Estava eu voltando de um bom dia de compras com minha mãe, quando discutíavamos alguns livros. De repente ela me surge com a pergunta: “Por que você não escreve?“. Disse que minha cabeça não é tão genial assim. Mas não deixei de pensar na possibilidade.
Digo, faço design gráfico e tudo. Confesso que a área que simplesmente mais me chama a atenção é a parte técnica e a parte textual e calculada da área. Não digo isso só porque não sei desenhar, mas é que o que eu sempre achei pertinente nessa área de comunicação é: do que adianta uma super ilustração, um anúncio todo bem elaborado e inovador se há palavras escritas de maneira incorreta? Sei que não escrevo corretamente o tempo todo. Oras, sou humana também, vá.
A área técnica me atrai porque é uma coisa de lógica. Pra quem entende do assunto, parece que, de repente, tudo parece muito óbvio. E acho isso bom. Útil, digamos.
Não sei bem. Como disse, desde a morte do meu irmão, estou revendo valores. Incluindo, é claro, o que se trata do meu futuro profissional.
Parece idiota, mas parece que quanto mais eu tento saber o que quero fazer da vida, mais eu me perco. Eu duvido que eu me ache profissionalmente tão rápido.
Vendo bem, acho que não nasci para escrever.
Me confundo muito num assunto só. Mudo de assunto num mesmo parágrafo.
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As poucas vezes que o vi me fizeram pensar nestes eternos. Eu poderia morrer, sentir ele lá, no meu enterro, me contemplando, mas nunca tendo tocá-lo (a não ser pelos comprimentos que são apenas vagas lembranças de seu perfume). Sem nunca saber qual a banda preferida dele, o que ele mais gosta de comer, quais são suas aflições, o que o irrita, o que o excita. Quais são suas estórias… Nem ele saberá as minhas. Separados por uma barreira transparente que construímos com nossos próprios punhos fechados e litros sangue pulsante (que por um acaso, tem genes em comum), além da possível distorção que cada pessoa próxima a nós causou na nossa mente quando nos vemos em mesmo plano visual. Você me fez, até agora, 4 dias mais real. Ou, ao contrário, irreal. Tanto faz, na verdade. É que eu simplesmente não me achei mais perdida nestas horas. Me achei com um foco. Que por um acaso, era te perceber. Me preocupar com o tal do estranho das festas.
Espero que você ainda seja o estranho. Aproximações me fazem perder o conto de fadas que você representa de certa forma pra mim. Aliás, foda-se. Nos aproximaremos então. Não gosto mais quando me chamam de Branca de Neve quanto antes. Desde que você seja existente, as portas se entre-abrem.
Vejamos…
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Eu entendo se você ler isso e talvez achar idiota ou até mesmo cretino da minha parte. Eu não ligo, desde que você nunca fale. Compreenda que se eu não colocar isto aqui, uma parte da minha cabeça vai embora numa madrugada de sábado pós-dia dos namorados.
Eu nem sabia seu nome…
“And now the time has gone
Another time undone” – Untitled – The Cure.
Boa Noite!