futuro…. Sábado, Jun 13 2009 

Estava eu voltando de um bom dia de compras com minha mãe, quando discutíavamos alguns livros. De repente ela me surge com a pergunta: “Por que você não escreve?“. Disse que minha cabeça não é tão genial assim. Mas não deixei de pensar na possibilidade.
Digo, faço design gráfico e tudo. Confesso que a área que simplesmente mais me chama a atenção é a parte técnica e a parte textual e calculada da área. Não digo isso só porque não sei desenhar, mas é que o que eu sempre achei pertinente nessa área de comunicação é: do que adianta uma super ilustração, um anúncio todo bem elaborado e inovador se há palavras escritas de maneira incorreta? Sei que não escrevo corretamente o tempo todo. Oras, sou humana também, vá.
A área técnica me atrai porque é uma coisa de lógica. Pra quem entende do assunto, parece que, de repente, tudo parece muito óbvio. E acho isso bom. Útil, digamos.
Não sei bem. Como disse, desde a morte do meu irmão, estou revendo valores. Incluindo, é claro, o que se trata do meu futuro profissional.
Parece idiota, mas parece que quanto mais eu tento saber o que quero fazer da vida, mais eu me perco. Eu duvido que eu me ache profissionalmente tão rápido.

Vendo bem, acho que não nasci para escrever.
Me confundo muito num assunto só. Mudo de assunto num mesmo parágrafo.

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As poucas vezes que o vi me fizeram pensar nestes eternos. Eu poderia morrer, sentir ele lá, no meu enterro, me contemplando, mas nunca tendo tocá-lo (a não ser pelos comprimentos que são apenas vagas lembranças de seu perfume). Sem nunca saber qual a banda preferida dele, o que ele mais gosta de comer, quais são suas aflições, o que o irrita, o que o excita. Quais são suas estórias… Nem ele saberá as minhas. Separados por uma barreira transparente que construímos com nossos próprios punhos fechados e litros sangue pulsante (que por um acaso, tem genes em comum), além da possível distorção que cada pessoa próxima a nós causou na nossa mente quando nos vemos em mesmo plano visual. Você me fez, até agora, 4 dias mais real. Ou, ao contrário, irreal. Tanto faz, na verdade. É que eu simplesmente não me achei mais perdida nestas horas. Me achei com um foco. Que por um acaso, era te perceber. Me preocupar com o tal do estranho das festas.
Espero que você ainda seja o estranho. Aproximações me fazem perder o conto de fadas que você representa de certa forma pra mim. Aliás, foda-se. Nos aproximaremos então. Não gosto mais quando me chamam de Branca de Neve quanto antes. Desde que você seja existente, as portas se entre-abrem.
Vejamos…

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Eu entendo se você ler isso e talvez achar idiota ou até mesmo cretino da minha parte. Eu não ligo, desde que você nunca fale. Compreenda que se eu não colocar isto aqui, uma parte da minha cabeça vai embora numa madrugada de sábado pós-dia dos namorados.
Eu nem sabia seu nome…

“And now the time has gone
Another time undone” – Untitled – The Cure.
Boa Noite!

sumindo e assumindo. Sexta-Feira, Jun 12 2009 

Bom, desde a morte do meu irmão, como se já fosse de se esperar, cada um aqui em casa meio que reavaliou seus conceitos (mesmo que em segredo). Como vemos a vida? Como lhe damos com nossas decisões corriqueiras? Como tratamos com quem amamos? Ou ainda e, principalmente, o que realmente devemos levar desta vida, o que devemos VIVER de fato para nos declararmos, enfim, no mínimo dignos de uma morte feliz?
Ao menos são as estas questões batem na minha cabeça.
Digo, não deixei de sair, nem de falar besteira, menos ainda de analisar as pessoas em secreto. Suas ações e reações. Tentar entedê-las. E como me dou com elas. Além de que, por mais que devesse, não, eu não peguei pesado no técnico, nem sequer mexi nos meus planos futuros[talvez por falta de cabeça para]. Acho que, por mais que trabalhar, estudar e “fazer parte da sociedade” me faça crescer, não vejo como peça fundamental.
Ultimamente tenho vontade de ficar perto da minha família, amigos, colegas, percebê-los e ser percebida por eles. Do que adianta eles estarem do meu lado se eu não sei como me aproximar deles. Dispenso preocupações comigo. Sério. Muitas atitudes minhas, sem querer, se fizeram mudar por conta da morte do Allan. Digo, se ele estivesse aqui, eu tenho certeza de que iria reagir de forma diferente perante certas situações. Iria reagir de uma maneira idiota…Burra até. E agora, vejo como tenho que ser madura, aliás, como a morte do Allan me amadureceu e me fez pensar “hey, é bom você se cuidar e não dar problemas. É dor demais pra aguentar mais preocupações desncessárias de uma adolescente teimosa“.
Sei que esse pensamento levaria a maioria das pessoas a pensar no colégio, trabalho, enfim…
Mas, do fundo, eu não me vejo nesse meio. Ou tenha que dar mais a cara a tapa para perceber a importância. Aliás, re-perceber esta importância.

Eu vou parar de falar estas questões bobas. Sinto que não mudei esse meu lado de tentar passar uma pseudo-intelectualidade através do blog. Há….Inútil.

E pra variar, eu nem mesmo consegui me livrar das questões banais que tenho com os garotos. Por que essa maldita raça tem tanta influência sobre mim?

“Toll due bad dream come true
I lie dead gone under red sky” – Them Bones – Alice In Chains.
Boa Noite!

“ele se foi, mãe, meu irmão se foi.” Quinta-feira, Mai 28 2009 

Bom, vou ser direta e reta. Falar tudo o que aconteceu.
Meu irmão faleceu sábado agora, dia 23. Ele sofreu um acidente de carro. Bateu com um caminhão e enfim, se foi.

De maneira curta, foi assim. Eu ainda estou me perguntando quando que vou tirar isso de fato da minha cabeça. JAMAIS conseguirei ver as coisas do mesmo jeito. Disso tenho certeza. Mas me parece que falta tirar todo um pedaço meu de tristeza para poder viver novamente. Ou colocarem um pedaço…A minha parte do Allan que se foi com ele. No fundo eu ainda atendo o telefone esperando que seja ele e que foi tudo um sonho ou disfarce….Uma grande conspiração.
Ainda não me toquei que meu irmão era aquele que estava no caixão. Ainda não to acreditando que fui eu quem insistiu pra segurar o caixão dele até o túmulo. Ainda não caiu a ficha de que era eu quem tava me segurando pra não chorar, para dar força à minha mãe que, a cada um que chegava no velório, ela caía em prantos. E ele, o MEU IRMÃO, não tava lá fisicamente para ajudá-la.

Que eu ainda tenho uma foto dele no meu celular, com aquele olhar pensativo dele. Meu irmão era lindo, aliás, É LINDO. Era nosso anjinho, como disse a minha cunhada. Ele era tão forte e agora, ele simplesmente não está mais aqui.

Ele se foi e eu sinto tanta, tanta falta dele.
E sim, eu quero um abraço e quero alguém cuidando de mim. Porque, cara, dói muito, dói demais.

 

A pior parte foi escolher a roupa. Os amigos chegando no velório. Na hora de dar a notícia, eu tinha ligado no automático, falei de forma fria e direta, minha voz nem ao menos chegou a tremer. Para consolar minha mãe, me entupi de floral calmante. Para cuidar do meu irmão, pensei que eu era a única para ele e, assim, tinha que ser forte. E para meu pai, eu sou filhinha, a pequena dele, por isso, tinha que me manter forte também.
Para os outros, pouco importava. Na verdade, não queria incomodá-los, aliás, todos estavam sofrendo. Meus amigos, bom…Eu também não quero atrapálha-los nem nada. Ficar tocando no mesmo assunto toda hora não me leva à nada. E, bom, eu confesso também, me distanciei tanto dos outros que nem sei mais com quem sentar e chorar. Sentar e me abrir de fato. Aliás, acho que talvez eu devesse reavaliar meus conceitos e sim, confiar mesmo nas pessoas que estão ao meu redor.

Perguntem quantas coisas quiserem. Eu não vou me recusar a dizer a não ser que ache realmente desncessário.

Minha cabeça dói.

Sexta-Feira, Mai 22 2009 

Nem aparentava mais os 17 anos. Aliás, aparentava uns 17, 18 anos. Até uns 19 quando vestida de maneira usual. Tem a mania de encostar o dedo indicador no meio do óculos, ajustando o que não precisa ser ajustado.
Franze as sombrancelhas quando alguém a encara [é claro, quem não o faz] e depois dá risada.
Sorri toda vez que vê uma criança. E fecha a mão a cada indivíduo em seu caminho.

Digamos que agora ela está de saco-cheio.

crises existenciais, como sempre Segunda-feira, Mai 18 2009 

Hoje terminei o dia vendo “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” que estava passando na TV. Esse filme antes era um dos meus favoritos. Como toda adolescente, me identificava com a protagonista do longa. Principalmente no fato de ter medo de relacionamentos e também por me dedicar a ajudar os outros sem pensar em mim.
Mas veja bem o verbo: IDENTIFICAVA. Agora me parece um algo distante do que já fui. Ou tento buscar na minha raiz.
Logicamente, não dá pra comparar um filme à vida real. Filmes sempre acabam bem e é isso aí. A vida, bom, termina na morte que, de certa forma, chega até a ser bonita e romântica. “Passar dessa pra melhor”. Isso pode ser melhor que os créditos.
Não estou aqui pra falar da morte, na verdade.
Estou meio que pra desabafar, de novo, como ás vezes eu me sinto deslocada. Esse maldito orgulho me faz querer diferenciada ao invés de tentar me juntar à massa. Será ego mesmo?
O que estou buscando? Liberdade, mas ainda mantendo minhas virtudes, que agora não são tantas. Não sou a aluna mais dedicada da sala, não sou a filha comportada, não sou mais a sóbria que carrega os amigos [ao contrário, eles que me carregam], não nego a companhia de um homem por uma noite, não ligo se ele não vai me procurar depois, aliás, acho mais fácil se rolar algo hoje e ele nunca mais aparecer na minha frente.
Pra quem antes achava que transar mesmo só depois de 5 meses de namoro, eu virei um completo avesso do que já fui.
E quando me vem essas lembranças…Do que já fui…De como meus pais ainda me vêem, uma garota pura, decidida, que esteja apenas passando por uma fase [não descarto a idéia de], me sinto triste. Como se tivesse traído a minha mesma, talvez. Não bem isso. Sinto raiva…Porque nem como era antes e nem como sou hoje achei algo ou alguém pelo que realmente pudesse morrer, sem que isto ou este tenha me decepcionado de alguma forma.

Para uma postagem à 00:35 de uma segunda-feira, a única coisa que me falta é uma taça de vinho e um cara assistindo um filme no sofá, me esperando sentar ao lado dele para ele me acariciar os cabelos.

Tá, Victória…Vai sonhando.

“Like the coldest winter will
Heaven beside you… Hell within
And you think you have it still
Heaven inside you”
– Heaven Beside You – Alice In Chains.
Boa Noite!

das confissões Quarta-feira, Mai 13 2009 

Eu admito, o blog por mim anda abandandonado, mas não por falta de tempo. Falta de ter o que transmitir da minha cabeça pra qualquer outro lugar.
Não que ande vazia. É que ando numa estabilidade tamanha que há ausência de preocupação. Depois de tanta tempestade e de tanto sol desgraçado, eu fico na madrugada calma e calada.
Ainda quero ouvir susurros, claro.
Mas meio que essa vontade é apagada pelos meus tantos afazeres, tanto do técnico como projetos paralelos. Coisa profissional mesmo.
Ao mesmo tempo que tempo que me sinto distante, pareço não me importar mais. Não sou só eu assim, então que se foda!

Tentando parar com os assuntos sérios e falando dos meus projetos, ando com o técnico nas coxas, confesso. Essa semana é a 1ª Semana de Design Gráfico lá no Einstein, organizada pelos próprios alunos e, por semana de DG, os professores convidaram vários artistas, amigos deles, para dar palestras.
Ontem o cara que deu palestra, o Marco Cortez, foi gente finíssima mas me pareceu…”empresarial” demais. Lógico que ele tinha as artes dele e tudo. Mas ele me pareceu meio “da massa”. Talvez foi porque a palestra que ele deu era sobre assuntos de mercado de trabalho e tudo. Foi interessante, mas não é o que me atrai.
Já o Daniel Esteves me pareceu muito mais próximo da profissional que quero me tornar um dia. Ele é roteirista de HQ [Marco Cortez é ilustrador]. Além disso, me identifiquei com ele, claro, por ele ser roteirista, mas também porque ele, apesar de gostar das HQ’s “fantasia” [Watchmen, Sandman, Hellblazer, Preacher, etc...], ele apenas constrói coisas realistas, meio que transpondo o que acontece à sua volta pra HQ que ele produz. Acho isso mais interessante do que qualquer criação super-heróica.

Amanhã eu vou na gráfica onde meu tio trabalha, vou visitar pra saber como funciona o meio “trabalhístico” da coisa toda. Vai ser interessante. Me servir de guia também.
Enfim, estou entrando nos meus eixos.
Ou talvez seja fase…
Pouco importa na verdade.

“I won’t be the one to disappoint you anymore,
I know, I’ve said all this and that you’ve heard
It all before.” – Love Is Not A Competition (But I’m Winning) – Kaiser Chiefs.
Boa Noite!

Memê 100 coisas Domingo, Mai 3 2009 

Memê roubado da DannyKitty. ^^
É só riscar tudo o que já fiz desta lista enooooorme. xD~
Pode pegar quem quiser. ^^

1. Criou seu próprio blog.
2. Dormiu sob as estrelas.
3. Tocou numa banda.
4. Visitou o Havaí.
5. Viu uma chuva de meteoros.
6. Doou mais do que podia pra caridade.
7. Foi para a Disneylândia.
8. Escalou uma montanha.
9. Segurou um louva-deus.
10. Cantou solo.
11. Pulou de bungee jump.
12. Visitou Paris.
13. Viu uma tempestade de raios no mar.
14. Aprendeu uma forma de arte sozinho.
15. Adotou uma criança.
16. Teve infecção alimentar.
17. Visitou a Estátua da Liberdade(ou o Cristo Redentor).
18. Cultivou seus próprios vegetais.
19. Viu a Monalisa na França.
20. Dormiu num trem-leito.
21. Participou de uma luta de travesseiros.
22. Viajou pedindo carona.
23. Faltou por estar doente quando não estava.
24. Construiu um forte de neve.
25. Segurou um carneiro.
26. Mergulhou pelado.
27. Correu uma maratona.
28. Se escondeu em uma gôndola em Veneza.
29. Viu um eclipse total.
30. Viu o nascer e o pôr-do-sol.
31. Fez um home-run.
32. Esteve em um cruzeiro.
33. Viu as Niagara Falls ao vivo.
34. Visitou o lugar onde seus ancestrais nasceram.
35. Viu uma comunidade Amish.
36. Aprendeu uma língua nova sozinha.
37. Teve dinheiro o bastante pra ficar realmente satisfeito.
38. Viu a Torre Inclinada de Pisa.
39. Escalou nas rochas.
40. Viu “David” de Michelangelo.
41. Cantou karaokê.
42. Viu um géiser em erupção.
43. Pagou uma refeição para um estranho.
44. Visitou a África
45. Andou na praia à luz da lua.
46. Foi transportado por uma ambulância.
47. Teve um retrato seu pintado.
48. Pescou no alto-mar.
49. Viu a Capela Sistina.
50. Esteve no topo da Torre Eiffel em Paris.
51. Mergulhou ou fez snorkel.
52. Beijou na chuva.
53. Brincou na lama.
54. Foi à um cinema drive-in.
55. Foi ao cinema.
56. Visitou a Muralha da China.
57. Abriu seu próprio negócio.
58. Teve aula de artes marciais.
59. Visitou a Rússia.
60. Trabalhou em uma cozinha do sopão.
61. Vendeu biscoitos de escoteiras.
62. Admirou as baleias.
63. Ganhou flores sem motivo.
64. Doou sangue.
65. Pulou de pára-quedas.
66. Visitou um campo de concentração nazista.
67. Teve um cheque devolvido.
69. Salvou um brinquedo de infância.
70. Visitou o Lincoln Memorial.
71. Comeu caviar.
72. Fez um quilt.
73. Foi até Times Square.
74. Conheceu os Everglades.
75. Foi demitido.
76. Assistiu a mudança de guardas em Londres.
77. Quebrou um osso.
78. Andou em uma motocicleta de corrida.
79. Viu Grand Canyon ao vivo.
80. Publicou um livro.
81. Vistou o Vaticano.
82. Comprou um carro zero.
83. Andou em Jerusalém.
84. Teve uma foto sua no jornal.
85. Leu a Bíblia inteira. [não curti, haha]
86. Visitou a Casa Branca.
87. Matou e preparou um animal para comer.
88. Teve catapora.
89. Salvou a vida de alguém.
90. Participou de um júri.
91. Conheceu alguém famoso.
92. Participou de um clube do livro.
93. Perdeu um ente querido.
94. Teve um bebê.
95. Viu o Alamo ao vivo.
96. Nadou no Great Salt Lake.
97. Processou alguém ou foi processado.
98. Teve um celular.
99. Foi picado por uma abelha.
100. Foi ao Canal do Panamá.

Beijo pra galere.
Mals a demora.

Preciso pensar. õ.o
“Scary’s on the wall
Scary’s on his way” – We Die Young – Alice In Chains

Sumida Terça-feira, Abr 28 2009 

Eu peço desculpas pela minha ausência. Muitos trabalhos, muitos rolês com o pessoal, mas principalmente, trabalhos.
Eu ando ausente com todos. Amigos, família, ausente de tudo. Parece que eu tô cercada por um vidro invisível e nada do que acontece ao meu redor parece me atingir. Seja bom ou ruim.
Eu..me sinto sozinha. Presa e livre demais ao mesmo tempo. Os dias passam e eu esqueço. Eu tô existindo, não vivendo. E não consigo sair dessa. EU NÃO SEI O QUE FAZER PRA SAIR DESSA.

Juro que achava que era questão de crise adolescente feminina, entende?
De olhar pros meus amigos e perceber que estão todos felizes com suas namoradas e tudo. E, que mesmo aqueles sozinhos, guardam a dor da paixão por alguém.
E isso os completa.
Daí pensei “basta eu me apaixonar por alguém e esse alguém se apaixonar por mim”.
Tão besta.
Eu sinto a falta SIM de alguém me abraçando quando tá frio. De alguém com o braço no meu ombro só pra demonstrar “posse”. De alguém em quem pensar. De ter que me preocupar com o que dizer pro meu pai porque eu vou trazer um cara estranho pra casa e apresentá-lo como parte importante da minha vida. Eu sinto falta de me dedicar à alguém ou por alguém e saber que é recípocro. Eu sinto falta de um homem na minha vida.
Mas ao lado dele eu sei que vou me sentir presa, almejando uma liberdade inexistente. Ou talvez enjôe dele. Ou, como facilmente acontece, ele enjôe de mim.
Não vou negar tal realidade. Eu sei que sou uma pessoa totalmente carente de atenção. E quando alguém oferece de fato, eu agarro com todas as forças. Talvez agora nem tanto, por conta de ver meu passado com melhor análise e poder medir meus passos com mais precisão pelo menos.
Sinto falta de pensar em alguém. De ter um motivo.

Eu estou sozinha porque escolhi estar sozinha.
Eu estou “fora” por foi assim que quis. Tudo tão racional, tão frio.

Minha cabeça dói.

Que eu faço minha rotina. Terça-feira, Abr 14 2009 

Anda vazio. Oco. Nada.
Simples assim.
Dias repetidos que eu nem lembro quais são eles. Tão iguais que chegam a ser banais. Mas um registro de que estive lá este ano. Minha única prova de que fui real ali.
Que se não fosse pelos sorrisos dos amigos, talvez deva créditos também àqueles que nem sabem meu nome, diria que nasci apenas nos dias em que há a marca de meus dedos curiosos. Nem parecem lembranças. Soam mais como alucinações, até mesmo sonhos que lembramos depois de esquecer.
Me lembro das fotos. Me lembro dos pensamentos…Dos comentários.
Não parece intenso.

Não é o tal do cavalo branco que vai me acordar e me aprisionar.
Prefiro levantar sozinha e procurar aquilo que me faça tão louca quanto quando me via mordendo a maçã envenenada.

Não é à toa que amo quando há data, hora e, até mesmo, a música que eu estava ouvindo quando escrevo as coisas.
De fato, ainda não me fiz real em frente o espelho.

“Even though I’d be sacrifice,
You won’t try for me, not now.” – Missing – Evanescence.

Sem controle, de novo. Sexta-Feira, Abr 3 2009 

É. Sem controle sobre as emoções dela, de novo. Fica um sobe e desce de humor tão constante quanto um elevador [rima tosca, veja bem]. Um tal de se esconder no banheiro e encarar a porta que mal reflete seu corpo, respirar de forma ofegante, só pra lembrar que está vivendo.
Quando paro para refletir, soa como covardia, até mesmo, perda de tempo. Dispensável, inútil, ridículo. Mas infelizmente, é minha única maneira de liberar esse aperto que aparece e some como uma agulhada, tão ardida ás vezes.
Corrói. Um câncer de 15 minutos.

Agora só me resta parar, sentar e observar. Fazer algo não me parece mais ter sentido. É só seguir. Curtir o que tiver que curtir, sorrir quando for para sorrir, entristecer quando for para entristecer, se entediar, enfim, nessa coisa tão comum.
Do que estou reclamando exatamente? Já faz uns dois meses eu ainda estava sofrendo por um cara idiota, que agora me irrita as atitudes que antes me faziam sorrir de fato.
Eu quero outra paixão, é isso?
Não. É um algo mais. Não quero abrir mão da minha liberdade conquistada, antes tão almejada, por um merda qualquer. Como diz meu amigo, não vejo mais o final da estrada. No começo da corrida, não dá pra se ver a linha de chegada.

Enquanto nada aparece, aguardo de forma entorpercida. Sei que são dias esquecíveis [por exceção das festas, rolês, enfim]. Ao menos sei que não é um ciclo. Seria ridículo se o tornasse concreto.

“But no-one else can see.
The preservation of the martyr in me.” – Psychosocial – Slipknot.

dos erros e acertos Sexta-Feira, Mar 27 2009 

E quando vi, eu cresci.
Eu não vou entrar em assuntos nostálgicos de novo. Entendo que é época de parar para refletir o quanto simples 3 anos podem mudar nossa terrível vida. Mas, já é suficiente a sensação.

Me parece agora que eu ando mais real que antes. Quase todo dia eu tenho que tirar um tempo e ficar sozinha. Geralmente é numa cabine de banheiro. Apropriado até. Se vier alguma merda na cabeça, é lá que esta merda deve ficar. É como uma preparação para encarar o que estou vivendo. Esta mania me livrou de vários surtos, pânicos e decisões erradas.
Não que evitasse totalmente meus erros. Aliás, parar pra pensar antes de seguir em frente foi um excesso que fiz de forma errônea. Pensei de mais, agi de menos, aliás, agi no tempo certo, mas de forma desesperada, o que resultou situações catastróficas.
E agora, que penso de menos, penso se está certo, haha. Se ligar o “foda-se” e é isso aí é realmente a solução, se é realmente garantia de que eu vou rir mais do que chorar desta vez.
Só testando para ver, claro.
Mas mesmo assim, esta atitude me parece….vaga, fútil, sem sentido concreto.

Preciso parar de me preocupar com estas coisas.
Erros e acertos…O que é certo e o que é errado?

 

Nojento.

“I said I loved,
but I lied.” – This Love – Pantera.
Boa Noite!

Breve reflexão sobre mudanças. Segunda-feira, Mar 23 2009 

Mudar sempre é associado à evolução. Mesmo?
Eu participei da festa de formatura do meu ensino médio esse sábado. Me ver diante de tantas pessoas que entraram no mesmo colégio que eu, não com o mesmo ideal, mas com o mesmo olhar de surpresa foi estranho. Enfim, acabou. Passou. Chega de obrigações para reclamar. Agora é cada um por si nessa terra de gigantes que, de repente, nem são tão gigantes assim.
Reparei em como mudei tão rápido e de forma tão intensa nessa estadia no Einstein.
Digo, entrei achando que garotas que usavam saia e que se cuidavam demais eram pattys, haha, e que quem bebia ou falava palavrão faltava com respeito em relação às pessoas. Que conhecimento só se conseguia estudando, ganhando diplomas. Que quem não segue os padrões da massa não é digno de qualquer coisa bonita. Eu não acreditava em Deus por pura rebeldia.
De repente, me vejo com o mundo de pernas pro ar: descubro a cerveja, haha; Ando com pessoas relacionadas à música, um mundo que eu ainda não tinha explorado muito, começo a perceber que há muito mais o que aprender além do que está na sala de aula; começo a me rebelar perante meus pais, coisa que nunca tinha em mente; Descubro reais diferenças entre as pessoas, descubro ódio e amor verdadeiro, descubro os homens e as mulheres.

E agora, eu nem consigo mais sentir ou perceber que tudo isso aconteceu. Eu cresci, tanto fisicamente, quanto mentalmente e emocionalmente. Claro, isso atinge meu intelecto [não tanto quanto gostaria, haha, mas atinge]. Minha maneira de lhe dar com as coisas mudou. E muito! E fico feliz que isso tenha acontecido. Sei de muitas burradas que posso evitar com essas atitudes.
Me parece que todos os motivos pelos quais chorei foram banais. Os motivos de briga foram inúteis. Motivos de ódio ou de admiração, ridículos.
Aliás, não foram banais, nem inúteis e muito menos ridículos. É o mesmo que você comparar uma briga de adultos por dinheiro com a briga de duas meninas por puro ciúmes de bonecas. Igualmente importantes. Igualmente estressantes. E, com certeza, os dois tem escala máxima na formação do nosso caráter, do nosso eu.

Enfim, são coisas que todos sabemos.
Me vi com vontade de escrever sobre isso porque, bem, cresci e apareci.
Quero aparecer ainda mais, além disso. E espero que os senhores e as senhoritas pensem o mesmo.

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Passei no Top 13 do concurso Un Denier Soupir.
Tá aqui o selo. Muito obrigda, Nana. ^^

“Are you ready for the time of your life?” – Vendetta – Slipknot.
Boa Noite!

Antes estranha do que reprimida. Domingo, Mar 15 2009 

Ontem foi um dia memorável. Eu confesso que estou num estado de felicidade altíssimo, apesar da pequena ressaca caindo sobre os ombros.
Eu não vou dar grandes detalhes. O negócio foi que eu saí de casa com a intenção de não beber tanto, conhecer gente nova e me soltar um pouco mais. Eu pretendia, haha, até ficar com uma das pessoas que foram, mas não deu.
Enfim…No começo, eu confesso que fiquei quieta, estava meio desconfortável. Não me achava com assuntos para compartilhar. Das três pessoas que saíram comigo, só conhecia uma, sendo que essa uma, aliás, sendo que ele não falava muito. Enfim, conforme o tempo foi passando, eu desencanei e resolvi me divertir. Tudo bem se eu tava sem assunto, eu ia prestar atenção no que todos estavam conversando. Ouvir histórias sempre me distraiu.
Bebi uma dose de vodka e outra de tequila. Até aí, tranquilo. Eu sabia que uma hora iríamos ficar meio sem rumo. Isso foi solucionado graças a um acaso em que a mãe de uma das meninas do rolê tinha esquecido a chave e, sendo assim, fomos com a garota levar a chave de casa até a senhora.
Perto da casa desta garota tinha uns lugares para ficarmos de boa e beber em paz, sem questionamentos, sem RG, sem nada nem ninguém para impedir.
Te digo que foi a pior vodka que eu tomei. Foi quase alcóól puro. E esse único copinho me deixou beeeem bêbada.
Consequentemente, fiquei alegre, solta e falei várias coisas que simplesmente não passavam pela minha cabeça quando eu estava sóbria. Como já era tarde, tinha que ir pra casa direto. Ou seja, ia chegar em casa ligeiramente alcóolizada ainda.
Cheguei EXTREMAMENTE alcóolizada em casa. E fiquei realmente agradecida de minha mãe não ter reparado. Ou se reparou, não me condenou ou coisa do tipo.
Quando cheguei em casa, deixei mensagens estranhas, hahaha, pro cara que foi com a gente no rolê e prum amigo nosso, que aliás, foi quem nos apresentou.

Vou te falar, acordei 5:15 da manhã hoje, com uma puta de dor de cabeça, mas eu tava rindo à toa.
Tô tendo cada vez mais prova de que minha liberdade tão desejada é real. Minto. Eu a estou fazendo real.
Eu posso estar com felicidade plena agora. Talvez, quando chegar na casa da minha amiga [festa] e ver, ou ouvir, ou simplesmente estar ali me incomodar de alguma forma, eu volte para meu costumeiro estado melancólico.
Mas sabe…Deixa chegar nessa hora que eu decido o que fazer. Chega de planejar esse futuro. Chega! Me iludir com isso vai me dar total decepção.

“We could be heroes” – Heroes – David Bowie.
Boa Noite!

Ressaca moral. Domingo, Mar 8 2009 

Quando você para pra refletir o porquê de tantas bebedeiras, o porquê de querer ficar sob o efeito do alcóol ao invés de sóbria.
O porquê de você mandar o príncipe encantada ir andar ao invés de estender a mão para ele.
Liberdade? Uma comprovação fajuta no meu sub-consciente de que agora, mais do que nunca, estou curtindo a vida sem pedir nada em troca, só que me deixe em casa e que minha mãe não desconfie das besteiras que andei fazendo.

Eu não quero que se preocupem comigo em relação à escola, dinheiro ou coisas do gênero. O técnico anda bem, obrigada, e toda vez que saio é porque guardei minha grana com carinho por toda semana.
Enfim…Eu sinceramente acho que estou me tornando uma rebelde-sem-causa, porém, rebelde apenas por 1/3 da minha vida, na verdade.
Como disse, profissionalmente eu tô bem. Socialmente, também. Aliás, ando fazendo amigos e tudo. E ando me mostrando vadia para alguns garotos que nem merecem isso. Mas, sabe, foda-se. É meio que um Holden Caufield tomando conta de mim. Uma tal de fuga, seguindo certos preceitos para que o que realmente interessa não seja questionado por pessoas irritantes.

E quer saber?
Vou sair, beber, pegar um cara qualqer aí e o mundo que se foda. (:
Porque ficar me questionando já não interessa. Não quero entender, basta sentir.

Boa Noite!

Reservada. Terça-feira, Mar 3 2009 

Como todos os textos aqui publicados, esse vai falar sobre eu, eu e é claro, eu.
Há!
Se tem uma coisa que me irrita, é forçar entrosamento. Sem brincadeira! Ficar rodando todas as panelinhas só pra fazer amizade com todos me irrita. Não vou ser hipócrita e dizer que odeio quando dizem “eu te amo” em falso porque eu já fiz isso, mas não por maldade, e sim por consideração. Posso não amar a pessoa, mas confio e acredito nela. Mesmo assim, evito dizer tal coisa grande. Ainda mais depois de ter dito sem cautela para quem não devia e, bom, é claro, deu merda, haha.
Não sei se for por conta de decepções recentes mas, percebi como ando me reservando em relação às pessoas. Só converso de verdade, com vontade, com os meus reais amigos. Vocês sabem que vocês são, oras.
No técnico, eu fico na minha. Converso, claro. Mas é meio que só se alguém conversar primeiro. Há também os colegas. De certa forma, posso dizer que os uso para minha própria distração, além de objeto de observação. Testar as pessoas é bem interessante, se você parar pra pensar.
E no curso de manhã, eu não falo com ninguém. No máááximo com o professor, mas nada além de assuntos banais ou relacionados ao próprio curso. Ou seja, descartáveis.

Isso é algum defeito? Ou qualidade? Eu não vou deixar de ser simpática se você vier falar comigo. Mas não é porque você veio chorar no meu ombro porque tá foda sua vida que eu vou ter a mesma confiança em você. Talvez. É claro, todos temos que enlouquecer nesse sentido de vez em quando.
Acho que estou me questionando porque, sinceramente, há apenas 4 pessoas que realmente possa dizer “eu te amo” com todo meu orgulho, força e felicidade. Isso me parece estranho de vez em quando.
Mas agora me lembrei que, porra, 4 amigos leais são MAIS do que suficiente. E eu agradeço todos os dias por cada um deles.

Post GAYDEMAIS.
Mas é isso aí!

Boa Noite!

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