez em quando, haha. Acho que sou meio a favor da visão da beleza interna. Não só da minha inteligência e essas coisas. Digo, é meio que uma cobertura, pra poder revelar o que eu posso apenas para aqueles que realmente merecem. O que não entra na minha cabeça é que: todas as vezes que me revelei pra alguém, deu errado e, se eu me revelar, mesmo que aos poucos, talvez esteja cometendo o erro de parecer normal, perante os outros.
Minha mãe diria que tenho a personalidade forte e que os garotos não demonstram interesse por medo. Tá, eu em crise de tpm vou dizer: um ova. Eles não se aproxima simples e puramente porque não sou feminina. Porque tem mais chance deu esmagar a cara deles do que abrir a blusa. Tem mais chance deu falar besteira do que fazer o que ele gostaria que eu fizesse. Ok, isso é bom. Significa que só os caras legais vão lutar por mim e tudo isso. Mas, hum…onde estão esses desgraçados? Tá difícil.

Em português correto, essa minha crise só acabaria depois que eu fosse bem comida. Vamos à realidade: pra tanto mau-humor assim, eu tô precisando de um cara.

Tá, tô caindo fora.
Não precisam nem comentar se não quiserem, haha.

Prêmios e avaliations:
Avaliação da Mari e da Gabi:

Avaliadora: MARI.
Nome: Eu gostei do nome, bem criativo. Mas acho que nome tem que ter um significado maior para os donos. =)
Layout: A imagem é linda, mas tipo… é isso. Por um lado a simplicidade destaque o conteúdo, mas o layout podia ser mais trabalhado e sem esse vermelho gritante. 10/20
HTML: Funciona perfeitamente nos servidores que testei, mas poderia estar centralizado para qualquer resolução. A posição das colunas é bem legal =D 13/15
CSS: Não gostei das tables, das cores, os textos podiam estar melhor formatados(tipo, justificados). Mas se fosse ver só pela simplicidade, tudo está combinando. Acho que o problema são as cores mesmo. 9/15
Perfil: Num tamanho bom, escrito de forma agradável e que traz boas informações sobre ti =D 15/15
Organização: Muito organizado, mas podia ter uma página ou um espaço para falar sobre o blog. 14/15.
Posts: Com pensamentos e opiniões suas e uma escrita tri boa, com um tamanho bom. 20/20
Dica: Melhorar o css, botar um toque seu, um charme, no layout e centralizar para qualquer resolução.
Nota: 81.

Avaliadora: GABI.
Nome: O nome é interessante e criativo.
Layout: O layout em si é bonito, mas a imagem poderia ser mais trabalhada. 16/20
HTML: Tudo alinhado e funcionando direito no FF e IE. 15/15
CSS: É bem simples, eu gostei das cores e como o layout é bem simples não tem prq trabalhar mais o style. Mas a fonte dos posts é diferente do que a do seu perfil e as outras colunas. 13/15
Perfil: Tamanho bom, escrita boa e eu me identifiquei contigo oueioeuoi ;B 15/15
Organização: Organizado mas eu senti falta de um pedacinho pra falar sobre seu blog. 14/15
Posts: Os posts tem pensamentos teus, o tamanho é ótimo e com uma escrita boa. 20/20
Dica: Poderia trabalhar mais o layout e o CSS.
Nota: 93.

NOTA FINAL: 87.

Awards ganhos pela Bárbara:
Mais organizado e Melhor post

“Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón.
Spanish bombs; yo te quiero infinito.
Yo te quiero, oh mi corazón.” – Spanish Bombs – The Clash.
Boa Noite!

O que é liberdade, de fato? Liberdade de expressão, na verdade.
Eu ando pensando em muitas coisas ultimamente. Nada útil. Mas todas elas me ligam ao fato de que agora, mais do que nunca, sei o que procuro: liberdade, principalmente, liberdade de expressão. Não sei quando começou essa busca, só sei que é isso que quero.
Sei de alguns caminhos: ignorância total, por incrível que pareça, ou entendimento total de tudo que está à nossa volta. Um dos motivos por eu me interessar tanto como funciona a mente humana, gostar de ouvir e observar as pessoas. Não com muito sucesso, confesso. Mas tento, oras.
Voltando ao assunto: liberdade de expressão.
O que seria ela exatamente? Digo, ter liberdade pra falar e fazer o que der na telha, sem receio de ser crucificado por isso, sabendo que vai parar numa cruz de madeira por fazê-lo? Buscar a felicidade é a mesma coisa que ser livre? Acho que não.
Um ser humano tem direito de ir e vir como quiser, quando quiser. Se ele quiser ser triste, deixo-o, ora pois. Reclamão, idiota, estranho, poser, pois bem, deixe a criatura fazer o que lhe der na telha. És um homem livre, meu caro.
Essa liberdade, acho, é totalmente vinculada à solidão. O ato livre condiz sempre e apenas com a nossa cabeça. Para os outros, o ato livre pode ser um ponto de vista totalmente diferente do seu, normalmente. Isso gera contradição por parte dos próximos. Uma certa inveja, ciúme ou intimação: “por que ela faz tudo à sua maneira e eu não?“. Ou o próximo se aproxima [?], ou se desvincula, de alguma forma. Mas a aproximação não quer dizer aliança total. Ninguém pensa como nós, tenha certeza. Por isso mesmo, é uma vida solitária.
Mas a vida livre também faz você escolher não expor tudo o que quer para não se excluir do mundo, concorda. Por isso não falamos tudo o que pensamos sobre os outros, por isso não somos sinceros por inteiro. Isso afasta as pessoas, mesmo a que amamos. Apenas alguns compreendem, mas são poucos, muito poucos.

Eu quero ser livre.
Mas ao mesmo tempo não quero morrer sozinha. O que devo buscar exatamente? Liberdade de todos, ou liberdade pra ser o que sou, sem medo?
Pergunta retórica.

“Sometimes
I wish I was brave
I wish I was stronger
Wish I could feel no pain” – I Feel So – Box Car Racer.
Boa Noite!