Hoje tive a felicidade de sonhar com o Allan. Era de manhã e não tinha ninguém em casa a não ser eu. Então, não se te dizer se eu acordei gritando, se eu acordei apenas, se estava sorrindo enquanto dormia. Mas posso descrever mais ou menos como foi o tal sonho.

Era de manhã (umas 6:30), no horário que eu pegava ônibus para ir pro Médio. Como estava atrasada (já estava no ponto de ônibus), eu subi em uma perua que ia pro terminal, assim teria mais condução pra chegar no colégio. 
Logo que entrei na perua, eu vi meu irmão ao fundo. Eu não parava de sorrir. Estava muito encantada com isso e gritei “KIM”. Todos da perua olharam pra mim, mas ignorei e fui direto falar com ele. Ele sorria. Estava com seu paletó de veludo que sempre gostou e uma camisa listrada, branca e verde, bem do jeito que ele gostava de se vestir. Não me lembro que calça estava usando, estava mais concentrada em olhar pra ele. 
Ele disse uma hora “Desce que depois eu te ligo”. Eu ignorei. Não lembro o que tinha dito a ele. Mas lembro que não estava acreditando, por isso, afaguei as costas dos dedos da mão direita em seu rosto. Eu SENTI a pele dele. Eu SEI que senti. Depois disso, ouve mais uns sorrisos e acordei. 
Entrei numa crise de choro, lógico. É uma coisa muito repressora você no fundo querer acreditar que uma pessoa que já se foi esteja viva, que tudo aquilo é uma maldita conspiração. Mas, não é. 
Sonhar que encontrei meu irmão numa perua, num sonho tão real, me fez acreditar que de fato era uma conspiração e tudo o mais. Acordar e sentir a frustração de que era só um sonho faz qualquer um ir abaixo. 
Ainda estou meio em choque, sei lá. Não quero ver gente conhecida hoje. Não quero ficar aguentando a futilidade das pessoas, os problemas delas. Isso me irrita. Quero só ficar ou em casa ou perto da minha mãe, sei lá. 
Depois de uma morte tão próxima e de uma pessoa tãoo querida, você perde a noção do que realmente é importante. Todo tipo de tristeza se torna banal. E isto se torna a única ferida pulsante que ninguém, NINGUÉM, a não ser nós mesmos pode mexer. 

A pele dele estava muito macia. 
*suspiro*

“Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?” – Wish You Were Here – Pink Floyd.
Boa Noite!

Meus 18 anos foram chegando e eu nem os senti chegar direito. Hoje de manhã uma moça ao telefone me perguntou a idade e confesso que travei um pouco para responder.
Mas, afinal, o que este registro de anos de vida realmente representa para mim? Independência, no mínimo! Definição de alguns passos futuros, como faculdade e/ou emprego, ou quem sabe, viajar. Não sei exatamente o que quero ainda. Mas é um começo saber o que não quero.

(agora começa o meu lado de desabafo raivoso, haha)

O que não quero é ter de continuar andando com pessoas de mentes fechadas ao meu redor. Como disse uma vez: “Sou deslocada entre os deslocadas. Seria eu tão abstrata assim?”. Não estou dizendo que não me adapto ao meio. Isso é uma necessidade humana quase básica de sobrevivência. Menciono o fato de que, por pura conveniência (profissional, no final das contas), eu evito dizer minhas reais opniões sobre as coisas. Talvez isso soe prepotente ou covarde, mas é meio que uma mão lava a outra. Além do que, isso é uma forma de eu me aproximar dos outros por interesse (técnica de guerra ou de comerciante, talvez) e valorizar os que realmente importam com a mostra do minha expressão real.
Enfim, descubro que não sou a única a pensar certas coisas. Desse modo, posso me encaixar em algum lugar, afinal.

Eu pretendia continuar este loooongo discurso. Mas estou com sono, haha. O técnico de volta está tirando minhas energias. No final de semana é provável que eu vá para praia e volte na segunda de feriado. Estou conseguindo parar de roer a unha, ler 3 livros ao mesmo tempo e me dedicar ao técnico. Tenho projetos em mente. Quem sabe, eles vêm à tona.

“And I’ll come, back soon just like you would
It’s useless, my name has made the list
And I wish, I gave you one last kiss” – Not Now – Blink 182
Boa Noite!

Eu sinto falta dos abraços, dos apertos, das risadas tímidas. Mas não exatamente de você. Você se tornou um mal pra mim. É só chegar perto que a pele arde, apesar da expressão alegre. É uma vontade de me encaixar no seus braços e ignorar os arranhões na nuca da minha consciência.
Não que isso faça diferença pra alguém como tu, é claro. Está tão distante que nem me percebe te observando. Você só está interessado naquilo que lhe agrada. Não o julgo por isso. Mas eu não consigo evitar aquela mulher que mora dentro de mim e sempre espera sempre um pouco a mais.
Enquanto isso, eu aguardo e penso.

O jeito é abraçar as minhas pernas, encaixar a cabeça nos joelhos, fingir que não machuca e te olhar do outro lado da avenida. Não adianta mais os sorrisos por trás da desconfiança. É um querer cuidar e ser cuidada (que você está longe de me oferecer, aliás, não é de você que eu anseio por isso).

Tento eu achar lógica e me perder em números. É mais fácil.
Assim, você pode ver emoção na sua risada calculada. Você não vai ser o idiota da vez por causa disso, certo?

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Estou com conjuntivite e de mal-humor.
Preciso de abraços, mas não posso tê-los.
E tenho de parar de postar coisas sem sentido, haha. Quem lê nem entende.

Aliás, o meu blog está com problema de hospedagem de imagem. Por isso que aparece apenas o preto e as letras. Vou tentar resolver isso o mais rápido possível. Senão, o jeito é fazer outro. ;/

“I feel you, relate to you, accuse you
Wash away us all, take us with the floods” – Floods – Pantera.
Boa Noite!

Tenho a ligeira impressão de que estou seguindo pelo caminho errado. Não errado. Eu diria o menos indicado para mim agora. Anda tendo tanta coisa na minha cabeça, sendo que a maiora eu considero banal ou descartável, mas, mesmo assim, é de importância fundamental para saber em que meio quero me ver no futuro. Não gosto de decidir as coisas a longo prazo. Eu tenho que depender de uma série de variáveis que, por mim, sempre são 50% x 50%.
50% de que eu entre na faculdade ano que vem, se depender dos meus estudos. 50% de chance de que entre algum tio legal pra cuidar de mim nos próximos tempos. 50% de chance de brigar com pessoas queridas em breve.
Não gosto de prever algo que não posso analisar com cautela. E, pra variar, eu sou um poço de humor inconstante. Nunca vi pior.
Te amo. Te odeio. Tanto Faz. Até que gosto, vai. É meio irritante. Tá aí, né, fazer o que? É legalzin.

Como diz minha velha e sábia Vó Irene: “Tudo a seu tempo. E se não for e o tempo passar, você teve mais tempo pra esperar fazendo outras coisas que anime seu tempo.”

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Mudando de assunto.
Um memê que eu adoro!

1. Agarrar o livro mais próximo
2. Abrir na página 161
3. Procurar a quinta frase completa
4. Colocar a frase no blog
5. Repassar para seis pessoas (e avisa-las)

“E, no entanto, depois que todos os termos negativos foram adicionados e a soma descartada, alguma coisa havia restado – e essa coisa estava centrada no cubículo de vidro que dominava metade do aposento com seu vazio claro.” – Fundação e Império – Isaac Asimov.

Mando para:
Nana;
Kinha;
Allan;
E Duh.

“Agora é pra valer
Esqueça o que eu disse para você!
Já não tem sido fácil… uouooouoooo” – Apenas Um Olhar – Rena, Daniel e Lucas 0o’ (cover NxZero, hauahuahua)
Boa Noite!

-É errado.
-Não. Errado é você se deixar levar pelos preceitos morais da sociedade.

-Você estará se enganando fazendo isso.
-Claro que não! Eu me enganaria se achasse que existe algo além do que aconteceu.

-E como os outros vão te ver? Sua imagem vai ficar horrível.
-A minha imagem pode ficar pior ainda se eu ligar pro que eles vão pensar. Eu não faço nada de ruim pra ninguém, não incomodo os outros, não sou canalha, tenho caráter, sei das minhas qualidades e é por causa delas que tenho tantos amigos queridos.

-Ele não presta pra você.
-Não é isso que eu estou procurando nele.

-Ele conhece seus amigos.
-E eu os dele. Há!

-Você pode esperar um outro alguém.
-Pra que? Pra ficar com a pulga atrás da orelha se ele vai ligar depois ou não? Tô fora. As itenções dele são bem claras. E é uma certeza que eu não quero jogar fora.

-E se você ficar no pé dele?
-Eu não deixarei isso acontecer. Nem que eu tenha que cortar o mal pela raiz. Além do que, já sou grandinha pra controlar essas coisas, certo?

-E se ele ficar no seu pé?
-Nada de “e se”. Má que porra, você hein!

-Você está fazendo isso para se auto-afirmar, para chamar a atenção.
-E se tiver? Ninguém tem a ver com isso. Eu só quero curtir e aprender as coisas.
Dá pra me deixar em paz, agora? Já percebeu que eu saí ganhando nessa. Chega de discussão. Eu me decidi e não é você quem vai me atrapalhar.

Esse poço de lógica ainda me mata.
Isso porque eu ainda tenho 17 anos (quase 18).
Quando tiver 37, vou ser uma dona de alguma coisa ou pertencer a um cargo alto de alguma empresa em crescimento, ter 2 filhos, separada e tida como “general do amor” nas rodas de amigos homens (caso eu continue na mesma linha que agora).
Isso parece legal.

“Can you remember remember my name
As I flow through your life
A thousand oceans I have flown” – Perfect Strangers – Deep Purple.
Boa Noite!

Eu não gosto de aproximações repentinas. Não gosto de invasões. Não gosto del pessoas “querendo ser” amiga minha. Odeio pessoas efusivas. Odeio pessoas que são “preciso que você precise de mim”. Odeio a ironia quando alguém tenta por ordem no barraco. Odeio sarcasmo e ironia quando há bronca em alguém.
E, mesmo assim, insistem em fazer isso.
Muitas pessoas odeiam aquelas pessoas que dizem “eu te amo” sem amar. Nunca existiu isso. Todos sabemos que esta é uma expressão muito forte e só deve ser usada com moderação. Pois bem, eu direi agora que amei praticamente todos que passaram pela minha vida, mesmo que só de vista, eu os amei. Não é um amor como um de amigo, é claro. Mas é uma explosão de sentimentos por alguem, mesmo que alguém alheio.
Eu amo meu irmão quando ele acorda e senta no sofá para ler o jornal. Eu amava o Allan quando nos encaixávamos no sofá menor para ver um filme. Amo minha mãe quando ela está lendo enquanto espera a água ferver para o café de manhã. Amo meu pai quando ele se interessa pelo meu dia. Amo o Lucas quando ele fala rindo. Amo o Patrick quando ele me faz rir. Amo a Monica quando ela conta suas histórias. Amo o Allan Loirão quando ele conta das suas garotas. Amo a Amanda quando ela fala de jeito afeminado, haha.
Amo o momento. Amo o fato da pessoa ter me dado aquele momento, seja de felicidade, seja de tristeza, ou raiva. Não quer dizer que eu queira a pessoa pelo eterno. Além do mais, eu nem acredito mais nisso. Só quero dizer que, só porque alguém disse eu te amo para 500 pessoas, pode ser tanto falsidade dela, quanto pode ser o meu caso. Eu amei todos sim, mesmo que por um segundo, eu os amei.

Eu entendo, isso foi um sinal de crise de carência ao extremo. Mas eu quero que saibam, de certa forma. Porque, assim como os amei, eu os odiei.
São sentimentos próximos, é claro.
Certo, vou parar de beber, hauhauah.

“It was tempting and bared,
The whoring angel rising
Now burning prayers,
My silent time of losing” – 10’s – Pantera.
Boa Noite!

Wallpaper:
Kings Of Leon. (provavelmente um show deles); Eu simplesmente AMO ficar colocando fotos de beldades do rock’n roll no meu desktop. Já teve Kurt Cobain, Jerry Cantrell, os lindinhos do Kings Of Leon, claro e, outra vez, O Corvo (Brandon Lee). Esse meu fanatismo por homens, viu.

barra lateral

Plugins:
Visualização de pastas e programas como o Windows Vista. Eu baixei faz pouco tempo e a adoro! Além da barra lateral super fofa, tem a barra abaixo super linda e o mouse que carrega com um círculo super lindo. Sou gay com isso, veja bem, haha!

Ícones: A começar pelos programas que mais uso em questão de trabalhar com imagens, ou fabricá-las: Adobe Photoshop e Adobe Illustrator CS3. Pretendo pegar o pacote Adobe CS4 ainda.
Abaixo, o capacete de um star trooper do Star Wars. Esse capacete é minha pasta. HAUAHA. Bem nerd, eu sei Mas é um dos meus itens de maior orgulho.
MSN, claro. Eu não gostei do ícone do novo Windows Live Messenger, então mudei. Vermelho é minha cor favorita, entããão.
FireFox é o navegador que eu uso e ponto! Então turbinei o ícone dele. Adorei este logo que vi.
Eu sempre usei Winamp desde que ele veio ao mundo. Prefiro mil vezes ele ao Media Player.
Esse ícone do Twitter é um que baixe para substituir o normal do TweetDeck. Meu irmão baixou o programa faz uns 4 meses e viciei. É um dos que deixo aberto sempre, ao invés de manter a aba do site no FireFox online.
The Sims 3, totalmente viciante e lindo e divertido e tudo de bom. *_*
Ragnarok. Faz um tempo que não jogo por conta do The Sims 3. Mas é sempre ver os fofinhos matando porings. ^.^
Ícone do UTorrent turbinado também.
Agora, esse símbolo do Blogger é para o Windows Live Writer. Esse post, por exemplo, estou postando dele. Uso ás vezes, apenas. É útil no sentido de que você consegue escrever visualizando como o post ficará no próprio layout. Além de que, guardo uns rascunhos que simplesmente não podem virar públicos, haha.
O CClenaer eu comecei a usar esse ano também. É bom pra tirar uns erros chatos do PC e jogar o lixo fora. ;)
Esse relógio de pokebola é uma nerdisse sem sentido minha. Pois, mesmo sendo da minha época, eu não assistia Pokemon. Apesar disso, acho essa bola um charme um símbolo da minha geração. Então, eu coloquei como fundo do relógio.
E, logo abaixo, o último item que é o de configurações da própria barra.

Em geral, meu desktop fica assim. O dia que mudar radicalmente, eu provavelmente mostrarei pra vocês. Caso queiram saber onde peguei os ícones personalizados e o pacote, comentem e eu pegarei os links. Só não deixo aqui hoje porque eu simplesmente estou com preguiça, haha.

“I’ ve been working awful hard for you
But you dont say, you just hold your breath
So I can’t touch what I haven’t yet” – True Love Way – Kings Of Leon.
Boa Noite!

“Tadinha!” ele disse. E me abraçou. Dormi feliz ali.

O dia inteiro, a noite inteira, o seguinte também…Eu fiquei com sorriso nos lábios. Não pela consequencia física natural, mas sim, porque finalmente enfrentei um lado meu que a tanto queria saber como funcionava. Fico meio brava ao saber que, sem querer, acabei usando alguém para chegar a tal fim. Mas, sei que algo que eu posso concertar (ou ao menos tentar).

Percebi o quanto sou quieta. Digo, antes eu já me considerava reservada. Agora me vejo mil vezes mais. Direta, observadora, quieta, tímida…Aliás, tímida nem tanto. Quando eu quero me liberar, apenas o faço. E, em principal aquela noite, eu pude mostrar isso. E que noite!
Muito poucos sabem. E continuará assim. É uma coisa tão minha que a agarrarei durante muitas noites, tanto quanto me senti agarrada na própria hora dita.
Me vejo independente agora, apesar da solidão.
Essas fases súbitas ainda vão me enlouquecer como antes. E, ao invés de eu ficar aqui tentando expressar uma superfície, vou ser sugada pelo ócio manhoso.

“I have stood here before inside the pouring rain
With the world turning circles running ’round my brain
I guess i’m always hoping that you’ll end this reign
But it’s my destiny to be the king of pain” – King Of Pain – The Police.
Boa Noite!

Certo, eu passei um bom tempo sem dizer o que anda acontecendo na minha vida ultimamente.

O segundo módulo do técnico acabou e cm ele foi muitas das minhas preocupações. Parei a aula de bateria. O professor antigo precisou sair e eu achei o novo muito…professor demais, hauhauha. Além de que, o técnico tava pegando bonito as minhas energias e sem uma batera em casa, tava difícil manter tudo em dia.
Fiz uns estágios na gráfica do meu tio. Não pra ganhar dinheiro, foi pra ver como funcionava a rotina de empresa mesmo, o que eu precisava colocar em prática para não me sentir perdida caso começasse a trabalhar em breve.
Semana passada fiz o vestibular da Anhembi Morumbi de Design Digital, só para anlisar meus conhecimentos gerais. O resultado foi o fato de que preciso estudar (E MUITO) pro ENEM se eu quiser pegar ao menos um desconto na AM pelo PROUNI. Do contrário, farei a seguinte pergunta: pra que faculdade? :B

Quanto às pessoas, percebi quantos amigos bons tenho. Sério. Podemos não nos falar a 9238403840 anos, mas ainda somos amigos. Percebi que, por mais que os anos passem, certos trouxas indivíduos nunca mudam e que, apesar da falta de confiança e de eu não aceitar mais pessoas entrando na minha vida de forma, digamos, “paraquedista”, consegui perceber e fortalecer amizades verdadeiras. Acho que isso que vale. Para que pessoas novas na minha vida se as que já tenho me são suficiente?
Sim, ainda temo pelas pessoas ao redor. De certa forma, tento levar algumas comigo, mas de forma superficial e fria. Vou aprender o que preciso com elas, adquirir conhecimento através delas, mas sem nenhum contato sentimental com estas, não verdadeiro. Pode parecer ridículo, mas se for dar em merda, ao menos eu vou levar um tapa na cara que me valha algo.

Estou aproveitando as férias para voltar a ler. Agora estou lendo “A Fundação” do Isaac Asimov. Esse cara inspirou filmes como Star Wars, Eu, Robô e O Homem Bicentenário. Ele é bem a frente de sua época e, em parte, me lembra George Orwell nesse aspecto. Pretendo terminar a trilogia (A Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação) e depois re-começar o Cem Anos de Solidão do Gabriel García Márquez, que é o estilo de livro que mais gosto: estória simples. E por ser simples, faz você pensar.

A Fundação

Cem Anos de Solidão

Enfim, queridos, é isso que o que tem acontecido na minha vida. Além de dúvidas e várias contrariedades na minha cabeça, é isso que se passa pela minha mente, isso que me faz ter rugas, haha.

“I think of you
Oh, yes I do
Such a crime” – Sea Of Sorrow – Alice In Chains.
Boa Noite!

Nossa…Mil anos que não posto. Mil perdões que peço. ;~

Ando pensativa, além de distraída com muitas coisas. Acho melhor assim. Ás vezes escrevo, confesso. Mas é uma coisa tão pessoal e tão momentânea que não vale ser pública.

Além disso, ando twittando tanto que esqueço de atualizar aqui, hauha.

Vim só pra tirar a poeira e pra dizer que estou viva, apesar da minha ausência. Entrei de férias essa semana e, sim, estou feliz.
Obrigada a todos que lêem aqui [ou só dão uma passadinha mesmo] e desculpem a demora. Em breve, quem sabe, eu mudo o layout e volte a postar no mesmo pique de antes.

“Lost inside my sick head
I live for you but I’m not alive
Take my hands before I kill
I still love you, I still burn” – Love, Hate, Love – Alice In Chains.
Boa Noite!

Eu estou para fazer meus 18 anos daqui 2 meses e 9 dias. Formada no médio, cursando técnico de Design Gráfico, tocando um básico de bateria, bohemia, com um irmão a menos, vivente de tantas coisas que eu nem imaginava….Das quais me orgulho. Sim, pode ter sido a pior merda, mas eu sei que ninguém além de mim poderia ter feito daquele jeito.
Idiota né?

Me sinto confusa ás vezes, com relação ao presente. Eu entendo como minhas decisões de agora podem influenciar no meu futuro. Mas, parece que é um futuro muito curto, entende? Quando vemos, o futuro já passou e foda-se o que você tinha feito. Me lembro da época do Cauê, quanta merda eu fiz…Na época do Léo também. Não faz tanto tempo assim, principalmente o Léo, mas parece que já se foram décadas desde tudo aquilo.

Fora que, me percebo fria diante de tudo. Ainda me sinto numa bolha. Não me apaixono mais como antes, não odeio como antes, me tornei uma total passiva.
A vida nos faz passivos. Nos faz perder a maldita emoção, a maldita intensidade e drama adolescente. Quanto mais crescemos, mais sérios ficamos, mais medrosos…Tudo em nome de que? Um maldito orgulho? “Oi, aguento tudo e não sofro.” Tá que eu não posso falar nada, de certa forma eu concordo com esta atitude que todos tomamos. É uma merda ficar sofrendo, saber que vai dar em merda e se meter nisso ainda.

Ah….nem sei mais do que tô falando.
Ainda me sinto deslocada. E duvido que alguém veja algo de diferente nisso, ainda mais se tratando de uma simples adolescente.

“Aruêêê Aruôôô
Metals war go alone” – Metal Massacre Attack – Massacration.
Boa Noite!

Estava eu voltando de um bom dia de compras com minha mãe, quando discutíavamos alguns livros. De repente ela me surge com a pergunta: “Por que você não escreve?“. Disse que minha cabeça não é tão genial assim. Mas não deixei de pensar na possibilidade.
Digo, faço design gráfico e tudo. Confesso que a área que simplesmente mais me chama a atenção é a parte técnica e a parte textual e calculada da área. Não digo isso só porque não sei desenhar, mas é que o que eu sempre achei pertinente nessa área de comunicação é: do que adianta uma super ilustração, um anúncio todo bem elaborado e inovador se há palavras escritas de maneira incorreta? Sei que não escrevo corretamente o tempo todo. Oras, sou humana também, vá.
A área técnica me atrai porque é uma coisa de lógica. Pra quem entende do assunto, parece que, de repente, tudo parece muito óbvio. E acho isso bom. Útil, digamos.
Não sei bem. Como disse, desde a morte do meu irmão, estou revendo valores. Incluindo, é claro, o que se trata do meu futuro profissional.
Parece idiota, mas parece que quanto mais eu tento saber o que quero fazer da vida, mais eu me perco. Eu duvido que eu me ache profissionalmente tão rápido.

Vendo bem, acho que não nasci para escrever.
Me confundo muito num assunto só. Mudo de assunto num mesmo parágrafo.

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As poucas vezes que o vi me fizeram pensar nestes eternos. Eu poderia morrer, sentir ele lá, no meu enterro, me contemplando, mas nunca tendo tocá-lo (a não ser pelos comprimentos que são apenas vagas lembranças de seu perfume). Sem nunca saber qual a banda preferida dele, o que ele mais gosta de comer, quais são suas aflições, o que o irrita, o que o excita. Quais são suas estórias… Nem ele saberá as minhas. Separados por uma barreira transparente que construímos com nossos próprios punhos fechados e litros sangue pulsante (que por um acaso, tem genes em comum), além da possível distorção que cada pessoa próxima a nós causou na nossa mente quando nos vemos em mesmo plano visual. Você me fez, até agora, 4 dias mais real. Ou, ao contrário, irreal. Tanto faz, na verdade. É que eu simplesmente não me achei mais perdida nestas horas. Me achei com um foco. Que por um acaso, era te perceber. Me preocupar com o tal do estranho das festas.
Espero que você ainda seja o estranho. Aproximações me fazem perder o conto de fadas que você representa de certa forma pra mim. Aliás, foda-se. Nos aproximaremos então. Não gosto mais quando me chamam de Branca de Neve quanto antes. Desde que você seja existente, as portas se entre-abrem.
Vejamos…

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Eu entendo se você ler isso e talvez achar idiota ou até mesmo cretino da minha parte. Eu não ligo, desde que você nunca fale. Compreenda que se eu não colocar isto aqui, uma parte da minha cabeça vai embora numa madrugada de sábado pós-dia dos namorados.
Eu nem sabia seu nome…

“And now the time has gone
Another time undone” – Untitled – The Cure.
Boa Noite!

Bom, desde a morte do meu irmão, como se já fosse de se esperar, cada um aqui em casa meio que reavaliou seus conceitos (mesmo que em segredo). Como vemos a vida? Como lhe damos com nossas decisões corriqueiras? Como tratamos com quem amamos? Ou ainda e, principalmente, o que realmente devemos levar desta vida, o que devemos VIVER de fato para nos declararmos, enfim, no mínimo dignos de uma morte feliz?
Ao menos são as estas questões batem na minha cabeça.
Digo, não deixei de sair, nem de falar besteira, menos ainda de analisar as pessoas em secreto. Suas ações e reações. Tentar entedê-las. E como me dou com elas. Além de que, por mais que devesse, não, eu não peguei pesado no técnico, nem sequer mexi nos meus planos futuros[talvez por falta de cabeça para]. Acho que, por mais que trabalhar, estudar e “fazer parte da sociedade” me faça crescer, não vejo como peça fundamental.
Ultimamente tenho vontade de ficar perto da minha família, amigos, colegas, percebê-los e ser percebida por eles. Do que adianta eles estarem do meu lado se eu não sei como me aproximar deles. Dispenso preocupações comigo. Sério. Muitas atitudes minhas, sem querer, se fizeram mudar por conta da morte do Allan. Digo, se ele estivesse aqui, eu tenho certeza de que iria reagir de forma diferente perante certas situações. Iria reagir de uma maneira idiota…Burra até. E agora, vejo como tenho que ser madura, aliás, como a morte do Allan me amadureceu e me fez pensar “hey, é bom você se cuidar e não dar problemas. É dor demais pra aguentar mais preocupações desncessárias de uma adolescente teimosa“.
Sei que esse pensamento levaria a maioria das pessoas a pensar no colégio, trabalho, enfim…
Mas, do fundo, eu não me vejo nesse meio. Ou tenha que dar mais a cara a tapa para perceber a importância. Aliás, re-perceber esta importância.

Eu vou parar de falar estas questões bobas. Sinto que não mudei esse meu lado de tentar passar uma pseudo-intelectualidade através do blog. Há….Inútil.

E pra variar, eu nem mesmo consegui me livrar das questões banais que tenho com os garotos. Por que essa maldita raça tem tanta influência sobre mim?

“Toll due bad dream come true
I lie dead gone under red sky” – Them Bones – Alice In Chains.
Boa Noite!

Bom, vou ser direta e reta. Falar tudo o que aconteceu.
Meu irmão faleceu sábado agora, dia 23. Ele sofreu um acidente de carro. Bateu com um caminhão e enfim, se foi.

De maneira curta, foi assim. Eu ainda estou me perguntando quando que vou tirar isso de fato da minha cabeça. JAMAIS conseguirei ver as coisas do mesmo jeito. Disso tenho certeza. Mas me parece que falta tirar todo um pedaço meu de tristeza para poder viver novamente. Ou colocarem um pedaço…A minha parte do Allan que se foi com ele. No fundo eu ainda atendo o telefone esperando que seja ele e que foi tudo um sonho ou disfarce….Uma grande conspiração.
Ainda não me toquei que meu irmão era aquele que estava no caixão. Ainda não to acreditando que fui eu quem insistiu pra segurar o caixão dele até o túmulo. Ainda não caiu a ficha de que era eu quem tava me segurando pra não chorar, para dar força à minha mãe que, a cada um que chegava no velório, ela caía em prantos. E ele, o MEU IRMÃO, não tava lá fisicamente para ajudá-la.

Que eu ainda tenho uma foto dele no meu celular, com aquele olhar pensativo dele. Meu irmão era lindo, aliás, É LINDO. Era nosso anjinho, como disse a minha cunhada. Ele era tão forte e agora, ele simplesmente não está mais aqui.

Ele se foi e eu sinto tanta, tanta falta dele.
E sim, eu quero um abraço e quero alguém cuidando de mim. Porque, cara, dói muito, dói demais.

 

A pior parte foi escolher a roupa. Os amigos chegando no velório. Na hora de dar a notícia, eu tinha ligado no automático, falei de forma fria e direta, minha voz nem ao menos chegou a tremer. Para consolar minha mãe, me entupi de floral calmante. Para cuidar do meu irmão, pensei que eu era a única para ele e, assim, tinha que ser forte. E para meu pai, eu sou filhinha, a pequena dele, por isso, tinha que me manter forte também.
Para os outros, pouco importava. Na verdade, não queria incomodá-los, aliás, todos estavam sofrendo. Meus amigos, bom…Eu também não quero atrapálha-los nem nada. Ficar tocando no mesmo assunto toda hora não me leva à nada. E, bom, eu confesso também, me distanciei tanto dos outros que nem sei mais com quem sentar e chorar. Sentar e me abrir de fato. Aliás, acho que talvez eu devesse reavaliar meus conceitos e sim, confiar mesmo nas pessoas que estão ao meu redor.

Perguntem quantas coisas quiserem. Eu não vou me recusar a dizer a não ser que ache realmente desncessário.

Minha cabeça dói.

Nem aparentava mais os 17 anos. Aliás, aparentava uns 17, 18 anos. Até uns 19 quando vestida de maneira usual. Tem a mania de encostar o dedo indicador no meio do óculos, ajustando o que não precisa ser ajustado.
Franze as sombrancelhas quando alguém a encara [é claro, quem não o faz] e depois dá risada.
Sorri toda vez que vê uma criança. E fecha a mão a cada indivíduo em seu caminho.

Digamos que agora ela está de saco-cheio.