Transborda o olhar em lugares inanimados. Absorve vozes em nome da distração. Cria tremores em suas dedos magros e insuficientes para alisar o cabelo da maneira nervosa que gosta de demosntrar.
O que você sente, o médico lhe pergunta. Frustração, raiva, insegurança, angústia, vontade de socar a minha própria cara, de fechar os olhos e sumir, de pegar a faca e trazer a dor de volta só para ver se tudo isso vale a pena de novo (sua inútil, ela pense em paralelo), saudade de quem não se pode sentir falta, tristeza, carência, raiva da carência, impotência, náusea, em resumo, tudo aquilo que um poeta diz sentir quando escreve, mas eu sou incopetente demais pra fazer alguma obra desse tipo que valha alguma breve olhada – ela pensa. “Dor de cabeça” por fim responde.
Acariciou as veias azuladas no pulso esquerdo e admirou sua tez tão branca e transparente, seu orgulho mais fútil depois de pensar que é a única com humor tão variado em um dia qualquer. Após tropeçar na calçada, de novo, lembra que não é tão invencível assim e que sua carapaça está para se quebrar diante de todos, sem que ela consiga descobrir onde começam as rachaduras. Sente o frio do medo. Reconhece seu fracasso determinado a tantos anos e admira o coração trancado a sete chaves pois sabe que, se alguém o tocá-lo, também pode destruí-lo.

“When you lose small mind,
You free your life” – Aerials – System Of A Down.
Boa Noite!

Próxima estação: Luz. Acesso à CPTM

Toda vez que ouço “CPTM”, imagino a voz metálica completando a frase com o significado da sigla “Céu Para Todos os Merdas“. E logo me vem à memória de que a estação Luz está bem distante da Paraíso. Penso nessa brincadeira de nomes de estaçãoes desde que comecei a usar metrô de fato.
Isso foi lá pros meus 14, 15 anos. Parece tarde, eu sei, mas no geral, eu só usava metrô ao lado da minha mãe quando era realmente necessário. Quando cheguei a esta idade, comecei a sair e reparar no transporte público de São Paulo. Em ônibus eu já reparei mais. Já senti frio na barriga ao torcer para que o motorista visse meu sinal. Agora encaro isso como rotina.
Mas o metrô não. Metrô é diferente. Eu gosto sempre de estar com os cabelos soltos e sem fone de ouvido quando o metrô pára na estação, assim posso ouvir o grito ensurdecedor que ele dá quando freia. Uma vez, fui até o Jabaquara e, a partir da Saúde mais ou menos, o grito agudo era constante e não se ouvia nada dentro do próprio transporte. Foi um dos momentos em que mais estremeci e mais me deleitei por dentro.
Além de que, fico me encarando enquanto ele ainda está em alta velocidade e consigo ver meu reflexo nas janelas. Parece que meu próprio demônio está ali, de pé, me olhando e apenas esperando o momento certo para pular no meu pescoço e me enforcar.
Já nas estações, é claro, todas as pessoas com tendência à depressão (como eu) gostam de observar os passantes de catracas e se atentar às seus incríveis detalhes. Já pensei em andar com um caderninho e uma caneta e anotar idéias que surgem nesses tempos em que olho as pessoas andando por aí, mas me veio à cabeça de que, infelizmente, seriam idéias iguais umas às outras.
Me lembro de alguns detalhes ao andar de metrô. Minha época do Abraços Grátis, quando andava com o Cauê e o Rafael, quando andava com o Leonardo, quando era de manhã e eu estava voltando dos rolês da Mônica, ou quando eu fiz minha única viagem para o Tatuapé. Memórias que eu guardo com carinho porque cada uma delas me lembra meu estado de espírito mais comum diante do minhocão e do espelho:

vazio.

Eu tinha certeza de que isso ia acontecer. Me vejo fadada ao decair dos olhos a toda vez que alguém os levanta.
Fica frio de novo.

“Night after night she lay alone in bed
Her eyes so open to the dark” – Charlotte Sometimes – The Cure.
Boa Noite!

Esgota. Nos faz engolir seco. Treme as minhas mãos e pernas. Esquenta as palmas e orelhas. Nos faz ter tiques momentâneos. Qualquer válvula de escape é válida. Fechar os olhos por 2 segundos alivia, mas não é suficiente. Tudo parece difuso e você não consegue focar nem ao que está na sua frente. Perco a respiração. Perco o controle. Parecem todos estarem olhando para nós, como se fôssemos diferenciados. Olhares nervosos se trocam rapidamente e nos fazem vermelhos nas bochechas. O coração bate mais forte, apesar da falta de ar nos pulmões. E, ás vezes, eu preciso parar e olhar para o nada, apenas para contemplar o simples e belo nada.

Isso era pra ser um ensaio sobre o que eu senti enquanto fazia a prova da FUVEST hoje de tarde. Mas se misturou com outras sensações. Raiva e paixão tão próximas assim? Estou com raiva de mim mesma porque não fui muito bem na FUVEST. E só uma paixão minha podia me dar essas sensações acima de maneira positiva. Aliás…acho que pode ser mais que paixão.
(sim, estou gay e com vontade de transparecer tudo, há!)

“What’s happening to me
I’m dying from the inside
Body hurts too much to feel
And pressure adds to pain” – Deliver Us From Evil – Bullet For My Valentine.
Boa Noite!

Que fique registrado este tempo. São 4:37 da tarde do dia 15 de novembro de 2009 (feriado da proclamação da República que, infelimente, caiu num domingo). E eu posso começar meu ensaio sobre ele (que poderá ou não ser o único a ser assim).

Você me diz que mergulha de cabeça em todas, enquanto eu só tive lá as minhas algumas. Me olha e me admira tão diretamente para cada visão periférica que mantenho alerta quando você está por perto. Ainda me concentro demais em absorver suas ações que acabo esquecendo de deixar o ar entrar nos meus pulmões. Você ainda me faz deixar todas as lágrimas que eu poderia derrarmar se transformarem no suor que aparecem na nossa pele sem aviso. Eu tremo com todo este calor ao redor de nossos ossos. E você ainda tem a coragem de envenenar meu sangue para que ele flua tão mais livremente e forte pelas minhas veias até chegar no meu rosto e me deixar rubra de novo. Que eu ainda te vejo melhor com os olhos fechados. Ouço melhor quando você não fala nada. E ainda me dou o luxo de ver as veias saltadas de suas mãos e braços, coisa que me faz suspirar e lembrar os apertos que você me dá, sendo estes apertos motivos de minhas risadas tão mais relaxadas. Além do prazer de ver seus olhos bem apertados enquanto respiramos o mesmo ar.
Perceba que agora meu medo não é mais de você, é de mim mesma. E que, apesar de não ser tão explícita e tão espontânea quanto você, não quer dizer que eu não esteja sentindo o mesmo.
Posso te olhar por esta eternidade que dura meus momentos com você? Porque você surgiu, se aproximou e resta um lugar vazio no meu abraço quando fica e eu vou agora.

Exponho minha maior fraqueza, enfim. Quando eu vou, eu vou mesmo. Ignoro ser tachada de romântica extrema. Não é todo dia que me sinto assim, então porque guardar este sorriso aberto? Concluo que somos iguais neste aspecto, pensando na saudade.

“Diz pra mim, o que é que foi,
Quem roubou meu bem querer?
Que hoje é assim,
Tanta dor,
E eu sinto tanta falta de você.” – Com Você Não Vou Ter Medo – Dance Of Days.
Boa Noite!

Tudo bem, isto é mais para tomar nota do que para expressar qualquer coisa exatamente.
Coisas que podem mudar minha vida (e ao mesmo tempo, não podem):
-Meu TCC ficar uma merda, o que resulta em repetição de módulo e, conseqüentemente, um maldito atraso de um semestre em um momento da minha vida;
-Meu livro infantil não ficar pronto a tempo, o que também me atrasaria;
-Eu esquecer minha idéia para o clipe do Estevan. Até agora ela ainda está fresca na memória, mas é bom escrever logo;
-Eu não passar em nenhuma faculdade;
-Passar em uma faculdade, mas ela ser cara pra burro e eu não conseguir pagar;
-Não conseguir terminar meu quarto até o Natal (sério, quero me mudar LOGO pro meu canto);
-Conseguir fazer TUDO isso com direito a voltar pra bateria ano que vem sem receio.

Certo, isso corresponde as coisas que envolvem lado profissional e doméstico.
Internamente, eu não sei exatamente o que quero de mim mesma.
Não sei explicar as variáveis exatamente.
-Acho que implica se vou continuar desconfiando de tudo e todos ou se você confiar um pouco no que pareço ver;
-Se vou me atentar a sorrir pra todos aqueles que merecem;
-E se vou tomar mais cuidado para onde olho, onde piso e com quem ando.

De repente, me sinto livre e serena.

“Hey, you had time to think it out, yeah
Hey, Your weak will won’t help her heal her heart
Hey, I’ll bet it really eats you up” – Again – Alice In Chains.
Boa Noite!

Me apego aos fatos. Deles não tiro emoção porque, para mim, todos sabem que assim é melhor. Me agarro com todas as forças, lágrimas, sorrisos desesperados e olhares inocentes que posso lançar. E é fato que ainda vasculho meu passado procurando as respostas do meu futuro. É fato que ainda fecho os olhos para tudo ver. E é fato que eu não deveria fazer isso.
Parece que nos ápices de minha vida, eu me vejo em declínio psicológico. De ano em ano, não mudou muita coisa. Parece tão meticulosamente programado. E já faz tanto tempo.

E esqueço de avisar que gosto de ver os olhares curiosos e medrosos. Fato que sou sádica disfarçada.

“Sou deslocada entre os deslocadas. Seria eu tão abstrata assim?”

———————————————–
A correria do TCC me deixa com a cabeça com mais vontade de liberar uma raiva e stress de qualquer formiga que passe por minha vida. Só mais um mês…E estarei livre. Estranho é que só na raiva e na tristeza me vejo inspirada. Faça disso uma filosofia e defina que todos os escritores de sucesso são depressivos compulsivos.
E é exatamente por isso que eu prefirro números.

“E é tão ruim pensar
Que não há nada que eu possa fazer
E nada que me afaste de ser assim
E querer provar tudo
E ter respostas a todas as perguntas.” – Antítese – Dance Of Days.
Boa Noite!

Já ouço eles se arrumando antes mesmo dela me chamar
Tória, precisa de dinheiro, filha?
Não, mãe. Tô bem.”
Ela logo se despede enquanto eu olho no despertador vintage preto: 6:30. Horário sempre igual.
Inconsciência.
9:30 exatamente eu acordo, olho no mesmo relógio e penso sempre “mais uma hora pra enrolar na cama. Que maravilha!” Dou uma esticada e fico aproveitando meu momento solitário pra ficar pensando na morte da bezerra e em como meu dia pode ser legal ou terrível ao mesmo tempo.
Inconsciência.
Acordo uns 2 minutos antes do meu celular vibrar e tocar “Wake Up” do Project46.
10:30
Sento na cama, abro o armário e escolho a roupa para usar no colégio. Tento lembrar se posso lavar o cabelo ou se devo esperar mais um dia. Separo a cortina e vejo o céu. Eu realmente adoro quando está nublado, apesar do calor escaldante e não há risco de chover. Um tempo meio raro de acontecer, mas é perfeito para me deixar de bom humor logo de cara (o que também é raro). Sendo assim, pego minhas coisas e vou pro banheiro. No meio do caminho, rapto o rádio e coloco no último volume a Kiss FM (102, 1).
No banho, danço conforme a música, canto tão bem quanto a Sandy e ainda tenho tempo de ficar encarando os peixinhos da cortina de plástico que serve de Box temporário. Desligo o rádio e me encaro terrivelmente no espelho. Faço umas caretas. E me examino para ver se está tudo em ordem. Depois desse ritual, eu começo a me secar e a me aprontar.
Uma vez estando minimamente pronta, desço e tomo meu café até as 11:30 assistindo alguma coisa boba na TV. Geralmente um desenho ou um filme dramático. Dificilmente vou além. Subo e vejo o que quero ver na internet. Se for o caso, prolongo minha estadia na cadeira e faço trabalho. Mas é um ato incomum. Apenas vejo e-mails, redes sociais e blogs interessantes ao meu pseudo-sarcasmo.
12:00, 12:10 eu desligo o PC e começo a me maquiar. Para garotas sem prática, passar o delineador e fazer o look “cat” ainda é meio difícil, mesmo que seja um exercício diário. Encaixo meu tênis, arrumo minha bolsa e logo desço para almoçar (há vezes que troco o almoço pela louça lavada e por um corpo mais magro, psicologicamente falando). Escovo meus dentes e lá me vou em mais um dia no técnico.
13:00.
Subo a rua com a cautela de não olhar nos olhos dos vizinhos quarentões que nada fazem da vida a não ser olhar a rua e beber cerveja. Ligo o mp3 do celular e me abstenho.
Inconsciência.

E aí, às 10 horas e 9 minutos da noite do dia 6 de novembro, eu me pergunto o porquê de estar descrevendo minhas manhãs comuns para vocês de maneira tão aleatória e aberta.
E eu respondo!
Este ensaio de memória serve para eu lembrar como estão as coisas comigo mesma antes de me afogar em trabalhos, vestibulares e possíveis corações flutuando (este último não é certeza. acho que tenho medo de ter certeza. PORRA! Tenho medo de tudo. ¬¬’).
Ok, eu ainda não me entendo por completo. Alguém se entende, aliás?
E, apesar de ser atrasilda às vezes, eu sou viciada em horários perfeitos em todos os lugares.

“Severed myself from my whole life
Cut out the only thing that was right
What If I never saw you again
I’d die right next to you in the end ” – Danger Keep Away – Slipknot.
Boa Noite!

Eu consigo ouvir as risadas, as broncas, os comentários no meio dos filmes. Ele reclamando do barulho enquanto eu lavava a louça e ele ficava esticado no sofá vendo TV e comendo alguma besteira. Ou ele me acordando de manhã pra saber se pode pegar meu mp3.
Acho estranho quando pegam no meu braço e não é ele. Pra qualquer camisa social, qualquer cinto e sapato de bico quadrado masculino, eu lembro de uma situação. Para cada saia, vestido curto ou blusa decotada que eu olho, penso no que ele ia falar. Cada garoto que passa pela minha vida, seja de forma breve, seja amigo de longa data, ele sempre, sempre tirou onda deles.
Eu nunca o abracei muito. E nem o beijei no rosto muito. E acho que nunca disse que o amava. Ao contrário, em várias brigas já disse o que não devia.
Adorava quando ele me fazia rir ou se juntava a mim para tirar sarro do nosso irmão do meio. E quando ele tinha medo de se aproximar de mim quando estava triste ou nervosa. Quando ele perguntava quem era o cara que eu estava falando tanto.
Eu sinto falta dele todo dia. Todo dia.
De quando trocávamos de canal e estava passando “11 Homens e um segredo” (ou suas continuações), “Patch Adams” ou qualquer outro filme que gostávamos. De como ele queria se parecer com a personagem do Brad Pitt na série “11 Homens e Um Segredo”, porque ele usava terno, tinha uma tattoo linda no braço e passava o dia inteiro comendo besteiras, além de cuidar de hotéis e roubar cassinos. Era a pose que ele adorava vestir.

Já fazem 5 meses. É estranho porque me bate um aperto em dias que nada lembram a morte dele. Eu sei que agora ele está bem. Está me boas mãos.
E eu tenho que ficar bem, porque, afinal, a vida continua. É uma pena que a saudade que sinto por ele eu só possa matar daqui muito tempo ainda…

Anda com a maquiagem ainda imperfeita, mas só se reconhece o traço errado de perto. Prefere mostrar as pernas e a nuca nuas, apesar de olhar feio os homens de meia-idade que comentam da brancura dos membros inferiores.
Gosta de piscar e olhar pra cima, como cena de filme, assim, pode parecer interessante para quem lhe olha com cautela. Com o mesmo propósito, coloca a mão na boca para pensar e olha com visão periférica quem, por um acaso, achou isso de destaque na moça.

Através de mensagens de falsas atrações, ela nem se preocupa, na verdade, em verificar se isso pode ser durável ou não. O objetivo é observar as reações, mas não vivenciá-las, muito menos ter elas por perto durante muito tempo. Abraça a solidão como quem come com fome um prato feito em casa, mas querendo que fosse almoçar fora.
Não sabe se é preguiça. Não sabe se é falta de jeito ou má-impressão que causa sem querer. Não sabe se é azar. Ou se é porque nasceu para ser mais uma mulher revolucionária que se dedica em mostrar ao mundo que ela existe do que conseguir enlaçar aquele que talvez a satisfaça emocionalmente, fisicamente e intelectualmente.

Ela, que se sente diferente, quer o diferente para seus abraços. E todos parecem tão iguais, não importa aonde estejam, quem sejam, quando sejam…Todos iguais.

Isso irrita tanto.

“Nothing will hold,
Nothing will fit,
Into the cold,
No smile on your lips,
Living in the ice age.” – Living in the ice age – Joy Division
Boa Noite!

Assistir dois ou três filmes água-com-açúcar ao mesmo tempo.
Sentir o sol batendo no rosto num dia frio e me esquentar com a luz amarela cegante.
Sentir o rosto corar ao olhar pra alguém bonito e esse alguém retribuir.
Ter um dia produtivo e me sentir últi e organizada.
Ouvir minha mãe dar risada.
Ouvir meus irmãos darem risada.
Competir com alguém de quem estrala mais o que no corpo.
Comer pouco e me sentir mais magra.
Comer muito e me sentir livre.
Lembrar de tudo, mesmo tendo bebido mais que todos.
Ver crianças se divertirem com algo que eu me diverti também.
Sentir os calos das mãos masculinas que posso segurar.
Saber que dormi muito bem ao ver o travesseiro molhado de baba.
Sair do salão de beleza pensando que sofri, mas a-rra-sei.
Dar beijos estalados na bochecha dos amigos.
Dar um abraço forte nos amigos.
Dar um abraço forte nos seus familiares favoritos.
Imaginar como vai ser quando tiver reunião familiar em casa e as crianças correndo pela sala, ao invés de primos, serem filhos e sobrinhos.
O cafuné que minha mãe faz quando estou no sofá.
Tomar banho ouvindo as músicas que tocaram na sua infância e saber cantar junto ainda.
Ficar horas no banheiro, passando todos os cremes e escovando o cabelo várias vezes só para colocar o pijama, pegar uma caixa de chocolate e ver um filme qualquer.
Sorrir sem medo.
Olhar sem medo.
Ter borboletas no meu estômago por alguém e sorrir, pois estas borboletas fazem cócegas.
Fazer caretas no espelho porque me sinto sexy com qualquer expressão.
Ficar sozinha em casa e concluir tudo isso pensando em um texto alegre pra variar.

“Does my mind mean more to you
Cause if I carry on
Deliver us from evil
Screaming for your vanity” – Deliver Us From Evil – Bullet For My Valentine.
Boa noite!

No começo, eu era apenas uma aluna esforçada. Era uma criança fofinha e lindinha que queria atenção dos professores. Conforme fui crescendo, meu começo de adolescência foi terrível. Eu espichei, me tornei magra demais, dentuça demais, rabugenta demais e, em resumo, feia demais. Apesar da inteligência e senso de percepção mais elevado do que o do geral.
Eu passai praticamente 4 anos seguidos da minha vida sendo xingada e sofrendo um príncipio de bullyng na escola porque eu era feia e as outras garotas bonitas e emancipadas (porém, meio burrinhas. Uma ou outra salvava).
Antes de tudo, eu estudava numa escola particular. Não tinha tantos filhinhos-de-papai quanto agora. E nem havia tanta má educação quanto a que vejo hoje no mesmo colégio (minha mãe trabalha lá e conta umas coisas terríveis). Mas, sempre houve aquela coisa de quem era mais rico que quem, ou, quem podia ir mais na balada, quem beijava mais quem, enfim, quem podia mais o que. E nessas, eu tentava mostrar que a minha inteligência era a maior entre os outros, apesar deu ser feia, dentuça e magrela e, claro, NERD. Era pedir para ser aloprada. Mas, nunca mudei minha mentalidade sobre isso. Aliás, piorei a situação.
Quando entrei na 6ª sééérie mais ou menos (pirralha master), comecei a ouvir Linkin Park, haha. E me achar a “fodona” porque era uma das poucas que gostava de rock da sala, além do cabeludo metidão (bota metido nisso) que era o charme da nossa turma. ¬¬’
Bom, esses tormentos foram até a 8ª série. No 1° ano, mudei de colégio e entrei numa escola pública (ETEC), daquelas que você tem que fazer o vestibulinho pra entrar (ou seja, sua inteligência finalmente é valorizada e levada a sério). Mudei de cabeça, mudei de jeito, mudei inclusive de valores, de notas, de amigos, de críticas, de modo de falar. Mudei tudo.

Me formei o ano passado nessa mesma escola pública. Eu sempre me perguntei se eu teria mudado tanto quanto mudei nestes últimos 3 anos se tivesse continuado naquela escola particular. Eu andei vendo fotos de quem estudava comigo.
A maioria dos meninos virou bombadinho filhinho-de-papai ou frustrados que não sabem o que querem da vida e fazem um cursinho ou faculdade qualquer para dizer que está fazendo algo. Quanto às meninas, são peitudas peruas que esticam as fotos para parecerem mais magras ou, também, pessoas frustradas que não sabem o que querem da vida e acabam fazer uma coisa qualquer.
Me parecem vazios e fúteis.
Lógico, tem suas exceções. Sempre há. Mas…São exceções. É o contrário do pessoal que se formou comigo e a maioria sabe o que quer, tem um real objetivo, dá valor ao que tem e não ficam desesperados se a menina lá da esquina deu mais que ela. E daí?

Acho que, se por um acaso eu re-encontrasse esse pessoal de novo, ou me sentiria orgulhosa, ou frustrada. Orgulhosa de ser como eu sou, diferente deles. Ou frustrada, porque, apesar de ter chegado onde cheguei, eles podem parecer mais felizes, mesmo sendo ignorantes (perante minha visão). Felicidade é ignorância? Conhecimento é um rumo certo para sucesso, percepção do que é ao nosso redor e parte de um caminho para depressão?
Não sei bem.

Acho que gosto demaaais de quem me tornei para voltar atrás e me tornar um deles. Tão iguais.

Eu pretendo fazer uma reforma no blog. Em breve, quando parar um pouco a pressão do Técnico e do ENEM. Me desejem sorte. :D

“I want to say it’s to me to change the world
Now I want to play today kicking down the door
Now I’ll be alright as long as I ain’t seen it all
Now I’mma hold you tight to that night we had a ball
We had a ball” – Ragoo – Kings Of Leon

Bom, depois de taaanto tempo, eu venho postar sem coisas tristes pra dizer. Mesmo porque, tanto quanto a felicidade excessiva, a tristeza também cansa. Então estou arranjando meus meio-termos.

Ultimamente tenho me dedicado ao extremo no técnico e pra estudar pro ENEM. Trabalhos e rotina tomaram conta de mim. Eu parei um pouco de me questionar. Foi uma coisa meio “pra que ficar me questionando e me lamuriando se eu tenho tanta coisa pra conquistar e fazer na minha vida, mesmo que isso siga os ‘padrões da sociedade’?”. Se eu continuasse nessa onda, seria um poço sem fim de morbidez tomando conta da minha cabeça, sendo que o melhor agora é eu saber trazer alegria ou, no mínimo, segurança pra minha família e amigos.
São tempos de mudanças (tanto é que pretendo mudar o visual do blog em breve, deixa eu ter mais tempo, haha).
Depois que fiz 18 anos, percebo os extremos que cheguei em tão pouco tempo (ou seria o suficiente?). 4 anos me mudaram MUITO. Foi uma mutação tanto interna quanto externa. Era uma radical femista, cabelos curtos, santa de boca, crítica com tudo e todos, abominava qualquer tipo de luxúria e quase quis ser presidente do país. Agora, sou uma feminista (há diferença entre feminista e femista), que aprova a liberdade de toda e qualquer forma de expressão, conhecida entre os amigos como “macho pra beber”, quer que o circo pegue fogo e a única coisa que critica são aqueles que criticam por demais aquilo que pouco conhecem ou sentiram na pele.
De repente, todos são banais, fúteis, tolos e massificados. Homossexualidade é aceita, mas não é bem vista. O governo ainda é visto como piada e não nos atinge. Ciúme é motivo para usar chantagem em cima dos outros. Desgraça é motivo para abusar dos outros.
Uma vez meu tio (irmão da minha mãe), disse uma coisa que realmente reflete ao que a maiorado do povão pensa. Ele disse “o que eu sei é que na sociedade o que importa é imagem”. Sinceramente, eu não me dei ao trabalho de corrigí-lo porque sei que, pela idade dele, seria uma coisa inútil. Se eu fosse feita de imagem, metade de mim estaria despedaçada. Acho que isso me instiga mais ainda a procurar aquilo que amoral ou “errado”. Eu já vi tudo aquilo que tem de bom nesse mundo, mas e o que tem de ruim? Será que tem graça? Porque a imagem que procurar isso importa tanto? No final, vamos todos nos formar no colégio, ou na faculdade, os amigos que pensam como nós vão ficar, vamos trabalhar e se manter no emprego depende de nossa capacidade de exercer a profissão que escolhemos, não da nossa imagem. Cuidar dos nossos filhos, prepará-los para o mundo (não para nós mesmos) exige conhecimento de vida, saber o que a sociedade é capaz de fazer quando você não segue seus padrões pois, se seu filho for o “diferente” em seu campo social, você tem o que dizer a ele. Tem como cuidar de suas feridas, tem como contar histórias parecidas e fazer ele compreender seu ponto de vista como mãe/pai.
Já me vi diante de encarar essa batalha da “imagem” antes. Agora parece mais dura, não sei bem. Ás vezes espero demais das pessoas ao meu redor e, as que menos espero, se revelam pensantes como eu.
Como disse, depois da morte do Allan, tudo me parece simples demais para me descabelar ou me deixar pra baixo. Não que eu jamais fique agora. Só que não dou tanta à importância àquilo que realmente, no final das contas, não tem importância.
Hahahaha, tô falando demais, né? Vou parar, desligar o computador, estudar, ler e dormir. Amanhã de manhã tenho que fazer uns trabalhos e, enfim, vou me aguentado nessa minha vida “certinha” até domingo, quando termina a prova do ENEM e eu vou ficar mais aliviada (indo bem ou não). Aliás, torçam por mim. =]
“You like to think you’re never wrong
(You live what you learn)
You have to act like you’re someone
(You live what you learn)
You want someone to hurt like you
(You live what you learn)
You want to share what you’ve been throught
(You live what you learn)” – Points Of Authority – Linkin Park
Boa Noite!

Quando eu choro, minha boca fica inchada, a maçã do rosto rosada, meu nariz e meus olhos vermelhos.

Quando eu choro, ninguém chega perto de mim. Eu prefiro usar este verbo sozinha, sendo assim, me esforço para fazê-lo em silêncio.
Quando eu choro, eu me forço, me esguelo até sair o máximo de lágrimas. Não gosto de ficar chorando de forma “picada”. Se for sofrer, sofra ao máximo e depois, tenha o alívio por um tempo inteiro.
Quando eu choro, eu vou ao banheiro, tranco a porta, me derramo em lágrimas e depois me encaro no espelho. Me olho até meu rosto se tornar um borrão cor-de-pele e eu sempre chegar à conclusão de que não sei quem eu sou.
Quando eu choro, eu libero a parte mais sensível que há por dentro, libero aquilo que não permito ninguém ver. Libero o que sou, mas não consigo enxergar.
Quando eu choro, me permito ser carente, me permito ser mulher, me permito ser humana, me permito ser uma garota normal que espera todo dia que este seja um dia diferente, e, no final das contas, em 2 anos ela nem se lembra.
Quando eu choro, quero ser aconchegada, quero que alguém de repente identifique os suspiros pesados e venha me acolher, venha mexer no cabelo na minha testa, venha me olhar com olhos curiosos que querem saber quem é esta moça de boca avermelhada e de expressão caída.
Quando eu choro…O mundo poderia cair que não ia fazer a mínima diferença.
Estranhamente, o mundo poderia cair que não ia fazer a mínima diferença se você simplesmente estivesse aqui, do meu lado, me fazendo chorar…
De felicidade.
TPM, saca.
“In the memory you’ll find me

Eyes burning up
The darkness holding me tightly
Until the sun rises up” – Forgotten – Linkin Park

Boa Noite!

Bate a baixo-estima. Diria que puxam minha energia, mas não gosto de culpar os outros. Gosto da minha solidão e da quietude. Tudo no lugar, tudo dentro do planejado. Meu lado virginiano transparece.

Parte de mim se esvai com os passos das pessoas nas ruas enquanto dou tchau aos parentes que acabam de sair. Ainda sinto os ombros pesados e a mandíbula contraída pelo estresse não intencional. E eu posso mergulhar no meu vazio banal.
Afinal, em que ira eu me transformo? A minha luxúria e minha gula não deixam clara a minha ânsia por cuidados, meu querido? Ou é essa transparência que o assusta? Não o quero muito perto. Isso vai me fazer quem você realmente é e o que eu observo já me basta.

Sua típica arrogância ainda me envergonha. Só que no final você passa por cima desse meu rosto rosado e eu aprecio a bela paisagem que se forma sem você no quadro.

São 00:41 de uma madrugada de domingo para a segunda-feira 14 de setembro de 2009.
Eu estou com sono. E acho que estou em crise de novo. Não sei justificar isso exatamente.

Boa Noite!

Meme que roubei da Danny Kitty.
É fácil: apenas responda as perguntas usando nome de músicas. :)

1- Descreva-se: Rotten Apple – Alice In Chains
2- O que as pessoas acham de você: One – Metallica
3- Como descreveria seu último relacionamento amoroso: Sex On Fire – Kings Of Leon
4- Descreva sua atual relação: Sex Type Thing – Stone Temple Pilots
5- Onde queria estar agora: Londo Calling – The Clash
6- O que pensa a respeito do Amor: Damage, Inc – Metallica
7- Como é sua vida: Highway To Hell – AC/DC
8- O que pediria se pudesse ter apenas um desejo: Money – Pink Floyd
9- Escreva uma frase sábia: Lying Is The Most Fun A Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off – Panic! At The Disco
10- Deixe uma frase para os próximos: Burn – Deep Purple

Tô meio sem assunto, com questionamentos na cabeça (mas ainda não estou pronta para colocá-los à mostra) e cansada.
É provável que eu fique postando inutilidades até que algo que eu realmente ache importante venha à tona.
Um beijo. :*
“It’s not a case of doing what’s right
It’s just the way I feel that matters
Tell me I’m wrong
I don’t really care” – Play For Today – The Cure.
Boa Noite!