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Esgota. Nos faz engolir seco. Treme as minhas mãos e pernas. Esquenta as palmas e orelhas. Nos faz ter tiques momentâneos. Qualquer válvula de escape é válida. Fechar os olhos por 2 segundos alivia, mas não é suficiente. Tudo parece difuso e você não consegue focar nem ao que está na sua frente. Perco a respiração. Perco o controle. Parecem todos estarem olhando para nós, como se fôssemos diferenciados. Olhares nervosos se trocam rapidamente e nos fazem vermelhos nas bochechas. O coração bate mais forte, apesar da falta de ar nos pulmões. E, ás vezes, eu preciso parar e olhar para o nada, apenas para contemplar o simples e belo nada.

Isso era pra ser um ensaio sobre o que eu senti enquanto fazia a prova da FUVEST hoje de tarde. Mas se misturou com outras sensações. Raiva e paixão tão próximas assim? Estou com raiva de mim mesma porque não fui muito bem na FUVEST. E só uma paixão minha podia me dar essas sensações acima de maneira positiva. Aliás…acho que pode ser mais que paixão.
(sim, estou gay e com vontade de transparecer tudo, há!)

“What’s happening to me
I’m dying from the inside
Body hurts too much to feel
And pressure adds to pain” – Deliver Us From Evil – Bullet For My Valentine.
Boa Noite!

Que fique registrado este tempo. São 4:37 da tarde do dia 15 de novembro de 2009 (feriado da proclamação da República que, infelimente, caiu num domingo). E eu posso começar meu ensaio sobre ele (que poderá ou não ser o único a ser assim).

Você me diz que mergulha de cabeça em todas, enquanto eu só tive lá as minhas algumas. Me olha e me admira tão diretamente para cada visão periférica que mantenho alerta quando você está por perto. Ainda me concentro demais em absorver suas ações que acabo esquecendo de deixar o ar entrar nos meus pulmões. Você ainda me faz deixar todas as lágrimas que eu poderia derrarmar se transformarem no suor que aparecem na nossa pele sem aviso. Eu tremo com todo este calor ao redor de nossos ossos. E você ainda tem a coragem de envenenar meu sangue para que ele flua tão mais livremente e forte pelas minhas veias até chegar no meu rosto e me deixar rubra de novo. Que eu ainda te vejo melhor com os olhos fechados. Ouço melhor quando você não fala nada. E ainda me dou o luxo de ver as veias saltadas de suas mãos e braços, coisa que me faz suspirar e lembrar os apertos que você me dá, sendo estes apertos motivos de minhas risadas tão mais relaxadas. Além do prazer de ver seus olhos bem apertados enquanto respiramos o mesmo ar.
Perceba que agora meu medo não é mais de você, é de mim mesma. E que, apesar de não ser tão explícita e tão espontânea quanto você, não quer dizer que eu não esteja sentindo o mesmo.
Posso te olhar por esta eternidade que dura meus momentos com você? Porque você surgiu, se aproximou e resta um lugar vazio no meu abraço quando fica e eu vou agora.

Exponho minha maior fraqueza, enfim. Quando eu vou, eu vou mesmo. Ignoro ser tachada de romântica extrema. Não é todo dia que me sinto assim, então porque guardar este sorriso aberto? Concluo que somos iguais neste aspecto, pensando na saudade.

“Diz pra mim, o que é que foi,
Quem roubou meu bem querer?
Que hoje é assim,
Tanta dor,
E eu sinto tanta falta de você.” – Com Você Não Vou Ter Medo – Dance Of Days.
Boa Noite!

Me apego aos fatos. Deles não tiro emoção porque, para mim, todos sabem que assim é melhor. Me agarro com todas as forças, lágrimas, sorrisos desesperados e olhares inocentes que posso lançar. E é fato que ainda vasculho meu passado procurando as respostas do meu futuro. É fato que ainda fecho os olhos para tudo ver. E é fato que eu não deveria fazer isso.
Parece que nos ápices de minha vida, eu me vejo em declínio psicológico. De ano em ano, não mudou muita coisa. Parece tão meticulosamente programado. E já faz tanto tempo.

E esqueço de avisar que gosto de ver os olhares curiosos e medrosos. Fato que sou sádica disfarçada.

“Sou deslocada entre os deslocadas. Seria eu tão abstrata assim?”

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A correria do TCC me deixa com a cabeça com mais vontade de liberar uma raiva e stress de qualquer formiga que passe por minha vida. Só mais um mês…E estarei livre. Estranho é que só na raiva e na tristeza me vejo inspirada. Faça disso uma filosofia e defina que todos os escritores de sucesso são depressivos compulsivos.
E é exatamente por isso que eu prefirro números.

“E é tão ruim pensar
Que não há nada que eu possa fazer
E nada que me afaste de ser assim
E querer provar tudo
E ter respostas a todas as perguntas.” – Antítese – Dance Of Days.
Boa Noite!

Já ouço eles se arrumando antes mesmo dela me chamar
Tória, precisa de dinheiro, filha?
Não, mãe. Tô bem.”
Ela logo se despede enquanto eu olho no despertador vintage preto: 6:30. Horário sempre igual.
Inconsciência.
9:30 exatamente eu acordo, olho no mesmo relógio e penso sempre “mais uma hora pra enrolar na cama. Que maravilha!” Dou uma esticada e fico aproveitando meu momento solitário pra ficar pensando na morte da bezerra e em como meu dia pode ser legal ou terrível ao mesmo tempo.
Inconsciência.
Acordo uns 2 minutos antes do meu celular vibrar e tocar “Wake Up” do Project46.
10:30
Sento na cama, abro o armário e escolho a roupa para usar no colégio. Tento lembrar se posso lavar o cabelo ou se devo esperar mais um dia. Separo a cortina e vejo o céu. Eu realmente adoro quando está nublado, apesar do calor escaldante e não há risco de chover. Um tempo meio raro de acontecer, mas é perfeito para me deixar de bom humor logo de cara (o que também é raro). Sendo assim, pego minhas coisas e vou pro banheiro. No meio do caminho, rapto o rádio e coloco no último volume a Kiss FM (102, 1).
No banho, danço conforme a música, canto tão bem quanto a Sandy e ainda tenho tempo de ficar encarando os peixinhos da cortina de plástico que serve de Box temporário. Desligo o rádio e me encaro terrivelmente no espelho. Faço umas caretas. E me examino para ver se está tudo em ordem. Depois desse ritual, eu começo a me secar e a me aprontar.
Uma vez estando minimamente pronta, desço e tomo meu café até as 11:30 assistindo alguma coisa boba na TV. Geralmente um desenho ou um filme dramático. Dificilmente vou além. Subo e vejo o que quero ver na internet. Se for o caso, prolongo minha estadia na cadeira e faço trabalho. Mas é um ato incomum. Apenas vejo e-mails, redes sociais e blogs interessantes ao meu pseudo-sarcasmo.
12:00, 12:10 eu desligo o PC e começo a me maquiar. Para garotas sem prática, passar o delineador e fazer o look “cat” ainda é meio difícil, mesmo que seja um exercício diário. Encaixo meu tênis, arrumo minha bolsa e logo desço para almoçar (há vezes que troco o almoço pela louça lavada e por um corpo mais magro, psicologicamente falando). Escovo meus dentes e lá me vou em mais um dia no técnico.
13:00.
Subo a rua com a cautela de não olhar nos olhos dos vizinhos quarentões que nada fazem da vida a não ser olhar a rua e beber cerveja. Ligo o mp3 do celular e me abstenho.
Inconsciência.

E aí, às 10 horas e 9 minutos da noite do dia 6 de novembro, eu me pergunto o porquê de estar descrevendo minhas manhãs comuns para vocês de maneira tão aleatória e aberta.
E eu respondo!
Este ensaio de memória serve para eu lembrar como estão as coisas comigo mesma antes de me afogar em trabalhos, vestibulares e possíveis corações flutuando (este último não é certeza. acho que tenho medo de ter certeza. PORRA! Tenho medo de tudo. ¬¬’).
Ok, eu ainda não me entendo por completo. Alguém se entende, aliás?
E, apesar de ser atrasilda às vezes, eu sou viciada em horários perfeitos em todos os lugares.

“Severed myself from my whole life
Cut out the only thing that was right
What If I never saw you again
I’d die right next to you in the end ” – Danger Keep Away – Slipknot.
Boa Noite!

Assistir dois ou três filmes água-com-açúcar ao mesmo tempo.
Sentir o sol batendo no rosto num dia frio e me esquentar com a luz amarela cegante.
Sentir o rosto corar ao olhar pra alguém bonito e esse alguém retribuir.
Ter um dia produtivo e me sentir últi e organizada.
Ouvir minha mãe dar risada.
Ouvir meus irmãos darem risada.
Competir com alguém de quem estrala mais o que no corpo.
Comer pouco e me sentir mais magra.
Comer muito e me sentir livre.
Lembrar de tudo, mesmo tendo bebido mais que todos.
Ver crianças se divertirem com algo que eu me diverti também.
Sentir os calos das mãos masculinas que posso segurar.
Saber que dormi muito bem ao ver o travesseiro molhado de baba.
Sair do salão de beleza pensando que sofri, mas a-rra-sei.
Dar beijos estalados na bochecha dos amigos.
Dar um abraço forte nos amigos.
Dar um abraço forte nos seus familiares favoritos.
Imaginar como vai ser quando tiver reunião familiar em casa e as crianças correndo pela sala, ao invés de primos, serem filhos e sobrinhos.
O cafuné que minha mãe faz quando estou no sofá.
Tomar banho ouvindo as músicas que tocaram na sua infância e saber cantar junto ainda.
Ficar horas no banheiro, passando todos os cremes e escovando o cabelo várias vezes só para colocar o pijama, pegar uma caixa de chocolate e ver um filme qualquer.
Sorrir sem medo.
Olhar sem medo.
Ter borboletas no meu estômago por alguém e sorrir, pois estas borboletas fazem cócegas.
Fazer caretas no espelho porque me sinto sexy com qualquer expressão.
Ficar sozinha em casa e concluir tudo isso pensando em um texto alegre pra variar.

“Does my mind mean more to you
Cause if I carry on
Deliver us from evil
Screaming for your vanity” – Deliver Us From Evil – Bullet For My Valentine.
Boa noite!

No começo, eu era apenas uma aluna esforçada. Era uma criança fofinha e lindinha que queria atenção dos professores. Conforme fui crescendo, meu começo de adolescência foi terrível. Eu espichei, me tornei magra demais, dentuça demais, rabugenta demais e, em resumo, feia demais. Apesar da inteligência e senso de percepção mais elevado do que o do geral.
Eu passai praticamente 4 anos seguidos da minha vida sendo xingada e sofrendo um príncipio de bullyng na escola porque eu era feia e as outras garotas bonitas e emancipadas (porém, meio burrinhas. Uma ou outra salvava).
Antes de tudo, eu estudava numa escola particular. Não tinha tantos filhinhos-de-papai quanto agora. E nem havia tanta má educação quanto a que vejo hoje no mesmo colégio (minha mãe trabalha lá e conta umas coisas terríveis). Mas, sempre houve aquela coisa de quem era mais rico que quem, ou, quem podia ir mais na balada, quem beijava mais quem, enfim, quem podia mais o que. E nessas, eu tentava mostrar que a minha inteligência era a maior entre os outros, apesar deu ser feia, dentuça e magrela e, claro, NERD. Era pedir para ser aloprada. Mas, nunca mudei minha mentalidade sobre isso. Aliás, piorei a situação.
Quando entrei na 6ª sééérie mais ou menos (pirralha master), comecei a ouvir Linkin Park, haha. E me achar a “fodona” porque era uma das poucas que gostava de rock da sala, além do cabeludo metidão (bota metido nisso) que era o charme da nossa turma. ¬¬’
Bom, esses tormentos foram até a 8ª série. No 1° ano, mudei de colégio e entrei numa escola pública (ETEC), daquelas que você tem que fazer o vestibulinho pra entrar (ou seja, sua inteligência finalmente é valorizada e levada a sério). Mudei de cabeça, mudei de jeito, mudei inclusive de valores, de notas, de amigos, de críticas, de modo de falar. Mudei tudo.

Me formei o ano passado nessa mesma escola pública. Eu sempre me perguntei se eu teria mudado tanto quanto mudei nestes últimos 3 anos se tivesse continuado naquela escola particular. Eu andei vendo fotos de quem estudava comigo.
A maioria dos meninos virou bombadinho filhinho-de-papai ou frustrados que não sabem o que querem da vida e fazem um cursinho ou faculdade qualquer para dizer que está fazendo algo. Quanto às meninas, são peitudas peruas que esticam as fotos para parecerem mais magras ou, também, pessoas frustradas que não sabem o que querem da vida e acabam fazer uma coisa qualquer.
Me parecem vazios e fúteis.
Lógico, tem suas exceções. Sempre há. Mas…São exceções. É o contrário do pessoal que se formou comigo e a maioria sabe o que quer, tem um real objetivo, dá valor ao que tem e não ficam desesperados se a menina lá da esquina deu mais que ela. E daí?

Acho que, se por um acaso eu re-encontrasse esse pessoal de novo, ou me sentiria orgulhosa, ou frustrada. Orgulhosa de ser como eu sou, diferente deles. Ou frustrada, porque, apesar de ter chegado onde cheguei, eles podem parecer mais felizes, mesmo sendo ignorantes (perante minha visão). Felicidade é ignorância? Conhecimento é um rumo certo para sucesso, percepção do que é ao nosso redor e parte de um caminho para depressão?
Não sei bem.

Acho que gosto demaaais de quem me tornei para voltar atrás e me tornar um deles. Tão iguais.

Eu pretendo fazer uma reforma no blog. Em breve, quando parar um pouco a pressão do Técnico e do ENEM. Me desejem sorte. :D

“I want to say it’s to me to change the world
Now I want to play today kicking down the door
Now I’ll be alright as long as I ain’t seen it all
Now I’mma hold you tight to that night we had a ball
We had a ball” – Ragoo – Kings Of Leon

Bom, depois de taaanto tempo, eu venho postar sem coisas tristes pra dizer. Mesmo porque, tanto quanto a felicidade excessiva, a tristeza também cansa. Então estou arranjando meus meio-termos.

Ultimamente tenho me dedicado ao extremo no técnico e pra estudar pro ENEM. Trabalhos e rotina tomaram conta de mim. Eu parei um pouco de me questionar. Foi uma coisa meio “pra que ficar me questionando e me lamuriando se eu tenho tanta coisa pra conquistar e fazer na minha vida, mesmo que isso siga os ‘padrões da sociedade’?”. Se eu continuasse nessa onda, seria um poço sem fim de morbidez tomando conta da minha cabeça, sendo que o melhor agora é eu saber trazer alegria ou, no mínimo, segurança pra minha família e amigos.
São tempos de mudanças (tanto é que pretendo mudar o visual do blog em breve, deixa eu ter mais tempo, haha).
Depois que fiz 18 anos, percebo os extremos que cheguei em tão pouco tempo (ou seria o suficiente?). 4 anos me mudaram MUITO. Foi uma mutação tanto interna quanto externa. Era uma radical femista, cabelos curtos, santa de boca, crítica com tudo e todos, abominava qualquer tipo de luxúria e quase quis ser presidente do país. Agora, sou uma feminista (há diferença entre feminista e femista), que aprova a liberdade de toda e qualquer forma de expressão, conhecida entre os amigos como “macho pra beber”, quer que o circo pegue fogo e a única coisa que critica são aqueles que criticam por demais aquilo que pouco conhecem ou sentiram na pele.
De repente, todos são banais, fúteis, tolos e massificados. Homossexualidade é aceita, mas não é bem vista. O governo ainda é visto como piada e não nos atinge. Ciúme é motivo para usar chantagem em cima dos outros. Desgraça é motivo para abusar dos outros.
Uma vez meu tio (irmão da minha mãe), disse uma coisa que realmente reflete ao que a maiorado do povão pensa. Ele disse “o que eu sei é que na sociedade o que importa é imagem”. Sinceramente, eu não me dei ao trabalho de corrigí-lo porque sei que, pela idade dele, seria uma coisa inútil. Se eu fosse feita de imagem, metade de mim estaria despedaçada. Acho que isso me instiga mais ainda a procurar aquilo que amoral ou “errado”. Eu já vi tudo aquilo que tem de bom nesse mundo, mas e o que tem de ruim? Será que tem graça? Porque a imagem que procurar isso importa tanto? No final, vamos todos nos formar no colégio, ou na faculdade, os amigos que pensam como nós vão ficar, vamos trabalhar e se manter no emprego depende de nossa capacidade de exercer a profissão que escolhemos, não da nossa imagem. Cuidar dos nossos filhos, prepará-los para o mundo (não para nós mesmos) exige conhecimento de vida, saber o que a sociedade é capaz de fazer quando você não segue seus padrões pois, se seu filho for o “diferente” em seu campo social, você tem o que dizer a ele. Tem como cuidar de suas feridas, tem como contar histórias parecidas e fazer ele compreender seu ponto de vista como mãe/pai.
Já me vi diante de encarar essa batalha da “imagem” antes. Agora parece mais dura, não sei bem. Ás vezes espero demais das pessoas ao meu redor e, as que menos espero, se revelam pensantes como eu.
Como disse, depois da morte do Allan, tudo me parece simples demais para me descabelar ou me deixar pra baixo. Não que eu jamais fique agora. Só que não dou tanta à importância àquilo que realmente, no final das contas, não tem importância.
Hahahaha, tô falando demais, né? Vou parar, desligar o computador, estudar, ler e dormir. Amanhã de manhã tenho que fazer uns trabalhos e, enfim, vou me aguentado nessa minha vida “certinha” até domingo, quando termina a prova do ENEM e eu vou ficar mais aliviada (indo bem ou não). Aliás, torçam por mim. =]
“You like to think you’re never wrong
(You live what you learn)
You have to act like you’re someone
(You live what you learn)
You want someone to hurt like you
(You live what you learn)
You want to share what you’ve been throught
(You live what you learn)” – Points Of Authority – Linkin Park
Boa Noite!

Bate a baixo-estima. Diria que puxam minha energia, mas não gosto de culpar os outros. Gosto da minha solidão e da quietude. Tudo no lugar, tudo dentro do planejado. Meu lado virginiano transparece.

Parte de mim se esvai com os passos das pessoas nas ruas enquanto dou tchau aos parentes que acabam de sair. Ainda sinto os ombros pesados e a mandíbula contraída pelo estresse não intencional. E eu posso mergulhar no meu vazio banal.
Afinal, em que ira eu me transformo? A minha luxúria e minha gula não deixam clara a minha ânsia por cuidados, meu querido? Ou é essa transparência que o assusta? Não o quero muito perto. Isso vai me fazer quem você realmente é e o que eu observo já me basta.

Sua típica arrogância ainda me envergonha. Só que no final você passa por cima desse meu rosto rosado e eu aprecio a bela paisagem que se forma sem você no quadro.

São 00:41 de uma madrugada de domingo para a segunda-feira 14 de setembro de 2009.
Eu estou com sono. E acho que estou em crise de novo. Não sei justificar isso exatamente.

Boa Noite!

Hoje tive a felicidade de sonhar com o Allan. Era de manhã e não tinha ninguém em casa a não ser eu. Então, não se te dizer se eu acordei gritando, se eu acordei apenas, se estava sorrindo enquanto dormia. Mas posso descrever mais ou menos como foi o tal sonho.

Era de manhã (umas 6:30), no horário que eu pegava ônibus para ir pro Médio. Como estava atrasada (já estava no ponto de ônibus), eu subi em uma perua que ia pro terminal, assim teria mais condução pra chegar no colégio. 
Logo que entrei na perua, eu vi meu irmão ao fundo. Eu não parava de sorrir. Estava muito encantada com isso e gritei “KIM”. Todos da perua olharam pra mim, mas ignorei e fui direto falar com ele. Ele sorria. Estava com seu paletó de veludo que sempre gostou e uma camisa listrada, branca e verde, bem do jeito que ele gostava de se vestir. Não me lembro que calça estava usando, estava mais concentrada em olhar pra ele. 
Ele disse uma hora “Desce que depois eu te ligo”. Eu ignorei. Não lembro o que tinha dito a ele. Mas lembro que não estava acreditando, por isso, afaguei as costas dos dedos da mão direita em seu rosto. Eu SENTI a pele dele. Eu SEI que senti. Depois disso, ouve mais uns sorrisos e acordei. 
Entrei numa crise de choro, lógico. É uma coisa muito repressora você no fundo querer acreditar que uma pessoa que já se foi esteja viva, que tudo aquilo é uma maldita conspiração. Mas, não é. 
Sonhar que encontrei meu irmão numa perua, num sonho tão real, me fez acreditar que de fato era uma conspiração e tudo o mais. Acordar e sentir a frustração de que era só um sonho faz qualquer um ir abaixo. 
Ainda estou meio em choque, sei lá. Não quero ver gente conhecida hoje. Não quero ficar aguentando a futilidade das pessoas, os problemas delas. Isso me irrita. Quero só ficar ou em casa ou perto da minha mãe, sei lá. 
Depois de uma morte tão próxima e de uma pessoa tãoo querida, você perde a noção do que realmente é importante. Todo tipo de tristeza se torna banal. E isto se torna a única ferida pulsante que ninguém, NINGUÉM, a não ser nós mesmos pode mexer. 

A pele dele estava muito macia. 
*suspiro*

“Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?” – Wish You Were Here – Pink Floyd.
Boa Noite!

Meus 18 anos foram chegando e eu nem os senti chegar direito. Hoje de manhã uma moça ao telefone me perguntou a idade e confesso que travei um pouco para responder.
Mas, afinal, o que este registro de anos de vida realmente representa para mim? Independência, no mínimo! Definição de alguns passos futuros, como faculdade e/ou emprego, ou quem sabe, viajar. Não sei exatamente o que quero ainda. Mas é um começo saber o que não quero.

(agora começa o meu lado de desabafo raivoso, haha)

O que não quero é ter de continuar andando com pessoas de mentes fechadas ao meu redor. Como disse uma vez: “Sou deslocada entre os deslocadas. Seria eu tão abstrata assim?”. Não estou dizendo que não me adapto ao meio. Isso é uma necessidade humana quase básica de sobrevivência. Menciono o fato de que, por pura conveniência (profissional, no final das contas), eu evito dizer minhas reais opniões sobre as coisas. Talvez isso soe prepotente ou covarde, mas é meio que uma mão lava a outra. Além do que, isso é uma forma de eu me aproximar dos outros por interesse (técnica de guerra ou de comerciante, talvez) e valorizar os que realmente importam com a mostra do minha expressão real.
Enfim, descubro que não sou a única a pensar certas coisas. Desse modo, posso me encaixar em algum lugar, afinal.

Eu pretendia continuar este loooongo discurso. Mas estou com sono, haha. O técnico de volta está tirando minhas energias. No final de semana é provável que eu vá para praia e volte na segunda de feriado. Estou conseguindo parar de roer a unha, ler 3 livros ao mesmo tempo e me dedicar ao técnico. Tenho projetos em mente. Quem sabe, eles vêm à tona.

“And I’ll come, back soon just like you would
It’s useless, my name has made the list
And I wish, I gave you one last kiss” – Not Now – Blink 182
Boa Noite!

Eu sinto falta dos abraços, dos apertos, das risadas tímidas. Mas não exatamente de você. Você se tornou um mal pra mim. É só chegar perto que a pele arde, apesar da expressão alegre. É uma vontade de me encaixar no seus braços e ignorar os arranhões na nuca da minha consciência.
Não que isso faça diferença pra alguém como tu, é claro. Está tão distante que nem me percebe te observando. Você só está interessado naquilo que lhe agrada. Não o julgo por isso. Mas eu não consigo evitar aquela mulher que mora dentro de mim e sempre espera sempre um pouco a mais.
Enquanto isso, eu aguardo e penso.

O jeito é abraçar as minhas pernas, encaixar a cabeça nos joelhos, fingir que não machuca e te olhar do outro lado da avenida. Não adianta mais os sorrisos por trás da desconfiança. É um querer cuidar e ser cuidada (que você está longe de me oferecer, aliás, não é de você que eu anseio por isso).

Tento eu achar lógica e me perder em números. É mais fácil.
Assim, você pode ver emoção na sua risada calculada. Você não vai ser o idiota da vez por causa disso, certo?

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Estou com conjuntivite e de mal-humor.
Preciso de abraços, mas não posso tê-los.
E tenho de parar de postar coisas sem sentido, haha. Quem lê nem entende.

Aliás, o meu blog está com problema de hospedagem de imagem. Por isso que aparece apenas o preto e as letras. Vou tentar resolver isso o mais rápido possível. Senão, o jeito é fazer outro. ;/

“I feel you, relate to you, accuse you
Wash away us all, take us with the floods” – Floods – Pantera.
Boa Noite!

Tenho a ligeira impressão de que estou seguindo pelo caminho errado. Não errado. Eu diria o menos indicado para mim agora. Anda tendo tanta coisa na minha cabeça, sendo que a maiora eu considero banal ou descartável, mas, mesmo assim, é de importância fundamental para saber em que meio quero me ver no futuro. Não gosto de decidir as coisas a longo prazo. Eu tenho que depender de uma série de variáveis que, por mim, sempre são 50% x 50%.
50% de que eu entre na faculdade ano que vem, se depender dos meus estudos. 50% de chance de que entre algum tio legal pra cuidar de mim nos próximos tempos. 50% de chance de brigar com pessoas queridas em breve.
Não gosto de prever algo que não posso analisar com cautela. E, pra variar, eu sou um poço de humor inconstante. Nunca vi pior.
Te amo. Te odeio. Tanto Faz. Até que gosto, vai. É meio irritante. Tá aí, né, fazer o que? É legalzin.

Como diz minha velha e sábia Vó Irene: “Tudo a seu tempo. E se não for e o tempo passar, você teve mais tempo pra esperar fazendo outras coisas que anime seu tempo.”

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Mudando de assunto.
Um memê que eu adoro!

1. Agarrar o livro mais próximo
2. Abrir na página 161
3. Procurar a quinta frase completa
4. Colocar a frase no blog
5. Repassar para seis pessoas (e avisa-las)

“E, no entanto, depois que todos os termos negativos foram adicionados e a soma descartada, alguma coisa havia restado – e essa coisa estava centrada no cubículo de vidro que dominava metade do aposento com seu vazio claro.” – Fundação e Império – Isaac Asimov.

Mando para:
Nana;
Kinha;
Allan;
E Duh.

“Agora é pra valer
Esqueça o que eu disse para você!
Já não tem sido fácil… uouooouoooo” – Apenas Um Olhar – Rena, Daniel e Lucas 0o’ (cover NxZero, hauahuahua)
Boa Noite!

“Tadinha!” ele disse. E me abraçou. Dormi feliz ali.

O dia inteiro, a noite inteira, o seguinte também…Eu fiquei com sorriso nos lábios. Não pela consequencia física natural, mas sim, porque finalmente enfrentei um lado meu que a tanto queria saber como funcionava. Fico meio brava ao saber que, sem querer, acabei usando alguém para chegar a tal fim. Mas, sei que algo que eu posso concertar (ou ao menos tentar).

Percebi o quanto sou quieta. Digo, antes eu já me considerava reservada. Agora me vejo mil vezes mais. Direta, observadora, quieta, tímida…Aliás, tímida nem tanto. Quando eu quero me liberar, apenas o faço. E, em principal aquela noite, eu pude mostrar isso. E que noite!
Muito poucos sabem. E continuará assim. É uma coisa tão minha que a agarrarei durante muitas noites, tanto quanto me senti agarrada na própria hora dita.
Me vejo independente agora, apesar da solidão.
Essas fases súbitas ainda vão me enlouquecer como antes. E, ao invés de eu ficar aqui tentando expressar uma superfície, vou ser sugada pelo ócio manhoso.

“I have stood here before inside the pouring rain
With the world turning circles running ’round my brain
I guess i’m always hoping that you’ll end this reign
But it’s my destiny to be the king of pain” – King Of Pain – The Police.
Boa Noite!

Certo, eu passei um bom tempo sem dizer o que anda acontecendo na minha vida ultimamente.

O segundo módulo do técnico acabou e cm ele foi muitas das minhas preocupações. Parei a aula de bateria. O professor antigo precisou sair e eu achei o novo muito…professor demais, hauhauha. Além de que, o técnico tava pegando bonito as minhas energias e sem uma batera em casa, tava difícil manter tudo em dia.
Fiz uns estágios na gráfica do meu tio. Não pra ganhar dinheiro, foi pra ver como funcionava a rotina de empresa mesmo, o que eu precisava colocar em prática para não me sentir perdida caso começasse a trabalhar em breve.
Semana passada fiz o vestibular da Anhembi Morumbi de Design Digital, só para anlisar meus conhecimentos gerais. O resultado foi o fato de que preciso estudar (E MUITO) pro ENEM se eu quiser pegar ao menos um desconto na AM pelo PROUNI. Do contrário, farei a seguinte pergunta: pra que faculdade? :B

Quanto às pessoas, percebi quantos amigos bons tenho. Sério. Podemos não nos falar a 9238403840 anos, mas ainda somos amigos. Percebi que, por mais que os anos passem, certos trouxas indivíduos nunca mudam e que, apesar da falta de confiança e de eu não aceitar mais pessoas entrando na minha vida de forma, digamos, “paraquedista”, consegui perceber e fortalecer amizades verdadeiras. Acho que isso que vale. Para que pessoas novas na minha vida se as que já tenho me são suficiente?
Sim, ainda temo pelas pessoas ao redor. De certa forma, tento levar algumas comigo, mas de forma superficial e fria. Vou aprender o que preciso com elas, adquirir conhecimento através delas, mas sem nenhum contato sentimental com estas, não verdadeiro. Pode parecer ridículo, mas se for dar em merda, ao menos eu vou levar um tapa na cara que me valha algo.

Estou aproveitando as férias para voltar a ler. Agora estou lendo “A Fundação” do Isaac Asimov. Esse cara inspirou filmes como Star Wars, Eu, Robô e O Homem Bicentenário. Ele é bem a frente de sua época e, em parte, me lembra George Orwell nesse aspecto. Pretendo terminar a trilogia (A Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação) e depois re-começar o Cem Anos de Solidão do Gabriel García Márquez, que é o estilo de livro que mais gosto: estória simples. E por ser simples, faz você pensar.

A Fundação

Cem Anos de Solidão

Enfim, queridos, é isso que o que tem acontecido na minha vida. Além de dúvidas e várias contrariedades na minha cabeça, é isso que se passa pela minha mente, isso que me faz ter rugas, haha.

“I think of you
Oh, yes I do
Such a crime” – Sea Of Sorrow – Alice In Chains.
Boa Noite!

Eu estou para fazer meus 18 anos daqui 2 meses e 9 dias. Formada no médio, cursando técnico de Design Gráfico, tocando um básico de bateria, bohemia, com um irmão a menos, vivente de tantas coisas que eu nem imaginava….Das quais me orgulho. Sim, pode ter sido a pior merda, mas eu sei que ninguém além de mim poderia ter feito daquele jeito.
Idiota né?

Me sinto confusa ás vezes, com relação ao presente. Eu entendo como minhas decisões de agora podem influenciar no meu futuro. Mas, parece que é um futuro muito curto, entende? Quando vemos, o futuro já passou e foda-se o que você tinha feito. Me lembro da época do Cauê, quanta merda eu fiz…Na época do Léo também. Não faz tanto tempo assim, principalmente o Léo, mas parece que já se foram décadas desde tudo aquilo.

Fora que, me percebo fria diante de tudo. Ainda me sinto numa bolha. Não me apaixono mais como antes, não odeio como antes, me tornei uma total passiva.
A vida nos faz passivos. Nos faz perder a maldita emoção, a maldita intensidade e drama adolescente. Quanto mais crescemos, mais sérios ficamos, mais medrosos…Tudo em nome de que? Um maldito orgulho? “Oi, aguento tudo e não sofro.” Tá que eu não posso falar nada, de certa forma eu concordo com esta atitude que todos tomamos. É uma merda ficar sofrendo, saber que vai dar em merda e se meter nisso ainda.

Ah….nem sei mais do que tô falando.
Ainda me sinto deslocada. E duvido que alguém veja algo de diferente nisso, ainda mais se tratando de uma simples adolescente.

“Aruêêê Aruôôô
Metals war go alone” – Metal Massacre Attack – Massacration.
Boa Noite!